Peixes grandes em um lago pequeno

escrito por estalo.org em 20/05/2010 | 6 comentários
categorias: Estalo do leitor

Mais um estalo do leitor, desta vez do Leandro Alpi, planejador da Domínio Público.

Quem já ouviu falar na teoria das Cidades Globais sabe que existem no mundo algumas poucas metrópoles que determinam o destino do mundo. Uma das premissas da tese é que estas cidades, conhecidas como Alfa, são vizinhas no que diz respeito à cultura, à economia e à sociedade – por mais que sejam geograficamente distantes.

Simplificando é mais ou menos assim: um cara que mora em São Paulo está mais próximo de um morador de Hong Kong do que de um vizinho geográfico que more, por exemplo, em Mossoró. E o interessante é que essa proximidade não é só cultural e econômica: pense bem, certamente você conhece alguém que mora em NY, Londres ou Paris, mas dificilmente conhecerá alguém que more em Macaé.

Mas segundo essa matéria do NY Times, essas relações podem estar mudando: com a superlotação das metrópoles e a queda da qualidade de vida nos grandes centros, as pequenas cidades estão se tornando pólos atrativos de pessoas que querem desenvolver um trabalho interessante e de vanguarda sem ter que ler “A arte da guerra para Executivos” para conseguir sobreviver na selva corporativa.

São pessoas que cansaram de ser apenas mais um peixinho dourado nadando ao lado dos tubarões.

No âmbito da industria criativa, esse movimento é mais viável e já acontece há algum tempo nos EUA, onde cidades como Boulder e Portland hospedam agencias globalmente famosas como a Crispin e a W+K. Na Austrália, por exemplo, uma pequena agência de Brisbane levou quase todos os GP´s de Cannes em 2009 com o case “The Best Job in The World”.

São pequenos lagos para peixes grandes, que querem nadar contra a corrente da Madison Avenue e para isso saem procurando novas águas mais férteis para viver, criar e trabalhar.

Já no Brasil o mercado de SP continua ditando e é difícil encontrar idéias incríveis que saiam de outros lugares que não do eixo Vila Olímpia – Av. Paulista.

Mas por outro lado, a democratização da informação tende a permitir o nascimento de novas e pequenas cidades Alfas. A pergunta então é: nesse Brasil que finalmente parece ser o pais do futuro, como e onde surgirão esses novos pequenos centros?

Quem sabe um dia São Tomé das Letras vire uma Boulder brasileira, ou Floripa vire uma próxima “MinneAdpolis”.

 

 

 

Sem firulas

escrito por estalo.org em 18/01/2010 | 1 comentário
categorias: Estalo Convidado

Rapha Barreto, diretor de planejamento da DPZ, sobre os homens, tosquice e conceitos.

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Outro dia, num banheiro de academia, me vi diante de uma ação de sampling. A testeira de um shampoo anticaspa me perguntava: “O seu cabelo está no mesmo ritmo do seu corpo?”. Pois, muito bem. Fui até o espelho e tentei ver se estava. Perguntava as pessoas na rua. Liguei para minhas irmãs. Tentei ligar para os especialistas da nova campanha da Seda. Nada. Ó, dúvida cruel! Estaria meu cabelo no mesmo ritmo do meu corpo? Penso sobre o público-alvo: homens. Homens são chucros, seres semi-retardados. Ou não. Machão, gay ou metrosexual, homens são aparentemente mais diretos, retos e que anseiam por descomplicação – principalmente quando trata-se de um mundo de complicação como o da higiene e beleza. Há muitos estudos legais sobre isso, mas convenhamos: isso é uma observação da vida como ela é.

tosco!

Por outro lado, acompanho as campanhas do Clear, da Unilever. Clear é o anticaspa deles. Assinam “Clear. Sem caspa”. Plim! Acho um baita conceito. Usou, saiu a caspa. Finito. Acabou. Sem mais. Roupa preta aí vou eu! Não costumo julgar sem olhar para resultados de venda e afins, mas presumo que estejam indo bem, pelo menos.

Minha questão aqui é sobre a objetividade na propaganda. Como ela consegue, ou não, transmitir o benefício, o diferencial e, se tiver sorte, criar um elo emocional com o tempo.

Acho que os caras que fizeram o conceito (não estou falando da campanha que tem méritos na construção de códigos, mas é só o Cristiano Ronaldo sendo Cristiano Ronaldo) olharam tudo em termos de comunicação e pesquisaram até usar todas metodologias existentes e descobrir: ninguém dizia a que vinha de maneira simples, objetiva, pra qualquer um entender. E o que o target queria era “Oi, sou um anticaspa super confiante e por isso você não vai ter mais caspa”. Adicione um tom&maneira que dê uma sensação de garantida eficiência e pronto.

Todo o invólucro da campanha amarra, mas perceba que em segundos você tem a garantia sensorial que usando aquele produto a caspa vai embora. Não era isso que você queria?

PS – eu não tenho caspa, portanto, alguém me diz se o treco funciona tão bem assim.

 

 

 

Why don´t you play the game?

escrito por estalo.org em 07/12/2009 | 2 comentários
categorias: Estalo do leitor

Mais um estalo do leitor – desta vez do Alexandre Azeredo, planner da DPZ:
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Gosto de observar o quanto uma nova tecnologia pode redesenhar a estrutura (social, cultural, política e econômica). Depois da roda, o sistema integrado, que possibilitou a criação do chip e do processamento de dados, é o motor desse novo desenho, em que o “linear” começa a perder sentido. Vivemos no fade in/fade out entre linha de produção/rede.

Para interpretar essa transição prefiro uma visão mais parecida com a de Marshall Mcluhan de que um meio novo vem para mudar o jeito como usamos os outros. Nesse contexto o meio digital vem para criar maior interação e conversa entre todos os meios.O jeito como a informação está disposta hoje (buscar, navegar, pesquisar, conectar) tem muito mais a ver com a dinâmica do game do que com a história de cinema. E o videogame conseguiu aliar experiência e interação, que são inerentes ao game, com tecnologia e narrativa.

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Para uma marca como a Coca-Cola faz muito sentido falar em contar histórias. Eles sempre fizeram isso, construíram uma identidade fortíssima em cima desse modelo, aquele que está em decadência. Os exemplos não me deixam mentir: A indústria do videogame só perde para a automobilística e bélica e o sucesso dos social games (ex: farmville, máfia wars).

O que o professor Henry Jenkis caracteriza como Transmídia Storytelling é mais um reflexo da forma como a tecnologia está reorganizando a estrutura e como a cultura se reorganiza com a sociedade, do que um grande media insight. Lost é um belo exemplo: um game sobre pessoas que vivem em uma ilha que também joga com o público (mais do que contar uma história). A narrativa é o cenário propício para que o jogo aconteça.

Creio que muito do papel do planner hoje é entender essa dinâmica e ajudar uma marca a fazer esse fade in/fade out. Jogar o jogo da marca não é se tele transportar para o mundo virtual, é entender que jogar com as forças faz mais sentido do que chegar em um resultado. A marca que joga desenha contextos ao invés de revelar produtos.

 

 

 

Marcas e o Lair Ribeiro dentro delas (e tudo bem)

escrito por estalo.org em 31/08/2009 | 5 comentários
categorias: Estalo Convidado

Tanto insistimos que conseguimos: Rapha Barreto, diretor de planejamento da DPZ, nos brinda com uma bela reflexão, um tapa na cara e muito bom senso. (Ah, Lair Ribeiro = dino da auto-ajuda, aos desavisados.)

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Já reparou que quase toda marca por aí quer que você viva mais e melhor? Seja feliz? Que você realize seus sonhos, que você construa e seja protagonista da sua própria vida? Que você faça suas próprias regras e vá! Vá e voe, como um passarinho amarelo e azul. Que regorgize a maravilha que é viver e se deliciar. Ela quer, anseia, pira sobre um mundo envolto em gás do riso. Ah, e que compre o produto em anexo, claro.

É uma sensação, mas me parece que a propaganda mais antiga era detentora de uma objetividade ingênua e genial. Estamos cercados de exemplos contemporâneos, mas olho os anúncios antigos de Volkswagen e choro, quase. (Olha aqui). É estupidamente “se você tem alguma coisa pra dizer, apenas diga” – e se divirta enquanto o faz. Confesso que já me peguei querendo fazer as pessoas mais felizes e apoderadas enquanto lavam roupas e dirigem carros, se sentindo assim ou assado. A tal da conexão humana, o lado emocional, etc, etc. Mas eu – pode ser uma fase, quem sabe – estou com a intenção de retirar ou diminuir o Lair Ribeiro de algumas marcas. Quero a objetividade de volta. Cansa um pouco essa voooolta, essas tangentes duras de enfiar a marca lá dentro, enquanto é tão belo o “direto e reto”. Na minha cabeça, o planejador deve descer do arco-íris em algum momento e entender que uma conexão humana é sobre ser tão simples/complexo quanto as motivações humanas.

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Pra mim, um planejador é quem tem que entender o que está no ar, no oculto das pessoas, e não só no que as pessoas falam. Por alguns motivos – clutter midiático, mesmice, velhas fórmulas, “me engana que eu gosto” e muitos outros – eu sinto nas pessoas um anseio por relações mais transparentes. Chegamos aqui nessa história de que o consumidor está no comando. Eu não diria isso, mas diria que ele está mais crítico e impaciente com a embromação.

Mais: tem o falar vs. o fazer. Se você quer que eu vá, que eu brilhe, que eu exploda de felicidade, então, pratique isso no seu dia-a-dia, dona marca. Ou, simplesmente diga de um jeito muito envolvente pra que você serve e porque é melhor do que o outro. Dona marca, você pode ter um papel relevante na minha vida, não precisa ser a razão da existência humana. Eu, e todas as outras pessoas, temos necessidades. Básicas e ampliadas. Agora, por que algumas marcas simplesmente não aceitam que têm tarefas menores, importantes também, mas menores? Você só é um meio de pagamento, você só dá cheiro bom pra minha roupa, você só mata baratas ou complementa as fibras diárias da minha alimentação. E só. E tudo bem.

 

 

 

Bush, Obama e Hitchcock

escrito por estalo.org em 24/06/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Mais um estalo do leitor Alexandre Azeredo, planejador da McCann Ericksson, a respeito da relação entre Bush e Obama sob a ótica de Hitchcock.

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2009 chegou chegando para os americanos.

Crise no centro do capitalismo, presidente negro com sobrenome “muçulmano” em um país com história de lutas raciais e em conflito com extremistas islâmicos. Tudo isso é muito interessante de ser discutido, mas o ponto aqui é entender o processo que carregou Bush por mais um mandato e que o tirou do trono.

Escolhi Alfred Hitchcock para explicar a reeleição de Bush à partir das diferenças entre surpresa e suspense: a surpresa não gera tensão, ela se esgota em seu momento fugaz. O suspense, entretanto, gera tensão, esse elemento fundamental do interesse dramático.

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Se uma bomba é colocada na sala onde vai ser realizada uma reunião e se nós, espectadores, não sabemos disso, a exemplo dos personagens e, como eles, somos surpreendidos pela explosão, então a narrativa usou a técnica da surpresa. Estamos tranqüilos durante a cena, mas, de repente, levamos aquele susto.

Mas se, ao contrário, vemos que a bomba foi colocada lá e sabemos que vai explodir, então foi usada a técnica do suspense. Sabemos que a bomba vai explodir, mas não sabemos quando nem se as vítimas vão descobrí-la antes da explosão. Ficamos tensos e angustiadamente atentos ao desenrolar dos acontecimentos.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

andando e voando na água

escrito por estalo.org em 19/06/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Estalo da leitora Luciana Campos, sobre uma nova geração de JetSky que realiza um dos mais antigos sonhos do homem: andar na água e voar.

 

 

 

castelo de cartas

escrito por estalo.org em 18/06/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Esse é um estalo do Alexandre Azeredo, planejador da McCann Ericksson, falando sobre a crise e a Crise.
O que é isso? Não vou dar spoiler, você vai ter que ler para entender ;-)

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A crise na era da informação e das mídias acabou por mascarar a própria Crise. Quando você abre um jornal ou assiste a um noticiário na TV a discussão acerca da crise ou da Crise é pautada pelas ciências econômicas, o que acaba por estreitar o foco de reflexão compreensiva do cidadão comum.

O momento de crise que estamos passando serve de exemplo para entender a Crise existencial do próprio capitalismo, que é um sistema cíclico e expansivo, com a dinâmica de bolha, que se auto-consome, incha, explode e se reinventa, mas nunca deixa de ser o que é. Tanto a crise, quanto a Crise estão intimamente ligadas uma a outra. A crise é filha da Crise e essa não existiria senão fosse mãe de ninguém.

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

young lions: Case Vencedor (do Caio)

escrito por estalo.org em 10/06/2009 | Sem comentários
categorias: Case, Prêmios

Como alguns sabem, o Caio foi um dos vencedores do Young Lions Brasil, na categoria Planejamento. Ele inscreveu sua experiência no projeto N Jornadas, da Nokia.

Acho que é prova que algumas das coisas que a gente prega por aqui funcionam ou pelo menos têm potencial na prática. Aproveitem, é material do bom.

Um pequeno vídeo para complementar:

Além do Caio, o case vencedor também contou com a participação do Mastropietro, ambos autores do estalo.

 

 

 

guerrilha contra a fome

escrito por estalo.org em 25/05/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Esse é um estalo do Douglas Ribeiro falando sobre comunicação e conscietização. Quem sabe inspirando ONGs mundo afora.

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E se, de repente, num dia ensolarado, os ricos turistas de Ibiza ou Maiorca se deparassem com esta PESSOA?

estalo do leitor

Esculturas, em tamanho real, de crianças desnutridas, segurando uma placa com a mensagem “I realy need your help. Please call 555-5555″ (Eu realmente preciso de sua ajuda. Por favor, ligue 555-5555) no meio do movimento capitalista, supérfulo e ostentador, seria uma forma relevante de conscientizar e falar com pessoas que podem contribuir e muito com uma ONG.

Imagine uma ação dessa no mundo todo? Peças em frente ao Capitólio, Burj al Arab, Shopping Jardins, Búzios…

 

 

 

infantilidades adultas

escrito por estalo.org em 09/04/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Mais um estalo do leitor Bruno Ducatti:
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“Num sábado ensolarado, numa residência alemã qualquer, pai e filho tomam café da manhã.

(FILHO) – Pai, o que vamos fazer hoje?
(PAI) – Filhão, papai hoje vai para um parque de diversões.
(FILHO) – Oba. Vamos agora!
(PAI) – Não. Papai vai sozinho.
(FILHO) – Por quê? Quero ir!
(PAI) – Filho, é um parque de diversões só pra homens. Um dia você vai entender e vai poder ir também. Avisa sua mãe que vou chegar tarde e com a roupa bem surrada! Até mais carinha!

Sai pai. Entra mãe.

(MÃE) – Oi lindo. Cadê o papai?
(FILHO) – Foi pra um puteiro.

Sexo. Bebidas. Esporte. Gastronomia. Entretenimento para um homem adulto pode ir muito menos além que essas costumeiras opções. Podem ser simples como um desejo reprimido de criança.

Que tal passar um sábado dentro de um trator, destruindo construções? Ou num Jipe derrapando entre terrenos acidentados e enlameados? Essas são algumas das opções de lazer disponíveis num circuito com 18 brincadeiras para adultos no Erlebnis Park Alemanha.

(MÃE) – Vê se para de pensar besteira e deixa seu pai brincar com o trator!”

 

 

 

factóides imaginativos

escrito por estalo.org em 25/03/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Estalo do leitor Felipe Santini:
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O que um patrocínio criativo é capaz?

A “Odor Eaters”, uma marca de odorizador de tenis patrocinou (ou melhor, criou?) um campeonato nacional de chulé.

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Pode parecer um humor tosco, mas é um puta exemplo de relevância de marca.

 

 

 

a materialização das idéias

escrito por estalo.org em 06/02/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Estalo do leitor Vini Zanatta, sobre a materialização da idéias e as semelhanças e diferenças entre o trabalho de um arquiteto e um planejador.
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Outro dia fiquei pensando no trabalho dos arquitetos e qual é a sua relação com o trabalho de um planejador (se é que existe alguma).

Se pensarmos um pouco, um arquiteto é um planejador de espaços. Só que os arquitetos não apenas planejam, mas também materializam as suas idéias em espaços que as pessoas interagem. No trabalho deles, a estratégia se funde com a execução. Pensam no espaço, no contexto, na interatividade dos ambientes.

Talvez a diferença seja que arquitetos precisam planejar alguma coisa que vai ter uma vida útil longa. Por isso, ao longo da sua carreira eles têm um impacto profundo nas vidas de cada pessoa que compra e interage com os seus projetos e espaços.

E com cada projeto, deixam um pouco de si e não conseguem esconder o que deu resultado ruim, pois está lá, concretizado (literamente).

Se de um lado o arquiteto projeta um espaço de interação com o concreto, vidro e madeira, do outro, planejadores projetam o que?

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Pela minha experiência, às vezes os planejadores projetam Powerpoints e nada mais. Na maioria do tempo, vivemos em um mundo muito imaginário e raramente materializamos as próprias idéias, criando algo palpável.

Quantas boas idéias não morrem todos os dias ao redor do mundo da publicidade? Quantas boas idéias acabam ficando no blá blá blá e morrem no Powerpoint? (o pessoal do estalo fala disso o tempo todo)

Talvez seja hora de se inspirar um pouco mais na arquitetura para criar uma verdadeira “arquitetura de marca” que vá bem além daqueles esquemas visuais que costumam morrer nos últimos slides de um Powerpoint.

Quem sabe os planejadores deveriam ter a ambição de ser tão incisivos quanto arquitetos? Criando conversas entre marcas e pessoas que sejam tão indeléveis quanto o concreto armado em que moramos. Ou até mais. E não se escondam atrás de dados confusos de pesquisa quando a coisa der errado. Assim estarão fazendo um favor para que a profissão não caia em descrédito. (como o Gareth Kay teme)

 

 

 

estalo ganha homenagem

escrito por estalo.org em 27/01/2009 | Sem comentários
categorias: Non-sense

Em maio de 2009 o Estalo completa 2 anos de atividades.

Mas a festa começou mais cedo. Fomos homenageados pelo pessoal da Bossa Nova Films, que criou um vinheta para a gente.

Eles só esqueceram de colocar o E na frente do “estalo”, mas ficamos tão lisonjeados que nem ligamos para isso.

Valeu, Bossa.

 

 

 

um estalo sobre tendências

escrito por estalo.org em 27/01/2009 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Estalo do leitor Fernando Takey, do planejamento da Y&R, sobre as tendências que nos assolam em todo santo começo de ano.

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Acho que apresentações de tendências devem ser vistas com muito senso crítico, e aproveitadas em comunicação de forma inteligente e criativa (não apenas tentando imitá-las ou segui-las).

Muitas das ditas tendências nunca migram da cauda para a cabeça da “Long Tail”, e acabam se revelando meros modismos, ou, simplesmente, picaretagens inventadas e vendidas por Institutos de Pesquisa.

É claro que algumas novidades são reais, importantes e influentes, e os clientes pagam caro para tentar encontrá-las ou desenvolvê-las. Mas isso sempre requer um duplo trabalho: filtrar o que realmente interessa e conseguir desenvolvê-la de forma inteligente e original.

Essa nossa ânsia por novidades constantes parece nos induzir ao restrito ou ao erro, enquanto estratégias de sucesso consolidado são postas de lado por serem consideradas muito antigas ou “mainstream”.

Sinto que, às vezes, tentar pensar em algo que todos gostam acaba sendo melhor do que focar em inovações restritas. Todos gostariam de ter o melhor emprego do mundo, por exemplo.

 

 

 

1943 – são paulo sob a ótica americana

escrito por estalo.org em 10/12/2008 | Sem comentários
categorias: Estalo do leitor

Mais um estalo do leitor, desta vez de Luciana Campos, que nos enviou este vídeo e o texto abaixo que fala sobre as táticas de propaganda dos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial.

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O filme sobre a cidade de São Paulo, feito pelo governo americano, fazia parte do esforço de guerra da época, 1943. É uma peça de propaganda muito bem feita para ser divulgada nos EUA de então.

Cabe lembrar, que neste período, o Brasil estava sob a ditadura de Vargas e que, politicamente, o país estava mais próximo do fascismo italiano e do nazismo alemão do que qualquer outra coisa.

Com a entrada dos EUA na guerra, depois de Pearl Harbor, a situação do mundo pendiam mais para o Eixo ROBERTO (Roma, Berlim, Tokio) e os aliados não tinham mais onde obter materia primas pra a indústria de guerra. A África, Ásia e o Pacífico Sul estavam nas mãos do Eixo.

Sobrava o Brasil e foi assim que o presidente Roosevelt, dos EUA, veio ao Brasil negociar a participação do país do lado aliado.

Coincidência ou não, vários navios mercantes brasileiros foram torpedeados, causando mortes e tudo mais. Na época disseram que tinha sido submarinos alemães, mas há que diga que foram submarinos ianques ou ingleses que fizeram isso pra forçar a entrada do Brasil na guerra ao lado dos aliados.

De qualquer maneira, Vargas, sob tremenda pressão popular, declarou guerra contra o Eixo. A partir daí, os EUA fizeram uma eorme campanha para enaltecer e valorizar os países amigos do Hemisfério Sul, especialmente o Brasil, de onde saiu quase tudo que os aliados precisavam para manter a indústria de guerra funcionando, inclusive bases aeronavais no nordeste, como em Natal e Fernando de Noronha, de onde saíram as primeiras invasões aliadas no Norte da África. Coube a marinha de guerra brasileira a responsabilidade de comboiar os navios mercantes que iam pros EUA ao longo da costa do país. E isso foi feito com poucas perdas para os aliados…

O filme em questão, sobre São Paulo em 1943, insere-se neste período e a cidade e o Estado são mostrado sob uma ótica tipicamente norte-americana, uma exemplo clássico de propaganda de esforço de guerra. É um filme pra guardar, com certeza…

São Paulo – 1943:

+Leia o texto na íntegra

 

 

 

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