mídia social analógica

escrito por Mastropietro Luiz em 14/03/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Crônicas, Pensamento

Social media é uma das buzzwords do momento. Mas muita gente acaba esquecendo que existem várias marcas que construíram impérios através das mídias sociais, antes mesmo da invenção da internet.

Basta passear pelo trânsito de São Paulo e olhar os milhares de motoboys com seus bagageiros repletos de propagandas rádios. A mais freqüente em meus trajetos é a BandFM. Quem nunca viu um desses?

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Mas dependendo do contexto do motorista, ele pode andar estampando outras comunidades como a da Tupi, Nativa, Mix e 89FM, o que acaba criando guerra pela mídia social analógica:

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Além das rádios, existem várias marcas que construíram impérios através das mídias sociais analógicas muito antes do hype da “social media” no ambiente digital.

Pense em marcas como Avon ou Natura que já trabalhavam com o conceito de mídias sociais no mundo analógico, usando as pessoas como mídia e como um canal de distribuição para os seus produtos. Ou pense sobre a Harley Davidson, ou até mesmo a Apple. São produtos (ou idéias) que ganharam um share cultural e naturalmente se tornaram parte de conversas paralelas de milhões de pessoas.

Como disse o Gareth Kay na apresentação “Planning needs some planning” durante a Conferência do Grupo de Planejamento de 2008, “It’s not about social media. It’s about social ideas”.

No fim das contas, não é sobre criar qualquer déia comum e contratar uma empresa de seeding para tornar a idéia mais sociável. Mas sim sobre criar idéias sociáveis que motivam as pessoas a passá-las adiante naturalmente.

Restringir “mídias sociais” ao ambiente on-line é um desperdício tremendo do potencial que as verdadeiras mídias sociais humanas podem ter.

E se o hype das mídias sociais tivesse começado há cinqüenta anos, como estaria o mundo da publicidade nos dias de hoje?

 

 

 

luz no fim do túnel?

escrito por Felipe Senise em 10/11/2008 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Pensamento

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Em 1971, Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica para o JB que entre outras coisas dizia:


“Confesso que um de meus prazeres é saborear os bons anúncios jornalísticos de coisas que não pretendo, não preciso ou não posso comprar, mas que me atraem pela novidade da concepção, utilizando ´macetes` psicológicos sutis e muito refinamento de arte. É admirável a criatividade presente nessas obras de consumo rápido, logo substituídas por outras. São anúncios que muitas vezes nos prestam serviço, pela imaginação e pelo bom humor que contém. E se nos ´vendem` pelo menos um sorriso, ajudam a construir um dia saudável de trabalho”.

Quando mostrei esse quote para um pessoal, surgiu uma discussão que abro aqui para vocês: será que um simples anúncio ainda pode causar esse tipo de reação na sociedade ou será que isso ficou nos anos 70 e não tem mais espaço em um mundo com tantas opções de entretenimento e tantas coisas mais interessantes para se investir tempo?

 

 

 

no meio do caminho, havia uma idéia.

escrito por Mastropietro Luiz em 11/04/2008 | Sem comentários
categorias: Crônicas

Havia uma pedra no meio do caminho.

No meio do caminho, havia uma pedra. Uma não, várias.

Algumas apareceram no meio do caminho, na hora de criar o produto.

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Outras, apareceram na hora de divulgar esse produto.

Em ambos os exemplos, os criadores da idéia se colocam em posição de vítimas.

Tudo isso me leva a crer que o verdadeiro valor de uma idéia está na capacidade de convencer algumas poucas pessos de que tal idéia é relevante e diferente o suficiente para intrigar muitas pessoas.

 

 

 

A propagação da reforma da web

escrito por Luiz Yassuda em 28/08/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Pensamento, Web

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Enquanto o Luli me mostrava, cheio de orgulho, o seu bom texto em que compara a dita web 2.0 à contra-reforma e o que houve antes em web aos reformistas, usufruindo de um original do Umberto Eco, escrito há 12 anos, que faz a mesma comparação (apenas utilizando, à época, MAC x DOS), fiquei pensando: e quem seriam os evangelistas e catecistas, aqueles que espalham por aí a boa-nova?

Em “web-véia”, temos os diversos tipos de programadores e coders especializados em algumas das várias linguagens para se programar em web. Estes representam as diversas igrejas que permitem uma livre-interpretação dentro do código. Surgem respostas espetaculares, mesmo que sem perguntas. Não sei qual é o seu problema, mas a resposta, óbvio, é Jesus ou um conjunto de scripts nervosos! São suficientemente seguros de suas escolhas, a ponto de taxarem os católicos de “pessoas com nível usuário” e as outras igrejas protestantes não-opensource de hereges.

Na ala católica da web, elenco aqui os missionários que agora infestam as palestras, as faculdades descoladas, as agências e consultorias de comunicação e afins. Eles se aventuram em ambientes tão inóspitos quanto o Brasil ou a Polinésia Francesa, segundo os preceitos da Companhia de Jesus, para mostrar que todos tem o direito de alcançar – se não o Reino dos Céus – a participação em uma comunidade colaborativa. Em poucos passos, estes catecistas ensinam como é fácil montar um blog, um perfil no Twitter, um fotolog, um avatar num fórum, etc, para colocar pessoas, estudantes e diretores de marketing em barcas sólidas da modernidade.

A festa anglicana é garantida toda vez que a Adobe fala em lançar novos recursos de interatividade para o Flash. E aí voltam uma série de pessoas para espalharem a boa nova de que sites 100% Flash ainda não morreram!

É, meu caro índio. Como você pode ver, há muitas igrejas para seguir. Talvez eu me sinta bem em ser agnóstico, confortável e pinçar o que presta aqui e ali de cada ideologia. Talvez eu esteja me enganando e também seja um índio. A verdade é que nestes tempos de incertezas, de tanta tecnologia, de tantas definições para a mesma coisa e dúvidas para saber onde nasce o próximo messias, ganhar grana requer um estudo árduo do Antigo Testamento, trabalho para poucos, seletos, espertos e quase sempre endinheirados. Não estou falando de falsos profetas. Agora sim faço um legítimo lobby judeu.

 

 

 

Adeus, Orkut.

escrito por Luiz Yassuda em 20/08/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Web

Resolvi sair do Orkut há alguns dias.

Algumas pessoas me perguntaram sobre a razão de tomar uma medida tão drástica. Precisa de porquês? As pessoas não sabem explicar por que elas compartilham certos dados como fotos comprometedoras e textos mal-escritos. Por que eu tenho que explicar que não quero compartilhar meus dados?
A verdade é que o Orkut servia sim para algumas coisas. Ele era a minha agenda de aniversários e eu estou passando vergonha, esquecendo alguns natalícios importantes. Mas a sensação logo passa quando lembro que posso dar a desculpa de que não tenho mais Orkut para me lembrar ou que ninguém vai se lembrar quando chegar a minha vez de receber os parabéns.
Ele também servia para eu rir um pouco das discussões totalmente infrutíferas em comunidades de propaganda ou de faculdades. E eu acho que o estopim para a minha saída foi o fato de que eu já não via tanta graça assim em fazer piadas.

Não havia mais graça fazer piadas efêmeras com gente obsoleta. Também não valia a pena ficar obsoleto me aprofundando nas discussões do Orkut. Contatos antigos, contatos interessantes? Talvez no começo. Não nego que conheci muita gente interessante via Orkut. Mas a desconfiança de que novos contatos que eu fizer hoje sejam falsos ou miguxos é muito maior que a vontade de filtrar. E os contatos antigos que se reestabeleceram em minha vida o fizeram de forma plena. Aos outros, simplesmente não havia aquela química para manter o contato: nem para mim, nem para eles.

Estes tempos (estranhos, pós-modernos, contemporâneos, de web 2.0 ou qualquer outro nome que você arrume para falar “hoje em dia”) em que as pessoas já não distingüem amizade de contato, real de virtual, verdade de sarcasmo e outras confusões afins não são um bom período para manter as saudades, os interesses e as opiniões mais pessoais e verdadeiros. Mas não custa eu tentar mais um pouquinho.

 

 

 

Dando o braço a torcer em menos de um dia de experiência

escrito por Luiz Yassuda em 08/08/2007 | Sem comentários
categorias: Cool, Crônicas, Experience, Web

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Anteriormente, eu havia falado sobre o Twitter aqui. Eram as impressões de alguém que não viu a razão de tanto auê por causa do site. Além de ser podado por nossos trolls de plantão, fui alertado pelo Luli Radfahrer que eu poderia estar entrando numa faixa denominada de “grey user” da nova internet.
Pois bem. O Twitter sozinho ainda não me mostra grandes vantagens. Se formos considerar então o grande número de usuários que fazem do micro-blogging um diário detalhado de uma vida sem graça, realmente é fraco. Vale apenas pelo hype.
Entretanto, ontem eu almocei com dois amigos (um menino e uma menina), um casal daqueles que você olha e ouve a vizinha comentando em um sotaque macarrônico: “olha! que bonitinho os dois ali, meu!”. Quando se juntam para falar de acontecimentos na web, são mais precisos do que ler o Update or Die.
Pois bem. Alguns dias atrás, me convenceram a experimentar o Pownce, também da onda de micro-blogging. Ontem, convenceram-me a experimentar o Twitter.
A diferença está em como utilizar o Twitter: associado a dois outros serviços, um que eu já utilizo (Gtalk) e um que pareceu-me interessante (Remember the Milk).
Como a coisa funciona, integrada? Sem abrir o Twitter para quase nada, eu consigo adicionar contatos e receber suas atualizações via Gtalk. Por ele, eu também consigo atualizar o meu Twitter e enviar tarefas para que o Remember the Milk me lembre quando eu precisar. Bacana? Tudo isso também funciona via SMS, se preferir.
Com isso, arrisco-me nesta vida de micro-blogging, anunciando que falarei sobre as atualizações do Estalo por lá (tanto as minhas quanto a dos garotos), bem como dos meus outros blogs e notícias que eu for vendo durante o dia.

Se quiser acompanhar a saga, praticamente uma dose de Grecin 2000 ao meu tech grey hair, linke http://twitter.com/luizyassuda.

 

 

 

Alô? Olá, operadora!

escrito por Luiz Yassuda em 03/08/2007 | Sem comentários
categorias: Brand, Crônicas, Experience

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Recebi um SMS da operadora que controla as minhas ligações de celular, a Claro, informando-me de um serviço chamado Claro me liga.
O serviço consiste em um número disponível para que o usuário Claro envie um SMS. Fazendo isso, a Claro liga para o seu celular. O texto diz: “Sabe aquela hora q sé uma ligação pode te salvar de uma roubada?” (sic), o que eu achei sensacional.
Não que eu vá utilizar largamente o tal serviço. O que é bacana é a percepção da operadora numa situação bastante comum do cotidiano. Quando aquela aula está sonolenta, aquele encontro com a garota está em assuntos rasos e fúteis ou qualquer outra situação que possa ser considerada uma “roubada”, é comum a pessoa enviar uma mensagem para algum amigo com os dizeres “pelamordedeus, me liga!”. A operadora quer se colocar como disponível e disposta a ajudar também, agregando afinidade na relação com o seu usuário.
Claro (ahn, ahn?) que esta ação sozinha não basta. Mas uma série de percepções como esta ou como o desbloqueio de celulares da Oi podem se tornar grandes armas no boca-a-boca sem todo o alarde do astroturfing promovido pela segunda, que incluía campanhas na TV e site com Ronaldinho Gaúcho protestando, conforme eu já havia relatado aqui.
Acabo falando o óbvio que muitas empresas ainda não sacaram: neste mundo auto-publicável e conectado, trabalhar o relacionamento com os seus atuais consumidores é tão ou mais certeiro do que propaganda para atrair novos consumidores (e aqui estou sendo bonzinho com a propaganda convencional).

 

 

 

Mais um enviado especial

escrito por Luiz Yassuda em 12/07/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Experience

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POMPÉIA – Enviado pela equipe do Estalo sem que ela soubesse, cheguei à pacata cidade de Pompéia, a “cidade-coração” (está no site oficial da cidade) para relatar aqui o que anda acontecendo de mais bacana por estas bandas. Para quem não conhece esta jóia do interior paulista, a cidade ficou famosa pela empresa que sustenta a sua economia (a Jacto fabrica maquinário industrial e agrícola, além dos carrinhos-maca dos estádios brasileiros) e por supostos escândalos sexuais num passado não muito distante.
Boataria a parte, foco-me naquelas coisas que teimo em observar. Cidade pequena, bem conservada. Não há filas para comprar um Iphone. Para falar a verdade, não há filas. O pequeno comércio que abriu durante o feriado atende sempre muito bem, aplicando certas regras de cordialidade que aqui em São Paulo são raras.
Sim, estou postando de São Paulo. Não existiu uma fila para utilizar a lan-house ou o único ponto com wi-fi de lá, mas resolvi aplicar o dinheiro em sorvetes, produto pompeense com qualidade de exportação ainda não descoberto pelo mercado.
Aproveitei todo o tempo livre que eu tinha para visitar alguns locais que eu lembrava da infância e há muito tempo não visitava: voltas no centrinho comercial, metade dos hotéis da cidade (dois), o mercadinho, o boteco na esquina de onde eu estive instalado.
Globo, SBT e Bandeirantes eram as opções da tevê. As outras emissoras chegavam com muito chuvisco. TV a cabo? Esqueça.
Pela amostragem das propagandas interioranas, analisando a qualidade do corpus, eu diria que o amigo Senise se preocupou à toa há alguns posts atrás. Dá-se graças ao céus quando a programação é de rede nacional e exibe os grandes anunciantes. Guerrilheiro ou inovador em comunicação, somente a igreja matriz, que lembra a cada cidadão pompeense que ela existe de hora em hora. Bléin, bléin, meu povo!
A verdade é que, num lugar onde todos se conhecem, é fácil dizer qual é a melhor lanchonete, qual é a melhor loja, o melhor posto de gasolina, a melhor sorveteria, etc. Propaganda serviria apenas para seduzir uns perdidos no meio do mato, como eu.
Voltei para a cidade grande com aquela sensação de que ficar me preocupando com o que relatei até agora seria mais perda de tempo. Bacana mesmo foi apenas curtir o sorvete, descansar bastante e apreciar o céu estrelado, porque em São Paulo é todo dia cinza, conforme constatou uma de minhas primas. Fora ver coisas que só numa cidadezinha dessse porte, como placas proibindo o trânsito de carroças e cavalos, preços mais do que honestos e sabores bem caseiros. Também é bacana, claro, tirar uma onda com os nossos colegas, desde o nosso vislumbrado repórter ao vivo em Nova Iorque aos relatorios sobre o cafe-da-manha dos jurados de Cannes em um site que eu nao citarei o link.

 

 

 

Para quem não agüenta esse ritmo louco de postagens e updates

escrito por Luiz Yassuda em 14/06/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas

Dessas novidades muy locas que brotam na web, uma me chamou a atenção: o Twitter. Fiquei tentando procurar alguma utilidade para esta ferramenta (não sobre como explorá-la, mas sim pelos motivos que a fazem existir) e está difícil.
Algo nele que atrai demais as pessoas é a importância que elas dão a si mesmas. Fazer perfil no Orkut, postar fotos miguxas no fotolog, ter um blog diário sentimental-pra-caralho, etc, como se todo mundo quisesse de fato saber mais sobre elas (o caso do fotolog funcionava quando se tratavam de gostosas). O Twitter parte de um pressuposto ainda mais curioso: o de que existe uma comunidade querendo saber “o que você está fazendo neste momento”.
Não são poucos os usuários que postam uma, duas ou mais vezes por hora sobre o seu dia-a-dia simplismente perfeito para preencher um grande banco de dados que nasceu para um único fim: ser comprado pelo Google.
Para os cronistas de quinta categoria (como eu), é a chance de descrever um bando de pessoas que perdem o seu tempo atualizando uma quantidade absurda de dados a cada segundo, ou de produzir mais um texto sobre essas efemeridades da vida pós-moderna e blablabla. Para os críticos, é a hora de se fazer uma obra duradoura, que viva pelos próximos dez mil anos e acrescente algo mais relevante do que saber se hoje o ser humano foi ao banheiro ou não. Para os piadistas e bons planejadores, existe uma boa piada para se fazer. E para quem não agüenta mais esse ritmo louco de postagens e updates, o negócio é esperar o Twitter virar uma pauta discutível e aí sim se informar, com calma, para não pagar de ingênuo perante os colegas comunicólogos descolados de plantão. Garanto que estes amigos farão a mesma coisa.

 

 

 

Um flyer atraente.

escrito por Mastropietro Luiz em 05/06/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas

Um dia desses, caminhando pelo estacionamento do meu prédio encontrei um bolinho com 12 pulseiras cor de rosa, fluorescentes. Eles brilharam aos meus olhos, e por alguns instantes vislumbrei acesso a algum camarote de alguma grande festa exclusiva. Estavam perdidas, pronto para serem confiscadas. E não deu outra: confisquei todas.

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Fiquei empolgado, achando que o destino havia me convidado para essa festança. Mas quando li a pulseira, percebi que nela havia um valor estampado, além do endereço, site e telefone da festa. E então caí na real: não passava de um flyer em forma de pulseira VIP.

E aí lembrei da gostosa sensação de ter encontrado algumas “pulseiras VIP’s” perdidas ao invés dos tradicionais flyers que ficam jogados no chão.

Acostumado a ler sobre estratégias de guerrilhas e formatos alternativos de comunicação me flagrei em uma espécie de paranóia publicitária, perguntando a mim mesmo: será que os convites-pulseiras foram esquecidos de propósito?

De qualquer forma, ainda tenho uma crença que tudo isso pode ser coisa do destino. Aliás, a festa é amanhã, na quarta feira dia 6 de junho e eu tenho mais 11 pulseiras! Alguém ta afim de ir?

 

 

 

Alô? É sim, é da casa do c&%$#$!

escrito por Luiz Yassuda em 24/05/2007 | 3 comentários
categorias: Crônicas

Eu martelava letras quando tiririm, tiririm, tiririm, alguém ligou pra mim… digo, o telefone tocou:
- Boa noite, senhor. O senhor foi escolhido entre muitos para estar ganhando uma incrível bolsa de estudos de inglês aqui com a Nossa Empresa. A Nossa Empresa Cursos de Idiomas tem o prazer de lhe oferecer este desconto especial assim que o senhor efetuar a confirmação de interesse para estar dando início ao seu processo de aprendizagem no nosso sistema de e-mail learning. Estaremos confirmando agora o seu cadastro. O senhor gostaria de estar começando o curso no momento?
+Leia o texto na íntegra

 

 

 

Onde se compra a camiseta “Eu fui: Virada Cultural”?

escrito por Luiz Yassuda em 07/05/2007 | Sem comentários
categorias: Arte, Crônicas

Eu não tirei foto nenhuma, mas muita gente o fez.

A Virada Cultural é um prato cheio para paulistanos bairristas como eu. Por uma noite mágica, o centro da cidade se ilumina em arte e música, com pessoas dos quatro cantos da cidade andando pelos calçadões a passeio. Os botecos exalam uma boemia romântica imcomparável às Vilas, garotinhas feitas para amadores. Uma corrente de paz, amor e arte percorre cada pedra do mosaico português que cobre o Vale do Anhangabaú. O som daquele Nordeste cariocado embala os jovens, os velhos, os emos. Que lindo. Que lindo.
Um gole de vinho a menos e eu perceberia que não há tanta harmonia assim num evento para 3,5 milhões de pessoas. São seres humanos. Seres humanos bebem demais e precisam de banheiros próximos, e por isso haviam fedentinas em cada boteco e esquina, e não escapavam nem os botecos mais sujos, nem os bares mais charmosos e boêmios, tampouco os cantinhos escuros. Seres humanos se empurram demais, causam confusão, acham que tem o poder de ficar provocando Deus e o mundo, fazem guerras e bombas…
Por outro lado, tanta gente na rua em grupos, famílias, gangues e clãs que se organizaram durante a semana passada com muito boca-a-boca sobre as atrações e sobre o charme de se andar à noite no centrão me deixou com a sensação de não ser um excluído cultural. Talvez me sentisse mais inserido se já estivesse com as minhas próprias fotos no Flickr e o meu Ipod recheado com as mp3 do show do Alceu Valença e o primoroso encontro do Clube do Balanço com o Tremendão, o Erasmo Carlos, amigo do Roberto. E talvez se tivesse comprado um CD do Teatro Mágico (se bem que dessa febre eu não pretendo participar) ou ainda uma camiseta com os dizeres “Eu fui: Virada Cultural”.
É mais provável que eu quisesse tudo isso apenas para dizer “é, fui sim e teve shows ótimos, mas gostei mais do aconchego da segunda ou do pioneirismo da primeira…”, um desdém que pega muito bem entre os paulistanos bairristas, meio intelectuais, meio de esquerda, e apaixonados pelos eventos desta cidade.

 

 

 

Mãe, vou aparecer no YouTube

escrito por Luiz Yassuda em 20/04/2007 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Web

Eu não tenho cara de descolado, nem de moderninho, nem de simpático e tampouco de antenado, mas me viro nesse mundinho tão “dois ponto zero” em que eu resolvi me enfiar para ganhar o troco da cerveja do fim de semana, indicadores de que sou estudante (a cerveja é genérica) e de que não sou reconhecido (recebo em troco, não em adsense ou patrocínio).

Com o fim de me manter nesse mundinho (para, um dia, passar a beber Guinness com a grana que irá entrar dos anunciantes), faço o que todo mundo faz para ser antenado e descolado: leio cinco blogs e uma revista, apenas. O resto dos jornais e revistas e sites do mundo faz o mesmo. E assim se constroem as notícias. De repente, faz muito mais sentido eu achar que o mundo se rendeu ao mundinho e que as grandes agências do mundo, tanto as de publicidade quanto as de notícias, dependem exclusivamente do conteúdo de algumas pessoas, que incluem manés, fofoqueiros e gurus de plantão. Tentando parecer culturalmente digitalizado, vou concordando. Vou virando um arquivo de updates de hora em hora, de minuto em minuto, de segundo em segundo. Em arquivar tudo o que eu puder, livro-me de tecer uma opinião, já que é mais importante eu saber qual será o próximo gadget do que entender a política brasileira. Porque todo mundo vai me perguntar se eu já vi as fotos do Iphone, enquanto a política já vem mastigada por algum chargista petista ou tucano.

Também vou repensar as minhas ambições de infância. Sim, já sonhei com fama, dinheiro e glamour. Mas isso foi até conhecer todas as possibilidades desse nosso mundinho beta, que me permite a fama dentro do “meio”. Basta eu fazer periodicamente uma coisa imbecil, filmá-la, colocar o vídeo no ar e acionar os meus amigos blogueiros. O dinheiro virá do meu blog, que publicará em primeira mão o vídeo e ganhará mares de verdinhas com o adsense. E o glamour?

Bem, o glamour é inerente ao ser cool e antenado. É o que eu procuro. Se ler Metrô News é uncool, ler Blue Bus é descolado. Se assistir ao Pânico na TV é ser derrotado, assistir às mesmas “vídeo-cacetadas” no YouTube é maneiro. Abaixo às placas de “Filma eu, Galvão”! Vou é ser famoso na Internet!

 

 

 

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