planejador de xxxx?

escrito por Felipe Senise em 04/07/2008 | 2 comentários
categorias: Pensamento, Planejamento

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Ontem rolou o Papo de Boteco do GP, evento que reuniu 6 heads of planning de agências (Ulisses Zamboni, Walter Susini, David Laloum, Ferand Alphen, Cintia Horowicz e Ken Fujioka - o host) para conversar sobre questões gerais do planejamento em uma mesa de bar. Tinha cerveja, garçom, sambinha e tudo que um boteco tem direito. E como não poderia ser diferente, foi muito legal.

Dentre todos os muitos assuntos discutidos um em especial me chamou atenção, porque era uma coisa que eu vinha pensando de forma caótica e desorganizada há algum tempo. Sabe aquela coisa que te incomoda, mas que você não sabe explicar direito? Pois é, era exatamente isso que eu vinha sentindo até que começou a rolar na mesa uma discussão sobre o planejador de outras disciplinas como BTL, digital, promoção, marketing direto, guerrilha e por aí vai.

Papo vai, papo vem, o Walter soltou algo como: “Nunca na minha vida eu fiz um briefing pensando em um comercial de 30″, em página de revista ou em BTL. Isso é meio absurdo até”. E foi nessa hora que surgiu aquela lâmpada lustrosa na minha cabeça e tudo ficou mais claro.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

o lado negro das marcas

escrito por Werner Iucksch em 03/07/2008 | 1 comentário
categorias: Pensamento

Nada como ter tempo para fuçar por aí… estava dando uma olhada nos “previous posts” do blog do Faris Yakob, da Naked, e achei um post muito legal e provacativo… quem sabe até uma premonição do que estava por vir em Cannes e uma resposta para as indagações que coloquei sobre as lições do festival deste ano.

A idéia é basicamente a seguinte: na medida em que até a comunicação fica comoditizada, as marcas precisam se aprofundar, ficar mais complexas para que possam ganhar preferência das pessoas. Isso está acontecendo desde a década de 80, quando as marcas eram totalmente “yang”, ou seja, superficiais, aspiracionais, maquiadas, falsas. Na década de 90 elas se aprofundaram, tornando-se mais autênticas, pensando mais em valores humanos do que no aspiracional, neste momento surgiram grandes iniciativas de Dove e Innocent, entre outros.

O argumento é que agora, para aprofundar ainda mais, as marcas precisam encarar suas sombras, deixando de escondê-las. As partes ruins do uso das marcas na verdade podem criar oportunidades fantásticas. Exemplos: Apple humaniza computadores, falando de criatividade e não de processadores. Omo abre o mundo da brincadeiras ao ar livre para crianças do mundo ao tornar sujeira uma coisa boa.

estalo.org

O Faris chuta a bola lá no alto e faz um comparação entre marcas e mitos, devido a natureza complexa e de seus diversos significados, citando Claude L. Strauss, antropólogo francês que deu aula na USP. Segundo Strauss, a função do mito na cultura humana é:

“montar um modelo lógico que resolva uma contradição”

Isso lembra um argumento de Jon Steel, no livro Perfect Pitch: grandes marcas resolvem tensões. Frase que poderia ser “grandes marcas trabalham seu yin e yang”. Não?

 

 

 

solução para a audiência da tv

escrito por Werner Iucksch em 02/07/2008 | Sem comentários
categorias: Pensamento

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Aprender com o governo federal e convencer o Ibope a emitir um comunicado assim:

“a partir desta data só instalaremos people-meter em residências sem internet ou jovens.”

ou não?

 

 

 

marcas em primeira pessoa

escrito por Mastropietro Luiz em 02/07/2008 | Sem comentários
categorias: Design, Pensamento

“Faço o que eu digo, faço o que eu faço”.


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Algo de interessante ocorre no mundo das embalagens. Splahs, adornos, contrastes e luzes brilhantes estão dando lugar a embalagens mais simples, suaves e minimalistas. Tão simples que algumas marcas chegam até a desistir do usual “reason why”, e raramente possuem uma cartela cromática com mais de três cores.

Ao invés de ter um nome, um princípio ativo, ainda explicar todos os benefícios do produto, essas embalagens já falam tudo por si só de uma forma extremamente simples e direta. Em meio as gôndolas lotadas e consumidores com o Paradoxo da Escolha, essas marcas “Falam logo porque veio.”

Direto ao ponto. Afinal de contas, as pessoas não demoram mais do que 10 segundos para decidir o que vão comprar na gôndola do supermercado. Nessas horas, menos pode ser mais.

 

 

 

nem só de dilbert vivem as corporações

escrito por Werner Iucksch em 01/07/2008 | Sem comentários
categorias: Cool, Web

Muita gente já viu tirinhas de Dilbert falando sobre vida corporativa e algumas bem específicas sobre propaganda, como essa daqui, mas rodando por aí achamos um outro blog genial, cuja especialidade é o mundo publicitário, ou melhor, sobre a parte “mundinho” dele. Realmente é incrível, dêem uma olhada e vejam se nunca estiveram nestas situações:

“Família corporativa”

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Vocação

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Brainstorm

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Dê uma olhada em outros retratos do seu dia a dia lá no Business Guys on Business Trips, é imperdível.

 

 

 

criatividade para a sociedade

escrito por Werner Iucksch em 30/06/2008 | 1 comentário
categorias: Apresentações, Inspiring

Quem acompanha o blog já deve ter reparado que existe uma tensão entre os autores, sobre a falta de impacto da profissão na vida das pessoas… não importa o quão criativo sejamos, no final vai vender sabonete, cartão de crédito ou telefone celular. Nesses momentos eu gosto de passar pelo TED para checar como a criatividade e a inteligência humana estão se desenvolvendo em áreas menos marketeiras, por assim dizer. Estava dando uma olhada no dito site (para quem não conhece, vá por lá com tempo para explorar, pois é um site com palestras brilhantes de pessoas sensacionais) e me perguntei, será que nunca nenhum brasileiro foi dar uma palestra por lá?

Comecei a procurar e achei um cara. Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, foi pra lá para falar sobre sobre cidades. Ele dá alguns exemplos do que fez em Curitiba, mas na verdade o lance é sobre criatividade, sobre como chutar o senso comum pra escanteio, pensar lateralmente e resolver problemas. Vale a pena:

(O Update or Die fez um post sobre essa palestra no começo do ano, mas achei que vale a pena repetir a dose, já que comecei a pensar demais sobre a carreira)

 

 

 

Salário na gringa, Blogs, Agências

escrito por Werner Iucksch em 26/06/2008 | Sem comentários
categorias: Apresentações, Pesquisa, Planejamento

Finalmente saiu o Salary Survey 2008, que é uma pesquisa informal que a Heather LeFevre (da CP+B e do “Buy me, I´ll change your life“) faz há alguns anos, através do seu blog.

Não houve respostas brasileiras o suficiente para fazer um perfil daqui, mas dá para ver algumas coisas legais. Acho que a principal delas é de a diferença entre o que se paga nos EUA e Brasil para planejadores com alguns anos de experiência não é tão grande assim (pelo menos se compararmos grandes agências). Se por lá alguém com pouco mais de 5 anos em planejamento ganha por volta de US$100 mil/ano, aqui não fica tão atrás, em termos relativos e nem em termos absolutos. A grande diferença é para assistentes e planners juniores, que aqui ganham mal mesmo. Então é assim: quem tá em agência grande aqui, tá com um posto de gerente ou coisa do gênero e quer ir pra gringa, é bom saber que o custo de vida vai aumentar e o salário provavelmente não vai crescer muito.

Todavia, na pesquisa que a Heather fez também tem outras coisas muito interessantes, além de salário. Eu acho que é fundamental estar ligado no que se discute sobre planejamento lá fora, tanto para quem está no mercado par quem quer entrar. E ela fez uma pergunta muito boa sobre os blogs que a moçada está lendo. Veja os resultados (número total de repondentes):

clique para ampliar

(sem querer ser babaca, mas não é à toa que ano passado pedimos autorização ao Russell para traduzir algumas coisas dele)

A Heather também perguntou qual o lugar dos sonhos para os planejadores do mundo trabalharem, veja o que saiu (número total de respondentes):

clique para ampliar

Isso é uma tremenda coincidência, pois o Brainstorm9 publicou ontem o resultado da pesquisa deles sobre os lugares que os leitores do blog gostariam de trabalhar, obviamente o resultado não é só sobre planners, mas acho que as duas pesquisas se complementam.

Bom, vou parar de cozinhar o galo e vou entregar os resultados inteiros, mas já aviso que vale a pena passar um pouco no blog dela para dar uma olhada nos comments que a moçada está deixando sobre isso. Aproveitem.

 

 

 

A TV mais ligada do que nunca (a propaganda, nem tanto).

escrito por Mastropietro Luiz em 24/06/2008 | 3 comentários
categorias: Ad, Pensamento

Muito se fala por aí que a TV vai morrer, que precisamos usar as ferramentas não tradicionais de mídia, que o BTL é o futuro e que por isso temos que pensar em formas “alternativas” de “pegar” as pessoas. Até o presidente do festival de Cannes, Mark Tutssel disse em uma entrevista ao PropMark que “A publicidade de massa acabou”.

Será?

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Se for depender dos hábitos de consumo de mídia dos brasileiros e dos ingleses não - a publicidade de massa não acabou e continua mais viva do que nunca. Não é a toa que os investimentos em publicidade no meio televisão têm aumentado ano a ano. Só em 2007, a TV aberta obteve um crescimento de 8,6% superando uma cifra de R$11 bilhões de reais ao ano.

Em um meio que já possui 99% de penetração, é natural que as pessoas pensem que não há mais para onde se expandir. Sim, de fato a TV chegou ao ponto de saturação quando olhamos isoladamente para a variável “penetração”. Mas quando olhamos para os 99% das pessoas que já têm televisão, vemos que dentro deste segmento ela ainda se expande.

Prova disso é que as pessoas estão passando mais tempo em frente à televisão, como constatou este estudo do Ibope publicado no Meio&Mensagem. Mesmo com a internet, fragmentação de mídias, etc e tal, o brasileiro ainda passa cerca de 5h e meia em frente à TV - e por incrível que pareça, este número vem aumentando. Por quê será?


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(clique para ampliar)

Seria uma melhoria no conteúdo da TV? A popularização da TV Paga? O aumento do número de TV´s per capita? Ou a popularização das TV’s de plasma e do crediário das Casas Bahia, que faz as pessoas passarem mais tempo em seus casulos com seus cinemas particulares? Pode ser, não sei. Será? Pouco importa.

O que importa é que a TV está mais ligada do que nunca, as pessoas estão passando cada vez mais tempo em frente à televisão. E se tem algo que está prestes a morrer, este algo é a propaganda ruim, e não a TV.

Enquanto as emissoras se esforçam para criar novos formatos, programas e atrações para atrair e manter a sua audiência, boa parte da indústria publicitária vem fazendo o mesmo que já fazia há cinquenta anos atrás: contam historinhas de 30 segundos nos intervalos da programação. Só que essas histórias já não seduzem mais as pessoas como antigamente. Talvez este gráfico deixe tudo mais claro: “% de pessoas (ingleses) que concordam que as propagandas são tão legais quanto a programação”.

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Resumindo este post em poucas palavras: a TV evolui. A propaganda na TV, nem tanto.

Como disse o Werner no post sobre as lições de Cannes, as pessoas hoje estão mais intolerantes com coisa ruim. Elas estão vacinadas, e com o controle do remoto em suas mãos. Qualquer vacilo e &$&#%*, você estará morto diante dos tiros de infravermelho de seu controle.

Então a próxima vez que você escutar algo como “ah hoje em dia as pessoas não assistem mais TV”, traduza por “hoje em dia as pessoas não toleram propaganda chata”.

Vida longa à televisão, ao double surround, às telas grandes, ao entretenimento de qualidade, ao conteúdo relevante, à propaganda interessante.

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Nota: obrigado especial ao Germano Spinola, que me inspirou com o texto.
Fonte dos dados: Projeto Intermeios - Meio e Mensagem

 

 

 

Como ser interessante | Russell Davies

escrito por Werner Iucksch em 23/06/2008 | 1 comentário
categorias: Russell Davies

Esse é um texto que já tem quase 2 anos, mas continua legal, criativo e proveitoso. Acho que vale a pena dar uma lida, parar para pensar, lê-lo novamente. Botar em prática na seguida. Depois dêem uma olhada nos comments do post original, tem mais coisas bacanas. Aproveitem:

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Enquanto eu estava na University of Oregon, eu fiquei falando sobre como a competência central de qualquer profissional da indústria criativa será SER INTERESSANTE. As pessoas irão empregar e querer trabalhar (e querer estar perto) de pessoas interessantes.

E já que eu gastei uma quantidade razoável de tempo falando para eles todas as coisas que eles deveriam parar de fazer, eu pensei que eu deveria tentar ensinar alguma coisa útil. Como na verdade não sei nada útil eu tive que inventar. Coisa que fiz abaixo. Leva uns 10 minutos para ensinar, mas levará uma vida inteira para as pessoas descobrirem se funciona ou não, e até lá eu já terei ido dessa pra melhor. Ha!

Eu me baseei em duas premissas:

O caminho para ser interessante é ser interessado.Você tem que encontrar o que é interessante em tudo, você tem que reparar nas coisas, você tem que ser bom ouvinte. Se você achar que as pessoas (e coisas) são interessantes, elas acharão que você é interessante.

Pessoas interessantes são boas em compartilhar. Você não pode estar interessado em alguém que não te fala nada. Ser bom em compartilhar não é a mesma coisa do que falar pra caramba. Significa que você divide suas idéias, que você deixa as pessoas elaborarem em cima delas e que você é bom em falar a respeito delas sem falar a respeito de você mesmo.

O fascinante da net é que ela possui ferramentas fantásticas para quem é interessado e para quem quer compartilhar. Portanto, usei-as com vontade. É óbvio, porém, que existem muitas outras maneiras de ser interessante. Algumas delas estão longe de involver computadores. Essas são apenas 10 coisas, e se você levá-las a cabo, será mais interessante. Ou, no mínimo, começará a praticar os skills de ser interessante.

É meio didático, meio arrogante até, mas é para serem regras instrutivas que você poderá seguir. Se você colocá-las em prática, e me enviar evidências de que o fez por 3 meses, então vou mandar o maravilhoso certificado “Eu sou mais interessante do que era há três meses”.

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1. Tire pelo menos uma foto por dia. E coloque-a no Flickr.
Você deveria ter sempre uma câmera com você, mas um celular dos mais novos também resolve. O ato de carregar uma câmera, e sempre ficar de olho aberto para bater uma foto muda a maneira como você vê o mundo. Isso faz você reparar mais nas coisas. Te mantém ligado.

Colocá-la no Flickr (ou qualquer outro site de fotos) significa que você às está compartilhando. Que elas são públicas. Isso fará com que você coloque mais critério no que merece ser fotografado e pode colocá-lo em conversas sobre suas fotos.

2. Escreva um blog. Escreva pelo menos uma frase por semana.
Isso é bem fácil. Se você fizer só isso, eu ficarei desapontado. Na verdade você deveria escrever mais frases. Ou escrever uma frase verdadeira. Mas eu suspeito que você não conseguirá limitar-se a uma frase apenas, você será infectado e vai querer escrever mais.

É fácil rotular blogs como uma espécie de “jornalismo do banal”, mas de certo modo essa é a sua força. Blogueiros não saem por aí para investigar as coisas (a maior parte), eles não estão em lugares empolgantes ou glamurosos, ninguém dá uma história para eles, esses caras têm que que criá-las a partir do seu dia a dia. E isso deixa eles bons em reparar nas coisas, coisas que outros talvez não tenham percebido. E sendo um blogueiro, sentindo a necessidade de escrever sobre coisas sobre as coisas, faz você prestar mais atenção, faz com que você saia e veja mais coisas, faz você carregar um caderno ou um notebook, mantém você ligado no mundo.

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3. Tenha um caderno de recortes/scrapbook
Eu já falei disso antes. É bom. Faça.

4. Toda semana, leia uma revista que você nunca leu antes.
Pessoas interessantes são interessadas por todo tipo de coisa. Isso quer dizer que eles exploram todos os tipo de mundos, eles vão a lugares que não imaginam que iriam gostar e descobrem o que gostam e o que é interessante nesses lugares. Um jeito fácil de fazer isso é com revistas. Revistas segmentadas te proporcionam acesso ao cosmos das atividades humanas sem sair da cadeira. Tente, é fantástico.

5. Entreviste alguém por 20 minutos, uma vez por mês, pense em como fazê-lo interessante. Faça um podcast disso.
Novamente, ser interessante é reflexo de ser interessado. Entrevistar é fazer de outra pessoa a estrela; descobrir o que eles sabem ou acham que é interessante. Pode ser qualquer um, um amigo, um colega, um estranho, qualquer um. Descubra o que é poderoso dentro de cada um. Entrevistar te força a parar de olhar pro umbigo e e te faz ouvir. É uma coisa boa de praticar. (E vale a pena reparar nas pessoas que são boas nisso) Fazer o podcast é compartilhar. Você tem que se acostumar a dividir as coisas.

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6. Colecione alguma coisa
Pode ser qualquer coisa. Pode ser fotos de coisas. Mas torne-se um expert em algo inesperado e sem holofotes. Desenvolva uma paixão. Aprenda como comunicá-la para outras pessoas sem assustá-las. Encontre as outras poucas pessoas que têm a mesma paixão que você. Aprenda como ser útil dentro desta comunidade.

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7. Uma vez por semana, sente num bar ou café e fique uma hora escutando as conversas de outras pessoas. Anote. Escreva no blog sobre essas coisas (com cuidado).
Faça pequenas imersões nas vidas dos outros. Escutem os seus padrões de discurso e preocupações. Tente botá-las no papel. (Não os deixem notar. Tente não apanhar) Não force, não vá de mesa em mesa atrás da melhor conversa, apenas receba bem a conversa que está perto de você.

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8. Todo mês, escreva 50 palavras sobre uma obra de arte gráfica, sobre literatura, música, e também um sobre filmes ou TV. Faça sobre outras formas de arte se você conseguir. Escreva no seu blog sobre isso.
Se você quer trabalhar na indústria criativa (e daqui a pouco a maioria das empresas serão da indústria criativa) você terá que se acostumar a ter um ponto de vista sobre coisas artísticas. Mesmo que na verdade não seja muito artística. Você terá que estar confortável em expressar uma opinião sobre coisas que você não sabe como fazer, como música ou texto. Você vai melhorar nisso através da prática. E através do compartilhamento do que você escrever.

9. Faça alguma coisa
Faça algo com suas mãos. Crie alguma coisa do nada. Podem ser nós, Lego, bolos, você pode bordar. Pegue um tempo para espairecer, deixar sua cabeça leve. Idealmente faça alguma coisa que você não tenha a noção de como fazer. Pegue alguma coisa da Make (ou da Pegue e Faça) e tente, já presumindo que vai ficar muito ruim na primeira tentativa. As pessoas adoram pessoas que sabem fazer coisas. Fazer é o novo pensar. Divida suas coisas no seu blog, ou, se você for brilhante, talvez você possa compartilhar no etsy.

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10. Leia:
Understanding Comics - Scott McCloud
The Mezzanine - Nicholson Baker
The Visual Display Of Quantitative Information - Edward Tufte

Todos esses livros são demais, por razões diferentes, mas eles também são bons exemplos de pessoas que são interessadas por coisas que a maior parte acha banal e às explicam de maneira que faz você compartilhar da paixão deles. Isso é legal.

E é isso.

Alguém tem mais alguma idéia?

 

 

 

Cannes | GP’s | Alguma Lição?

escrito por Werner Iucksch em 22/06/2008 | 2 comentários
categorias: Pensamento, Prêmios

Uniqlock e Halo 3, dois GPs para cada um. Interactive e Titanium no caso do primeiro e Filme para web e Integrated Campaign no caso do segundo, de qualquer forma, se fossemos reduzir tudo a poucas palavras, um é uma utilidade artística (e “voyeurística”) e a outra é entretenimento de primeiríssima, quase um filme no qual a gente pode ser o protagonista.

Veja o case de Uniqlock aqui e o de Halo 3 abaixo:

O que isso diz para nós?

Sei que esse festival não é baseado em eficácia, mas talvez a mensagem seja: Todo mundo sabe que somos pagos para contar só o lado bom da história, portanto não venha com “lições”, não venha com “verdades humanas” para vender fralda a menos que realmente venha do coração, que faça sentir coisas que as pessoas nunca sentiram antes ou que seja útil de alguma forma… então, se for para ficar no meio do caminho, numa dessas é melhor simplesmente fazer alguma coisa legalzinha com um bom demo bom (à lá Activia) e pronto.

Deveria ser óbvio e simples, mas no dia a dia é muito complicado convencer os donos das marcas a fazer com que suas marcas comportem-se como seres que têm emoções que transparecem. A maior parte das marcas parecem atores ruins, que falam o texto inteiro, até colocam alguma entonação, mas tem rigidez facial e movimentos mais duros do que o R2-D2. Por isso existem tão poucos Innocent, Honda, Method. É mais fácil fazer um filme e tal… uma marca feminina fazer o museu da mulher, “nãããã… muito caro”, uma marca de sabão em pó criar parques para crianças brincarem “hmmmmm…. não tem abrangência”. Então vamos fazer propaganda. Viva.

O problema é que consumidores estão mais do que ligeiros em perceber enrolação. Os gringos chamam isso de “ad savvy consumers”, eu chamo simplesmente de pessoas normais. É lógico que é legal ver um filme bem feito, um print bonito, mas me parece que inúmeras vezes falta perceber que, a priore, propaganda só é importante para publicitários e marketeiros. Para 99% da população (ao menos) é MUITO mais importante olhar pro céu e pensar se vai chover, pensar se vai colocar blusa amarela ou azul, se faz um chá ou bebe água mesmo.

Isso muda? Muda sim, mas leva tempo. Infelizmente o modelo de remuneração das agências (e de reconhecimento aos profissionais) ainda faz chover dinheiro com 30 segundos de filme e página dupla na Veja. Já soube de criativo poderoso ficando indignado com idéia da agência se concentrar em fazer cases ao invés de ganhar premiozinho em print ou film. Projeto digital interativo sendo barrado para argumentar que 1 filme e 3 prints resolvem, então…

Fazer coisas sobre as quais as pessoas QUEREM falar e interagir… bom, fica pra próxima.

(Leia mais sobre o case de Halo aqui e aqui. Thanks ao Brainstorm9 pelo embed do vídeo case)

 

 

 

Cannes | GP Film | Gorilla

escrito por Werner Iucksch em 21/06/2008 | 1 comentário
categorias: Ad, Pensamento, Prêmios

Gorilla levou um dos o GP de filmes (o outro foi Halo 3, o Senise fez um ótimo post sobre ele). Voltando para Gorilla, o filme é misterioso, mas deu um resultado tremendo. A Cadbury diz que esse filme foi a peça central para fazer a empresa bater suas metas ano passado. Se alguém ainda não viu, veja:

Interessante pensar que isso é tão louco que com certeza absoluta nunca seria veiculado se tivesse passado por pesquisa, certo? Tal não é a surpresa de muita gente quando descobre que na verdade esse filme foi testado sim. E pela Millward Brown (MwB), no mesmo Link Test pelo qual passam filmes de Johnson’s Baby, Doriana e diversas outras marcas que não são exatamente conhecidas pelo seu arrojo.

E não é que o filme ficou entre os 20% melhores do banco de dados da Millward da Inglaterra?

No blog do Nigel Hollis, chief global analyst da MwB, rolaram duas discussões muito interessantes que em certo ponto acabaram neste filme. A primeira falava especificamente sobre a validade de pré-testar material como 1984 (lembram-se disto?) e Gorilla, que têm linguagens muito novas, portanto existiria uma predisposição ao clássico “não conheço/entendo, portanto não gosto”, vale a pena ler tudo, mas o argumento é que acertando metodologia, perfil dos entrevistados e o que observar nos resultados, certamente 1984 passaria.

Na discussão do segundo post, mais especifico sobre “Gorilla”, Nigel destacou que a taxa de Enjoyment (Divertimento) causado pelo comercial é altíssima. Seguindo o raciocínio, chocolate, de maneira geral, é divertimento, é endorfina, é puro prazer. Aí o negócio começa a fazer sentido. A campanha lembra as pessoas como chocolate faz elas se sentirem (tem outro filme da Cadbury com a mesma linha). Ou seja, definiu-se o que se deveria esperar do filme.

O desafio final seria fazer o link com a marca. O ponto tricky para converter isso em resultado de vendas não pode ser desprezado e me lembra os tempo que eu planejava para Unilever: a campanha vende a categoria e, na Inglaterra, Chocolate = Cadbury. Ou seja, levar em consideração a situação de mercado da marca e não apenas o pré-teste em si.

Grande filme, brilhante, mas que não foi destroçado pois ficou claro o que ele tinha que fazer. Parte do mérito é para as pessoas responsáveis pelo pré-teste e para o cliente. Ao contrário do que muita gente prega por aí, o cara não foi dar a cara para bater, botou o seu na reta, colocou a faca entre os dentes… o cara arriscou sim, lógico, mas muito menos do que a muita gente por aqui acha que nossos clientes deveriam fazer. E conseguiu o GP.

Último pensamento, aqui no Brasil a campanha venderia Nestlé?

 

 

 

Good bad ads

escrito por Mastropietro Luiz em 19/06/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento

Em relação ao post do Werner “Dá até pena do GP de Press“, o meu comentário vem em forma de um slide da apresentação de Jean-Marie Dru, da TBWA:

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direto do blog do Fabiano Coura.

 

 

 

Cannes | Dá até pena do GP de Press

escrito por Werner Iucksch em 18/06/2008 | 3 comentários
categorias: Pensamento, Prêmios

Serei apenas eu, ou ao ver o GP de Press muita gente ficou pensando “Que tosquera…” ?

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Na verdade talvez nem seja ruim como posso estar fazendo parecer, talvez seja só uma peça publicitária das antigas. O que me espantou mesmo foi o contraste destas peças - supostamente o melhor raciocínio posto em print em todo o mundo nos últimos 12 meses - com os outros GPs já divulgados…

Sei lá, seria o caso das melhores mentes estarem deixando de se fixar tanto em print? (da mesma forma que Steven Spielberg não se contenta em fazer apenas filmes, que a Nike não faz apenas tênis de corrida e assim por diante). Se for isso, graças à Deus, se não for, então estamos assistindo a uma maturidade enorme de outras mídias e de clientes, pois me parece que as coisas mais consistentes estão vindo de outras áreas. Se vermos o que foi apresentado pela Projector (abaixo), dá até pena da equipe de DDB de Joanesburgo e seu anunciozinho de Energizer. Da mesma forma, se pegarmos o case de Burger King Games (Titanium 2007), dá pena do GP de Press que Tide ganhou no ano passado (mesmo sendo muito mais interessante do que Energizer, em minha opinião).

Certamente tem um componente do poder do movimento e interatividade, de termos várias mídias trabalhando com um único objetivo (que é o caso de Integrated), de termos mídias completamente novas (como Titanium) que acabam diminuindo o impacto de press. Seria essa a razão do meu pseudo-deboche de Press?

Não tenho certeza, provavelmente as duas coisas juntas estão fazendo com que Press perca destaque, então não sei porque o Brasil continua se pautando tanto em criar anúncios fantasma (criação pára para fazer fantasma, todos sabem), se isso está deixando de ser o TOP de criatividade. Quer fazer fantasma, por que não faz de cyber? Certamente dá para fazer coisas muito mais legais do que um anúncio tosco publicado na “Simples” ou coisa parecida, com custo quase zero. Se eu fosse redator, diretor de arte, pararia para pensar nisso, da mesma forma em que penso em como planejar algo digno de Titanium, Effies, Jay Chiat Awards e paro para pensar em como deixar tudo que faço cada vez mais digital, interativo e integrado.

O sarrafo subiu, mas muita gente ainda acha que dá para saltar com vara de bambu.

 

 

 

Cannes | GP Interactive/Titanium| Uniqlock

escrito por Werner Iucksch em 18/06/2008 | Sem comentários
categorias: Prêmios

O GP de Interactive Campaign deve ir para a Projector, do Japão, para um projeto desenvolvido para a Uniqlo, aparentemente uma espécie de C&A jovem do Japão.

A idéia é maravilhosa, mistura propaganda e arte de maneira digna de (ou, na minha opinião, superando) um filme de Stella Artois.

O lance é foi misturar dança, música e o tempo, daí o nome da ação, UNIQLOCK. Unindo tudo, o resultado eram performances artísticas na qual pessoas dançam, interpretam e fazem pequenos espetáculos em 5 segundos, intercalados por outros 5 segundos no qual um relógio domina a tela, dando a impressão que tudo aquilo estava acontecendo em sequência, tempo real… aguçando também, é claro, o instinto voyeur das pessoas enquanto mostra as coleções de verão e inverno, ao longo do ano. Genial.

Cliquem abaixo para terem um sabor e ficarem com inveja.

Clique para ver o case

Assim que eu tiver acesso aos resultados, colocamos. Eis os detalhes:

Description:
UNIQLO was seeking an innovative way to build its brand awareness internationally, and promote its business expansion into the global market. We recognized the 70 million blogs worldwide as a powerful buzz-building media, and created a functional and entertaining blog widget for the bloggers to spread the brand globally. The campaign concept we developed was the fusion of a CLOCK which functions as a blog utility, time signaling MUSIC, and DANCE performance videos with UNIQLO clothing. We named it UNIQLOCK. As a 100% UNIQLO branded widget, this automatically became a tool to connect UNIQLO and the world’s bloggers.

Launch And Execution:
As a teaser, we uploaded 16 audition videos onto Youtube. Then we launched the UNIQLOCK site to start distributing the blog widget. The numerous dance videos and the clock counter appearing seamlessly one after another makes the viewers eager to see more. Since the widget plays all-year round, 24/7, the dancers change their outfits according to the season. The bloggers were motivated by seeing the website’s world map which visualized the expansion of all of the users. Screensavers and shop installations were also released to enhance the UNIQLOCK experience, from personal desktops to the UNIQLO stores.

Results:
Over 27000 widgets from 76 countries Over 68 million views from 209 countries (widgets + website) Over 500 thousand views on You Tube (the audition videos) Over 175 thousand downloads (screensavers) Over 619 thousand web pages (google) (To Date: 10th January, 2008 )

 

 

 

Cannes | GP Promo | HBO Voyeur

escrito por Werner Iucksch em 17/06/2008 | Sem comentários
categorias: Prêmios

Isso está saindo em todos os lugares, é verdade, mas acho que vale a pena mostrar por aqui também, principalmente porque resolvi colocar o case com toda a descrição, conforme foi veiculado em Cannes (inclusive resultados). O trabalho é da BBDO NY, juntamente com a Big Spaceship, para HBO. Comecemos com uma olhada no videocase.

Objective:
The campaign goal was to fortify HBO against increasing competition by strengthening the brand’s relationship with super-fans. Incredibly engaged in all forms of media, they seek intelligent, cutting-edge entertainment experiences. Super-fans recognize HBO as one of the few brands that respects their intelligence. They don’t just watch HBO programs - they’re completely involved and engaged before, during and after a show.The creative task was to ignite this same level of passion around the HBO brand itself. Success would be determined by positive shifts in brand perception metrics, improved bonding levels among super-fans and increases in online brand buzz.

Development:
In order to impact perceptions among an already positive audience, it wouldn’t be enough to tell super-fans that we are the leaders at cutting-edge, innovative storytelling - we needed to show them.HBO Voyeur took the act of watching, already an integral part of the HBO experience, and intensified it. The viewers became essential players within the story - their gaze the very essence of the concept for HBO Voyeur:sometimes the best stories are the ones we were not meant to see. It encouraged viewers to seek more, become a part of the story and engage with the content.

Relevance:
In order to encourage the participation beyond passive viewing that is so critical to super-fans’ experience with the brand, HBO Voyeur was expressed as a multi-media, multi-platform program, each touch-point acting as an invitation to engage with the project as a whole.It began with a life-size projection on the side of an apartment building in downtown Manhattan, creating the illusion that the wall had been cut away and allowing viewers to experience the story by seeing the lives inside.The campaign extended to HBOVoyeur.com, HBO On Demand and HBO Mobile, with each content experience uniquely tailored to its platform.

Outcome/Results:
HBO Voyeur strengthened super-fans’ perception of the HBO brand: 74% said Voyeur set the HBO brand apart. 72% claimed it made them think HBO is better than other networks. 60% said it made them more interested in the HBO brand.The campaign led to improved feelings towards programming, even though Voyeur was not linked to any specific shows. (Hall and Partners)Additionally:3,200+ people visited the Manhattan event. Over 1 million users visited HBOvoyeur.com within the first 3 weeks (Google Analytics). The campaign was mentioned in 500+ blogs, prompting conversations and debate (Nielsen BuzzMetrics).

 

 

 

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