CHMKT – Dicas para não deixar uma ideia morrer

escrito por Caio DelManto em 13/11/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Atitude

O Carlos Henrique Vilela, do blog CHMKT, está provocando uma discussão interessante sobre ‘como não deixar uma idéia morrer’. Eu não poderia estar fora dessa. Acompanhe a discussão. Segue abaixo a reprodução do post.

Agradecimentos especiais ao Carlos Henrique por incitar a discussão.

Dicas para não deixar uma ideia morrer.

Esse é um tema amplo, mas vou terntar escrever algumas premissas para ajudar. Não vejo diferença entre ser para cliente e para equipe interna. Valem pros dois.

1) Focar menos no conceito e mais nas possibilidades de fazer a ideia ficar de pé: planejadores são conhecidos por seus briefs maravilhosos e conceitos criativos, mas muito poucos têm conhecimento e experiência de colocar uma idéia de pé de verdade. Por isso, acho que planejadores devem colocar mais a mão na massa, gastar mais tempo pensando como fazer aquela ideia realmente acontecer, quais as barreiras de grana, possibilidades de mídias e oportunidades para fazer acontecer. Na real, é conhecer de verdade o rock’n'roll que atendimento, mídia e criação passam para implementar uma ideia de verdade e saber criar argumentos tangiveis na hora de apresentar uma ideia.

2) Trazer racional de canais para mostrar como a ideia pode crescer de acordo com o contexto em que ela for explorada: tem a ver com o primeiro ponto, mas essa é uma forma de vender uma ideia com maior embasamento do que simplesmente relacionado ao consumidor. E não falo apenas em trazer informações sobre efetividade de canais etc., que a mídia pode ajudar a construir, mas sim a relação de canais com a ideia que está vendendo. Por exemplo: se o conceito do brief é “o celular que traz um novo jeito de escrever histórias”, por que não ir buscar canais que possibilitam que as pessoas parem para realmente ‘escrever histórias’. Nesse sentido, poderíamos escolher dois canais que tem afinidade com o target: cafés (existem muitos aqui em sp) e lojas de roupa feminina (aqui lojas mais de classe A têm lounges com sofás em que as mulheres gostam de passar tempo). O mais importante aqui é o planejamento mostrar não só essa escolha, mas responder “Que tipo de histórias poderiam ser escritas a partir de um café?” Talvez histórias sobre livros (já que as pessoas vão muito a cafés para ler livros, jornais etc.) ou reviews pessoais sobre livros. Ou em lojas de roupa, “Que tipo de histórias as mulheres gostariam de compartilhar a partir de uma loja de roupas?”. Com isso tudo, o conceito “Um novo jeito de escrever histórias” passa a ficar grande e com uma perspectiva mais rica para o trabalho do planejador.

3) Ter espírito (realmente) colaborativo e saber desafiar as pessoas: acho que planners ainda ficam muito presos ao seus conceitos, a forma como se escreve no brief. Acho que muito mais importante do que a forma como se está escrito é saber deixar claro o Desafio de um job e a Estratégia para resolver esse desafio. Conseguir trazer todo mundo para ajudar a materializar essa estratégia é o trabalho real de um planejador. Planejadores tendem a querer mostrar criatividade dentro e fora da agência. A questão é que ainda acho que eles estão querendo mostrar o mesmo tipo de criatividade que a criação traz. Para mim, isso é errado. Não sabemos e não temos que saber fazer um belo slogan. Se tentarmos fazer isso, sempre vamos perder. Nosso job é ser criativo na solução de business, na estratégia de comunicação e na implementação dessa estratégia pensando em canais.

4) Aqui é mais uma provocação do que uma definição. Acho que planejadores têm que aprender a ser mais empreendedores. Acho que planejadores são muito low profile. Precisamos inovar mais na forma de apresentar, sair um pouco do ppt e criar mais referencias reais na hora de apresentar. Quando as pessoas olham pra planejadores, já pensam em ppts. Acho isso ruim. Elas devem olhar a gente e enxergar os caras que criam soluções para problemas.

 

 

 

cannes: tecnologia é a alma do negócio

escrito por Caio DelManto em 21/06/2009 | Sem comentários
categorias: Cannes, Experience

Que a propaganda tradicional já está acabando, todos já sabem. Já falamos sobre isso muitas vezes aqui no blog. E também falamos que o que mais cresce cada vez mais são as estratégias digitais. De blogs para incitar conversas e marcas até empresas se colocando à prova no Twitter. O mundo digital é a nova onda do mercado da comunicação. Não seria diferente em Cannes.

A edição de 2009 tem mais palestras que abordam o digital do que qualquer outro tipo. Todas empresas digitais estão aqui. Todas contando cases e novas tecnologias. O festival promete muito neste sentido. Mas o que mais me chamou atenção nisso não foi a presença dessa galera aqui, e sim a forma como elas parecem estar enxergando o mundo online, não mais como um nicho virtual mas sim como um business capaz de revolucionar modos antigos de fazer negócio.

A prova disso veio cedo, já na segunda palestra do festival com a equipe digital da Coca-Cola. Os caras vem sabendo usar a tecnologia não só para ter mais views na web, mas para impulsionar seu negócio através de experiência de marca. Para isso estão buscando parcerias não com agências online mas sim de engenheiros techy, como os da empresa Sapient (aquela que comprou a Nitro na semana passada). Essa parceria vem fazendo os caras disseminarem o pensamento digital para todo lado de seu business, sempre criando serviços de entrenimento e experiência de marca. O exemplo mais legal está sendo a forma como eles estão continuando a história do Happiness Factory através de games no MSN, criando widgets dentro de comunidades virtuais até (o mais revolucionário) criando uma nova forma de comprar as as latinhas com vending machines interativas. Para quem chega aqui no Palais, este o primeiro grande impacto de Cannes. O festival nem começou direito e a fila para fazer a inscrição no festival é do mesmo tamanho para a fila para pegar Coca-Cola de graça.

ImageShack

Segundo o gerente global de Consumer Marketing Innovation da Coca-Cola, Anthony J Phillips, este foi um esforço conjunto entre a empresa, a Sapient e a Samsung para criar uma experiência inesquecível de compra da marca. As vending machines com botões emperrados deram lugar para telas LCD touch screen em que o consumidor pode escolher qual o sabor e o design de sua garrafinha. Toda interface foi feita para entreter o usuário, que tem a sensação de estar dentro da Happiness Factory. Além disso, a máquina também dá conteúdo de jogos, wallpaper e música através de uma simples conexão Bluetooth. A experiência de compra está sendo tratada como uma experiência fantástica de marca.

ImageShack

Um brinde à tecnologia.

Quem quiser, me siga no Twitter @caiodelmanto.

 

 

 

Quanto vale o (reality) show?

escrito por Caio DelManto em 17/04/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento

ImageShack

Todo domingo, quando estou zapeando o fantástico conteúdo da TV aberta, sempre me deparo com Faustão falando “Agora, com vocês, o show da publicidade brasileira!”. Em minha opinião, nos próximos anos, está frase ir mudar para “Agora, com vocês, o ‘reality show’ da publicidade brasileira”.

Aqui isto ainda pode ser meio novo, mas lá fora já está bombando. É só pegar os grandes cases de marcas como Nike, Adidas, Ecko, Diesel entre outras. Todos baseados na cultura e formato de reality shows. Por aqui já rolaram alguns: Fruttare com Rafinha Bastos, Njornadas da Nokia, Homem Web TIM.

Todos com a pegada mais de realidade do que propaganda. Independente do conteúdo, acredito que o reality show traz algumas premissas muito importantes para as marcas e (principalmente) marqueteiros: a de que as marcas e produtos devem ser explorados no que eles realmente podem entregar.

Sim, ainda existe a edição de um conteúdo real, com certa produção em cima, mas é muito diferente de um filme fantástico ‘hollywoodiano’. Além disso, ajuda a resolver algo que é verdade para a grande maioria das marcas: a falta de credibilidade que a propaganda conseguiu construir. É uma oportunidade e tanto que o mercado brasileiro explorou ainda pouco.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

Austin Powers estava certo

escrito por Caio DelManto em 05/11/2008 | Sem comentários
categorias: Brand, Pensamento

ImageShack

A saga de Austin Powers foi um grande sucesso de público no final dos anos 90. O personagem que veio para servir de paródia para o grande James Bond tinha tiradas fantásticas e (mesmo feio) sempre pegava modelos lindas. Ele era o cara. Quase um McGiver com senso de humor. Uma das minhas séries de filme preferida.

Mas, mais do que apenas uma séria cômica, o agente de roupas extravagantes e dentes podres revelou algo muito mais importante para o nosso mundinho das marcas. OK, a alusão pode parecer bizarra, mas vou explicar. Para realizar suas manobras fantásticas e defender o mundo contra o Dr. Evil e o Mini-Me, o agente inglês contava com um segredo. Era seu ‘Mojo’. Ninguém sabe explicar o que ele tinha, mas ele tinha o ‘Mojo’. O ‘Mojo’ de Austin Powers era o seu motor, era sua mágica, era sua proposta de valor. É o que o fazia cumprir seus objetivos, conquistar as mulheres, é o que mantinha seu bom humor. E a única vez que ele ficava vulnerável era quando perdia esse ‘mojo’. Temos outros nomes para isso também. Quem não se lembra do famoso personagem que rendeu o Oscar a Cuba Gooding Jr.? O jogador de futebol americano Rod Tidwell só conseguiu fazer sucesso quando encontrou o seu ‘Kwan’ e quando conseguiu fazer o seu empresário (Tom Cruise) entender isso. ‘Mojo’, ‘Kwan’, não importa, eu prefiro chamar apenas de ‘Mágica’ mesmo. E, em minha opinião, temos o mesmo cenário para as marcas hoje em dia. Explico:

  +Leia o texto na íntegra

 

 

 

Sua mãe também?

escrito por Caio DelManto em 11/08/2008 | 14 comentários
categorias: Pensamento, Planejamento

ImageShack

Eu trabalho na área de planejamento há quase 8 anos. O impressionante disso é que, mesmo depois desse tempo todo, minha mãe continua não sabendo o que faço. Você deve passar por isso também. Ela sempre vê algum comercial na TV e fala: “Filho, olha o comercial que você fez! Que lindo!”. Por mais que eu explique que eu sou o cara que resolve o problema, que faz o brief, que constrói estratégias fantásticas para problemas de mercado, ela sempre acha que eu sou aquele que fez o filme da TV. E, não é só ela que pensa assim. Meu irmão mais velho, minha irmãzinha de 11 anos, meu pai, meus avós, meus tios, meus primos, meus amigos. Todo mundo. Infelizmente (ou felizmente) minha família não tem tradição no mercado publicitário. Lá tem vendedor, sapateiro, dentista, psicólogo, mais nenhum publicitário.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

Product placement. O quanto vale a pena?

escrito por Caio DelManto em 16/07/2008 | Sem comentários
categorias: Brand, Experience, Pensamento

No último final de semana fui ao cinema assistir Hancock. Pra quem gosta de filmes de super heróis, recomendo fortemente. Com um ótimo roteiro e atuação mais uma vez muito boa de Will Smith, o filme tenta fazer um pouco do que Truman Show trouxe há 10 anos: unir comédia, drama, aventura etc. Muito bom!

Mas, não vim aqui dar uma de Rubens Edwald Filho. Uma coisa que me impressionou não ao assistir ao filme, mas depois vendo este artigo do Brand Channel, foi o número de marcas que estavam lá presentes. Ter muitas marcas não é nenhuma novidade. O que caiu minha ficha é que, na verdade, não percebi nenhuma dessas marcas durante o filme. Não porque não são marcas importantes. Tinha BMW, Nike, FedEx, Sony… Acho que não percebi simplesmente porque elas já estão tanto na cultura popular que viraram paisagem. Até mesmo esse trecho do filme em que Youtube está no contexto. Já to tão acostumado a entrar no Youtube todo dia que nem percebi na hora. E, com certeza, essa ação não me fez entrar mais Youtube.

Podemos ficar teorizando, alguns podem falar que é justamente isso que queremos, traduzir a cultura popular com o product placement… blá, blá blá…. Mas a pergunta que quero jogar aqui é: O quanto vale a pena investir milhões nisso? Será que justifica o investimento? Será que ajuda a construir hábito nas pessoas ou simplesmente só reflete os hábitos que elas já têm? Se essa última for válida, vale muito mais usar a grana pra criar algo totalmente diferente, não?

 

 

 

A nova política dos videoclipes

escrito por Caio DelManto em 03/06/2008 | Sem comentários
categorias: Arte, Atitude, Cultura Pop

Que a música sempre teve um papel político é óbvio. Quem não se lembra de Sunday Bloody Sunday, clássico do U2? Ou ainda ‘Nós não vamos pagar nada’ da época que o Titãs ainda tentava sobreviver? Isso não é novidade pra ninguém, mas pensando no assunto me vieram algumas perguntas (meio complexas) na cabeça: com toda mudança do consumo de videoclipes (saindo da MTV e indo para Youtube e redes sociais), o quanto essas músicas podem se enfraquecer? Ou ainda, o quanto a linguagem do videoclipe se altera com esse novo consumo de videoclipes? Como usar a linguagem de videoclipe como uma arma para divulgação da própria música e banda. Uma das minhas bandas favoritas, o Coldplay, teve uma idéia simples e que ta com mais de 1,5 milhões de views no Youtube e com vários vídeos resposta.

Assista primeiro ao vídeo ‘teaser’.

E depois a versão ‘oficial’.

Muito bom! Será que essa será a nova política dos videoclipes?

 

 

 

Celebrando a morte do Marketing

escrito por Caio DelManto em 09/05/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Atitude, Brand, Pensamento

Que o marketing tradicional está morto (ou deveria morrer logo), todo mundo já sabe. Que a propaganda tradicional não está bem das pernas, também. Que o formato de agências tradicionais (e suas fórmulas arcaicas de remuneração) também deveriam morrer, também não é um assunto novo. Agora, criar um grande ritual de celebração para materializar essas crenças todas, isso sim é novo! Dê uma olhada no vídeo abaixo feito pela Naked, agência moderninha de ‘connections planning + projetos especiais + web + qualquer coisa bacana’, e tire suas conclusões.

We wanna say thank you! Amem.

 

 

 

Marcas arrogantes

escrito por Caio DelManto em 07/04/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Brand

Não é de hoje que as marcas usam o exagero para ‘potencializar’ um benefício grande produto em seus filmes fantásticos. É só você pensar em uma marca que prometeu te ‘fazer mais feliz’, outra que vai ‘fazer algo que você nunca poderia imaginar’. A lista de ‘benefícios galáticos’ é imensa. Pensando em posicionamentos de comunicação, a história segue a mesma linha. Quem não participou de uma discussão em que o cliente quer uma grande missão para uma marca, algo como ‘desenvolver o potencial do ser humano’. Isso tudo não é novidade nenhuma para nós. Mas o quão bullshit isso pode ser para as pessoas lá fora? Ou o quanto ele não tá nem aí com isso? Comecei a pensar nisso após ver esse filme da Toyota.

Sei lá, isso me dá a sensação de que as marcas não podem ser mais tão arrogantes assim. Como uma marca pode falar que “O mundo vai mudar depois do meu lançamento”. É um carro e não o Gandhi, porra! Com o nível de informação que as pessoas tem hoje, ser arrogante pode acabar jogando muito mais contra do que a favor. Alguém pode perguntar: “Mas e onde fica o ‘aspiracional? Como conseguimos criar ‘desejo’ sem isso?”. Na minha opinião, conseguimos criar desejo simplesmente pelo o que o produto representa, pela experiência que ele pode criar. Se o produto é ruim, a experiência é ruim. Nesse caso, vale mais a pena jogar os milhões de dólares para melhorar o produto do que forçar a mão na comunicação. É só pensar em Apple, Innocent, Honda. Todos produtos ótimos. A propaganda fica fácil e muito mais verdadeira assim.

 

 

 

Nizan tem um ponto!

escrito por Caio DelManto em 11/03/2008 | 25 comentários
categorias: Ad, Atitude, Brand

Conheço um monte de publicitários que metem o pau no Nizan. Os criativos acham que o cara perdeu a mão ao criar campanhas ‘popularescas’, que se baseiam só num jingle fantástico. Os planejadores acham que não existe ‘inteligência de marca’ no que ele faz. Os atendimentos e mídias acham o cara um carrasco simplesmente. Talvez todos tenham motivos fortes para falar tudo isso (inclusive, eu já tive os meus) mas o que não dá pra negar é o sucesso do cara. Talvez um pouco desse sucesso se deva a um ponto muito importante e que, na minha opinião, todos nós devíamos aprender. Assista o vídeo abaixo e confira qual o ponto do Nizan (vá direto entre 04:35 – 06:00).

Lógico que isso não serve pra tudo mas concordo com ele. Acho que nós publicitários queremos ser ‘inteligentes’ demais, o tempo todo. As pessoas não esperam inteligência das marcas. Elas esperam um benefício, esperam ganhar alguma coisa (experiência, preço, sabor, brinde etc etc etc). Querer ser inteligente para uma pessoa que tem que trabalhar 15 horas por dia, mal tem tempo de assistir televisão ou ’se divertir’ na web, pode fazer todo o investimento ir por água abaixo. Isso só reforça uma sensação minha que a maioria dos ‘publicitários moderninhos’ só sabem criar para classe A e outros publicitários. Talvez, nós precisemos de um pouco de Brahmeiro no nosso dia a dia.Assista as outras duas partes da entrevista.

 

 

 

Quando o Design realmente faz a diferença

escrito por Caio DelManto em 29/02/2008 | Sem comentários
categorias: Atitude, Cool, Inspiring

Confesso que sempre pensei em design e arquitetura como disciplinas estéticas e/ou marqueteiras. Talvez essa minha percepção foi formada porque a maioria de designers, arquitetos e ‘artistas’ que desenvolvem essas disciplinas se preocupem mais com isso mesmo. Sei lá. A questão é que eu estava totalmente errado. O grande potencial do design e arquitetura está justamente em algo muito maior, mais digno: como melhorar a qualidade de vida das pessoas. Como proteger o meio ambiente de agressões do homem. Como fazer comunidades pobres se desenvolverem de uma forma auto-sustentável. O design é realmente capaz disso. Para provar esse, existe a E2, organização não governamental que tem o objetivo usar o design a favor de melhores condições em: energia, água, transporte, alimentação, lugares. Confira os vídeos e diga se você já pensou em Design ter esse papel.

 

 

 

Por um post mais pessoal: Experiências

escrito por Caio DelManto em 08/02/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Brand, Experience

ImageShack

Sim. Esse é um post totalmente pessoal. Pessoal não só pelo óbvio: expressar uma opinião mais pessoal e não necessariamente embasada em vários exemplos bacanas (o que você está acostumado em ver aqui) e sim usando só minha experiência pessoal. E é pessoal também na minha reflexão do quanto a grande massa das pessoas se importariam com tudo o que falamos aqui no Estalo.

Vamos lá. A hipótese desta primeira história é: em minha opinião, a propaganda está totalmente morta precisamos buscar uma grande nova solução. Não se assustem pelo radicalismo da opinião. Vocês podem pensar “pára de falar merda, os comerciais vão continuar figurando nos intervalos das novelas e Jornais Nacionais”. Ou “sim, mas por isso é que existem os meios digitais, ações promocionais etc.etc.”. Sim, tudo isso é verdade. Mas a questão mais importante pra mim é: o quanto propaganda vai ser importante no futuro para as pessoas reais, que estão lá fora (e não no eixo publicitário)? E o quanto pensamos maior do que fazer ações digitais ‘virais’, promoções de ponto de venda tentadoras? Como criamos algo que realmente motive mais as pessoas? Com essas perguntas na cabeça que fico tentando todo dia, ao entrar na agência, imaginar como podemos fazer diferença na relação das pessoas com as marcas.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

O legal da guerra

escrito por Caio DelManto em 21/01/2008 | Sem comentários
categorias: Atitude

Imagine que você está no meio da rua, voltando do seu almoço tranquilo de sexta feira e, de repente, passam um louco perseguindo outro. Eles estão ofegantes, agindo como fosse bandido e ladrão. A única diferença é que, ao invés de armas de verdade, eles têm armas de água nas mãos. Bizarro? Pode até ser, mas já está virando febre nos EUA, Canada e Inglaterra. O movimento se chama Street Wars. Não é nada mais que uma brincadeira ’séria’ (se é que podemos falar isso) e que possui comunidades organizadas, campeonatos e um estudo de oponentes que deixaria muito investigador brasileiro no chinelo. Esses caras recebem informações de quem eles tem que ‘matar’ e começam a traçar estratégias para isso. Veja o vídeo abaixo.

Na minha opinião, o que impressiona não é nem tanto a brincadeira em si. Eu já brincava disso com meu irmão há 20 anos atrás. O mais legal é que esses caras levaram uma linguagem do vídeo game para a vida real. Além disso, eles realmente estão vivendo essa brincadeira, se mobilizam em grupos, estudam as pessoas, traçam suas estratégias, escolhem suas armas e vão ao ‘ataque’. Ou seja, são quase planejadores. Talvez muito melhores que nós. Mesmo porque, eles estão na rua, vivendo a ação, tendo que se virar quando algo da errado, e realmente acreditando que o que estão fazendo é fantástico. Que tipo de profissão proporciona isso? Não me surpreende que, daqui a pouco, já estejam ganhando muito dinheiro com essa ‘brincadeira’.

Para quem quiser saber mais, segue o link

 

 

 

9 segredos para o sucesso dos ‘virais’

escrito por Caio DelManto em 19/12/2007 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, Web

ImageShack

Não sei se vocês viram esse post no TechCrunch, mas achei interessante a discussão que ele está gerando. O autor do post se chama Dan Ackerman Greenberg , e ele é co-fundador da The Comotion Group , uma empresa especializada em marketing viral. O cara simplesmente torna público todas artimanhas para se criar um hit na internet. Desde o dia 22 de novembro, quando o artigo foi postado, já gerou mais de 520 resposta de pessoas que amam ou odeiam o tópico. Como publicitário, não acho muita coisa nova do que ele abre como ‘segredos’ para o sucesso dos virais, mas com certeza o cara não ta passando em branco. Dê uma olhada abaixo, qual a receita do Dan para criar um sucesso e, em nome do marketing, tente fazer isso em casa:

1) Nem todos os vídeos são o que parecem: o que ele diz aqui é que nem todos os vídeos que fazem um grande sucesso no youtube têm seu sucesso feito pela sua popularidade necessariamente. Muitos deles são ‘viralizados’ através de uma rede de pessoas e ‘forçados’ com incentivos de marketing. Como publicitário posso dizer que isso, lógico, existe. A questão é saber como se consegue tantos views se o conteúdo não é bom. O que ficou subentendido para mim é que, teoricamente, pode-se comprar views.

2) O conteúdo não é tão importante assim: sim, o conteúdo é importante, mas o que o Dan fala é que um conteúdo pode ser trabalhado para se ter mais sucesso. Dentro disso, ele dá alguma dicas: a) crie um vídeo curto (15-30 seg). Isso ajuda a torná-lo mais interessante; b) crie um vídeo simples o bastante para que possa ser remixado; c) não tente forçar a barra com uma propaganda a não ser que seja incrível como Sony Bravia; d) faça algo chocante. Isso fará as pessoas saírem para investigar; e) use comentários falsos como “uau, o que é isso”; f) apele para o sexo. Não precisa nem falar por que. Nesse ponto concordo total com o cara. Essas são boas dicas pra tornar qualquer coisa mais interessante.

3) Estratégia de entrar no ‘página mais vista’: aqui são estratégias para pegar um vídeo meia boca e bombar em diversos tipos de meios (blogs, forums, myspace, facebook, listas de e-mail, amigos). Apesar dessa prática ser uma verdade, não acho que garanta o sucesso de vídeos virais. Mas enfim, vamos continuar nas ‘regras’.

4) Forçar a mão no título: essa é fácil. Inventar qualquer título apelativo, mesmo que não tenha nada a ver com o conteúdo. Será que isso não deixa todo mundo puto na hora que vêem o vídeo?

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

Canal Motoboy

escrito por Caio DelManto em 14/11/2007 | Sem comentários
categorias: Atitude, Cultura Pop, Inspiring

ImageShack

A idéia já existe há algum tempo e já circulou por aí, mas achei que merecia um post, principalmente pela discussão que pode gerar: se trata do Canal Motoboy.

Trata-se de um canal colaborativo de um grupo de motoboys que registra através de vídeos e fotos tudo que está rolando nas ruas, em tempo real. Segundos os fundadores, eles pretendem que esse canal sirva como um serviço público para a classe de motoboys e também como uma ferramenta para mostrar para o público em geral que eles não são marginais e arruaceiros (como muita gente pensa). Discussões políticas a parte, o mais legal não é nem como eles se posicionam mas sim como eles estão criando uma coisa muito poderosa. Se pensarmos bem, esses profissionais têm uma cobertura fantástica pela cidade de São Paulo: visitam todo tipo de lugar, vivem e sentem na pele o ritmo da cidade, todos os dias.

Achando mais ou menos interessante, o fato é que eles têm uma visão diferente sobre a cidade e, por isso, criam um conteúdo totalmente único. Além disso, outro fato interessante na minha opinião é que muita gente pode achar que a classe mais baixa não tem acesso a uma tecnologia boa o bastante para se criar conteúdo. O Canal Motoboy mostra justamente o contrário. Um celular na mão e uma idéia na cabeça já são capazes de mostrar tudo que está acontecendo, de uma forma muito mais ‘real’ do que se compararmos com programas, documentários , etc. Temos muito a aprender com essa visão deles!

 

 

 

« Textos anteriores |