presentation lions
escrito por Mastropietro Luiz em 05/07/2010 | 2 comentários
categorias: Apresentações
Durante o CannesLions que rolou de 20 a 26 de junho, um planner freak assistiu à diversas palestras e debates que rolaram no festival em busca dos slides mais inspiradores. O resultado pode ser visto nesse compilado abaixo, que traz os 100 slides mais bonitos de Cannes:
Do jeito que a coisa vai, logo logo Cannes vai criar o “Presentation Lions”.
a bibliografia do Brasil no google
escrito por Mastropietro Luiz em 01/07/2010 | 1 comentário
categorias: Mídia, Pesquisa
Nos arquivos históricos sobre tudo o que o Google lê sobre o Brasil, existem apenas quatro grandes eventos que fogem da curva: tudo começa com o descobrimento em 1500. Depois vêm a Independência, em 1822 e a abolição dos escravos em 1888. O último pico vêm com a Copa do Mundo de 2002 e o Pentacampeonato do Brasil.

São fatos históricos que surgiram muito antes da era da conversação massiva digital. Em tempos em que um narrador brasileiro vira notícia global da noite para o dia, dá a impressão de que a Copa de 2010 ou 2014 tenham mais potencial de serem falados do que a própria descoberta do país.
Ao mesmo tempo, esses eventos raramente serão tão marcantes e perenes como os fatos do milênio passado. Nesse novo cenário, tudo é mais falado, discutido e remixado, tudo fica gigante mais rápido, mas ao mesmo tempo some com mais rapidez. Tudo pode virar um hit em 15 minutos, mas geralmente cai no esquecimento 15 dias depois.
Em tempos voláteis de assuntos fugazes, como manter uma conversa mais consistente sobre seja lá o que for?
uma promoção pessimista
escrito por Mastropietro Luiz em 14/06/2010 | 2 comentários
categorias: Non-sense

Se eu fosse o google
escrito por Mastropietro Luiz em 13/05/2010 | 7 comentários
categorias: Pensamento
Sempre que alguém tem uma idéia fantástica, uma das primeiras providências é ir ao Google e digitar a invenção para ver se alguém já pensou nisso antes.

Dentro da idéia da “Teoria Conspiratória do Google”, eu sempre fico com receio de digitar essas idéias achando que tem alguém do outro lado da tela, observando todas as palavras, expressões e frases que não retornaram nenhuma ocorrência no Google.
Um departamento interno que age como uma espécie de “Google Trends” das idéias ainda não publicadas no intuito de roubá-las para serem usadas pelo próprio oráculo googliano.
Se o Google tem isso, não há como saber. Mas dá para imaginar que eles teriam um bom database de idéias para serem incubadas.
Espero que o Google não leia isso ;)
Exército anuncia guerra ao PowerPoint
escrito por Mastropietro Luiz em 29/04/2010 | 6 comentários
categorias: Apresentações, Pensamento
Se por de trás de uma simples campanha publicitária sempre existe um Powerpoint repleto de slides, imagine o que acontece com os planejadores de guerra do exército? Foi assim que o exército americano conheceu o seu maior inimigo: o PowerPoint.
Se nas agências é possível ver os criativos zombando dos planners e seus bullets, no exército americano o tempo dos militares gasto com os slides virou motivo de chacota nos corredores do Pentágono e disparou uma discussão sobre o uso do programa conforme relata a matéria do NYTimes.
A história começou com esse complexo slide-infográfico, usado pelo exército americano que vazou e veio parar na internet:

Quando o general McChrystal viu esse slide, brincou: “Quando nós entendermos esse slide, nós vamos ganhar a guerra” – e todos na sala caíram em gargalhada. O grande problema na visão do exército americano é que “os slides criam uma falsa ilusão de entender o todo e a ilusão de se ter controle sobre ele – porque alguns problemas do mundo não são ”bullet-izáveis”.
A febre com os slides é tamanha que os iniciantes do exército são chamados de “Powerpoint Rangers” e alguns generais até já proibiram o uso dos PPT´s em suas unidades por acharem que “Powerpoint make us stupid”.
Por outro lado, boa parte dos militares americanos reconhecem que histórias bem contadas em “storyboards” podem estimular o pensamento crítico, analítico e persuasivo em detrimento dos bullets desconexos, chatos e intermináveis.
“A Arte da Guerra” pode ensinar muito sobre planejamento. Mas a arte dos planners também poderia ensinar bastante ao exército.
tour de planner, o intercâmbio do bem
escrito por Mastropietro Luiz em 10/03/2010 | 1 comentário
categorias: Atitude, Experience, Inspiring, Planejamento
“Trazer pessoas, culturas e idéias do mundo inteiro para fazer o bem para as pessoas, transformando as organizações e a sociedade.”
A frase que parece um clichê socialista é a proposta da TIE, uma rede de global de planejadores dispostos a desenvolver soluções para ONG´s e projetos sociais ao redor do mundo.
A idéia é simples: usar os skills de comunicação para fazer o bem, resolvendo problemas de comunidades em vários lugares do mundo, mesmo com um budget pequeno. São treinamentos direto no campo de um mês, que envolvem missões, produção áudio-visual e geração de conteúdo em meio a um “choque de realidades”.
Um planejador de uma marca de sabonete, por exemplo, poderia exercitar uma solução em como reduzir o desperdício de água em uma árida cidade do sertão nordestino. Para quem está acostumado a fazer milagres com briefings corporativos, ser desafiado a responder a briefings sociais em outras culturas pode ser bem inspirador. No final da viagem, ao invés de trazer apenas um álbum de fotos, cada participante um deve trazer um case.
Os projetos são patrocinados por agências como a BBH, JWT e W&K, que incentivam a experiência de seus planners para desenvolver suas habilidades criativas e interpessoais em um contexto global. E mais do que isso, encoraja os planejadores a FAZER alguma coisa, de forma a mudar um comportamento:
O TIE é uma alternativa legal àquelas viagens que algumas pessoas fazem à África para prestar serviços sociais – é mais a cara de um publicitário do que de um médico.
E quem sabe um dia o “tour dos planners” não entra no portfólio da CVC, ou ao menos na C.I – Central do Intercâmbio?
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Planejamento útil na cannes dos planners
Leão que serve para alguma coisa
carnaval na hora da propaganda
escrito por Mastropietro Luiz em 26/02/2010 | 1 comentário
categorias: Ad, Non-sense, Pensamento
Carnaval no Brasil é sinônimo de libertinagem, não apenas aqui, mas em todo o mundo.
Nas vésperas de fevereiro a televisão está infestada de nudez, cerveja e camisinha. E enquanto a Globeleza invade os intervalos do Big Brother, dois canais acima, a Luciana Gimenez conta algumas histórias mais picantes.

Mas no meio do carnaval, surgiu a devassa Paris Hilton fazendo propaganda de cerveja. E logo ela caiu na malha fina do Conar que alega ser uma propaganda sexista e desrespeitosa para as mulheres. O mundo ficou surpreendido com a notícia, e até o AdAge nos provocou: “Is Paris Hilton Too Sexy for Brazil?”.

Uma notícia que deixa o mundo confuso em relação à imagem do Brasil – ainda mais agora, logo após as imagens do carnaval terem percorrido o mundo.
Afinal, vender mulher para o mundo é uma das especialidades do Brasil – mas quando o assunto se mistura com cerveja e propaganda, o nosso lado mais conservador sai do armário e consegue ganhar as páginas de jornais de todo o mundo.
Em um país em que só se preocupam com a ilegalidade dos prostíbulos quando é semana da Formula 1 e tem replay de desfile de escola de samba no horário da sessão da tarde, perto da Globeleza a Paris Hilton não é tão sexy assim.
O espírito das apresentações de 2009
escrito por Mastropietro Luiz em 13/01/2010 | 5 comentários
categorias: Apresentações, Pesquisa

O SlideShare realizou um censo com todas as apresentações hospedadas em seu acervo durante o ano de 2009. E com base no resultado desse mapeamento das apresentações, extraímos algumas hipóteses:
Presentwitter:
Em uma época onde 140 caracteres podem dizer mil palavras, as apresentações tendem a ser mais simples objetivas. Metade de toda a amostra tinha menos de 10 slides – e provavelmente são estas as apresentações que têm mais audiência.

Peculiaridades regionais:
Os franceses, adeptos do movimento “slow food” também parecem ter bastante tempo para se relacionar com os PPT´s. Para se ter uma idéia, os powerpoints franceses tem em média 38 slides – mais do que o dobro do que os práticos americanos, que precisam de apenas 18 slides para “fazer a função”.

As palavras gastas:
Um tagcloud de assuntos que rolam nas apresentações pode ser encarado como um bom “mapa das palavras gastas” de powerpoint. As mulheres falam mais em social media e twitter: coisas sociais, relacionamento. Já os homens, falam mais em business e management: dinheiro e poder. Pelo mapa, de modo geral dá a impressão de que boa parte dos usuários do Slideshare trabalham com marketing ou comunicação.

Tipografias predominantes:
As clássicas Arial e Times New Roman lideram com folga o uso de fontes. Por conta dos bullets em excesso, a Wingdings surpreende e figura em terceiro colocado.
Destaque para o aparecimento da novata e moderna Calibri, que ultrapassou a já tão fagimerada e cômica Comic Sans:

Veja o SlideShare Zeitgeist completo aqui.
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o zoológico das marcas
escrito por Mastropietro Luiz em 11/01/2010 | 3 comentários
categorias: Atitude, Brand, Pensamento
Por trás do mundo das marcas existe um grande zoológico: leões, jacarés, pumas e até jaguar acabam fazendo parte de uma fauna publicitária que poucos se dão conta. Para se ter uma idéia, estima-se que ao redor do mundo existam mais de 300 marcas que trazem animais em seus logos.

E pensando bem, se cada marca ajudasse o animal que a representa, seriam mais de 300 espécies animais patrocinadas por suas respectivas marcas. Essa é a idéia do recém-criado movimento “Save Your Logo“ – um jeito interessante de embarcar uma causa em marcas que nem sempre tem causas bem claras.
Ou ainda, poderia ser uma catapulta para a criação de novas marcas com uma causa bem clara, desde a sua concepção:
“Vou criar uma marca de sabonete que tem logo de tartaruga e depois doar para o projeto TAMAR e usar isso como argumento ambiental de marketing”.
Uma espécie de marketing ambiental premeditado, guiando o desenvolvimento de uma marca. Seria a criação de uma nova leve de marcas para as quais todo dia seria dia de “McDia Feliz”.
uma consequência do pr lions
escrito por Mastropietro Luiz em 08/01/2010 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento, RP
No ano passado o Festival de Cannes estreou uma nova categoria: o PR Lions. Na primeira edição, o vencedor foi o case “The Best Job in The World”, que também levou vários outros leões, especialmente pelo fato de ter gerado mais de U$100 milhões de mídia espontânea ao redor do mundo.
O retorno sobre o investimento desproporcional inspirou outras agências a criar ações com base nos critérios da categoria PR Lions, até mesmo para fazer varejo de automóveis.
Um exemplo recente é do Alfa Romeu 147, que precisava comunicar os seus preços históricamente mais baixos. Mas ao invés de usar o varejo tradicional, a Alfa criou uma “Expedição 147” em rumo ao ponto mais fundo da terra – o Challenger Deep – um buraco há 11.000 metros de profundidade em meio aos mares asiáticos.
A missão era veicular um “outdoor marítimo” no ponto mais baixo da terra para falar dos seus preços mais baixos, com a mensagem “Nós não podemos ir mais baixo”, e assim virar pauta de alguns noticiários:
Se ao invés do tradicional varejo de automóveis repleto de ofertas e gritarias as montadoras se empenhassem para conquistar a atenção e simpatia das pessoas, a categoria de PR Lions poderia fazer o bem para todos nós.
Mas e para a saúde financeira das agências? Como cobrar por uma idéia, que de tão boa pode se dar ao luxo de se abster das gordas comissões de mídia?
A Durval certamente não vai conseguir sobreviver com a comissão da produção do outdoor marítimo. Mas e se os clientes pagassem uma comissão para as agências com base no valor gerado em mídia espontânea? Ademais, considerando que as ferramentas de RP tem mais credibilidade do que a propaganda propriamente dita, o que os clientes teriam a perder com esse modelo de renumeração?
Nada mais do que um success fee, baseado no sucesso de audiência. Justo?
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advogados do diabo, do bem
escrito por Mastropietro Luiz em 22/12/2009 | Sem comentários
categorias: Quotes
Sobre a necessidade do mindset de advogado do diabo dentro das empresas:
??“The first rule of business, is never sell something you love. Otherwise you may as well be selling your children”.
– Hugh Macleod
“80% of CEO’s believe their brand provides a superior customer experience. 8% of their customers agree.”
– in Bain & Company
Via Armano.
padres e diretores de marketing
escrito por Mastropietro Luiz em 15/12/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento
Há cerca de 25 anos atrás, um padre de Itajobi teve uma idéia inusitada para tornar a sua capela única: pintar a sua igreja com blasfêmias contra Jesus, palavrões e mulheres peladas. Na época, a idéia causou polêmica: fiéis de todo o Brasil protestaram, colocando a paróquia de Itajobi no hall da fama das igrejas (mais controvérsas) brasileiras.
Vinte e poucos anos se passaram e as pinturas demoníacas continuavam lá. Gerações nasceram e conviveram pacificamente com as imagens. Casamentos, batizados, comunhões e histórias de vida se entrelaçavam em meio à inusitada paróquia. A relação com as pinturas era tamanha que alguns moradores já a consideravam um patrimônio histórico da cidade.
Mas um belo dia, um novo padre assumiu o comando da igreja. E para imprimir a sua marca na nova gestão, a primeira coisa que ele fez foi promover uma reforma geral que incluía a remoção das pinturas. E assim foi: no lugar do colorido demoníaco, sobraram apenas paredes brancas e opacas.
Raramente escrevemos sobre religião aqui no Estalo. Mas o caso de Itajobi tem algo em comum com as marcas que nos rodeiam no dia dia. Quantos casos de mudanças de conceito e inconsistência testemunhamos a cada safra de novos diretores de marketing?
Se Skol desce redondo, MakiColor são belas etiquetas adesivas, o Jhonny Walker Keep Walking até hoje e a Nike Just Do It, é porque em algum momento eles cravaram uma história consistente na vida de muita gente.
Mas e no caso da igreja? Será que existia realmente um problema de incosistência por parte da igreja de Itajobi? Explorar um tema que raramente é explorado em igrejas (o pecado, que é parte da história da fé católica) é inusitado porém dispensável.
Estaria então a real consistência da igreja de Itajobi em voltar ao passado e realçar as suas origens mais puristas (como o “marketing central” da igreja católica via de regra prefere)?
a fábula dos ácaros
escrito por Mastropietro Luiz em 30/09/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento
Ácaros. Todo mundo já ouviu falar neles – mesmo sem nunca tê-los visto.

No meu caso foi em meados dos anos 90, quando uma enorme campanha de publicidade surgiu com o objetivo do extermínio em massa dos ácaros.
Até então, ninguém imaginava que em meio ao carpete, toalhas ou qualquer superfície haveriam nocivos monstrinhos invisíveis que faziam mau a saúde.
Eles estavam em todos os lugares: no colchão, no sofá da sala de visitas, no ar. E eles eram do mau: causavam danos respiratórios e perigosas doenças.
E assim surgiu uma das mais geniais estratégias de negócios das quais eu mesmo fui uma cobaia: as campanhas anti ácaros dos anos 90 promovidas pelos fabricantes de purificadores de ar.
Uma história contada por meio do medo invisível – uma necessidade criada em torno de uma suposta lenda cientifica devidamente endossada por médicos e especialistas. Quem duvidava? Eles estavam lá… só que ninguém podia ver.
A comunicação dava ares de pandemia aos pobres ácaros, fazendo as vendas dos purificadores de ar explodirem. E até hoje, muita empresas de outros segmentos ainda se aproveitam desse alarde causado muitos anos atrás, criando produtos com benefícios que abordam os ácaros como tema central, como é o caso da indústria de colchões, por exemplo.
Mas onda passou – os vendedores dos purificadores ficaram milionários – mas hoje pouco se fala em purificadores de ácaros. Seria esse uma prova da máxima de que “nada mata mais rapido um produto ruim (ou inútil) do que boa propaganda”?
Sucesso ou fracasso, a fábula dos ácaros é uma boa lição sobre como tornar o invisível relevante. O nada em tudo – o ácaro em dinheiro.
Calçadas sociais
escrito por Mastropietro Luiz em 10/08/2009 | 5 comentários
categorias: Pensamento
Neste último final de semana estreou em São Paulo a nova Lei Anti Fumo, que proíbe o uso do cigarro em qualquer estabelecimento público fechado da cidade, como bares e restaurantes.
Quem andou por São Paulo certamente reparou que as calçadas dos bares e restaurantes nunca estiveram tão cheias – e tão sociais.

E se por um lado alguns fumantes ficaram indignados, por outro lado a Lei acabou virando conversa de bar e conseguiu transformar o cigarro uma nova ferramenta social. Neste contexto, há quem prefira ficar de pé conversando na frente do bar do que sentado em uma mesa dentro do bar.
No final, o aprendizado é que a Lei é benéfica para todos – inclusive para as calçadas.
Se neste final de semana elas ficaram repletas de bitucas, a tendência é de que agora os bares e as marcas tabagistas valorizem mais esses espaços, criando utilidades que tornem as calçadas realmente mais sociáveis. Mesas, bancos, apoios para copos, cinzeiros, iluminação e pisos diferenciados devem estar por vir. Isso se a Lei Seca, a Lei Psiu e a Lei Cidade Limpa deixarem…
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pareto em ação
escrito por Mastropietro Luiz em 29/07/2009 | 4 comentários
categorias: Pensamento
Segundo a Lei de Pareto, 80% das consequências advém de 20% das causas. Inspirada no princípio 80/20, muitos economistas pregam que 20% dos seus melhores clientes correspondem a 80% do seu faturamento.
Com base nesta premissa, o que faz mais sentido para uma marca em tempos de crise? Conquistar novos usuários, ou focar na retenção dos seus clientes mais fiéis?

Seguindo a visão positivista do Estalo sobre a “Crise do Bem“, parece que finalmente a Lei de Pareto entrou em cena com mais afinco depois da catástrofe econômica.
Se em 2008 eu não tinha quase nenhuma regalia, hoje eu posso pagar 50% em qualquer cinema por ser usuário da operadora Claro, ou pagar 50% do valor do ingresso de qualquer partida do brasileirão por ser correntista do Itaú. Sem contar nos vôos da TAM, que estão dando beneficios que vão bem além de passagens aéreas com o sistema de fidelidade MultiPlus – só nos resta se quando a crise passar, os benefícios vão perdurar.
Talvez um contraponto interessante dessa história seja imaginar o custo benefício das campanhas promocionais de operadoras de telefonia celular que focam nos outros 80% relativos aos “piores clientes”.
Na Vivo “você fala até 10 vezes mais”, na Claro “você fala até 20 vezes mais”, e na Tim você tem “4 benefícios fantásticos”. Mas será que essa canibalização entre elas não acaba reduzindo as margens de lucro ao mesmo tempo em que demandam investimentos cada vez maiores em publicidade massiva? O quanto essa guerra é capaz de construir para essas marcas?
No curto prazo deve funcionar. Mas Pareto deve se revirar no caixão.
