tour de planner, o intercâmbio do bem
escrito por Mastropietro Luiz em 10/03/2010 | 1 comentário
categorias: Atitude, Experience, Inspiring, Planejamento
“Trazer pessoas, culturas e idéias do mundo inteiro para fazer o bem para as pessoas, transformando as organizações e a sociedade.”
A frase que parece um clichê socialista é a proposta da TIE, uma rede de global de planejadores dispostos a desenvolver soluções para ONG´s e projetos sociais ao redor do mundo.
A idéia é simples: usar os skills de comunicação para fazer o bem, resolvendo problemas de comunidades em vários lugares do mundo, mesmo com um budget pequeno. São treinamentos direto no campo de um mês, que envolvem missões, produção áudio-visual e geração de conteúdo em meio a um “choque de realidades”.
Um planejador de uma marca de sabonete, por exemplo, poderia exercitar uma solução em como reduzir o desperdício de água em uma árida cidade do sertão nordestino. Para quem está acostumado a fazer milagres com briefings corporativos, ser desafiado a responder a briefings sociais em outras culturas pode ser bem inspirador. No final da viagem, ao invés de trazer apenas um álbum de fotos, cada participante um deve trazer um case.
Os projetos são patrocinados por agências como a BBH, JWT e W&K, que incentivam a experiência de seus planners para desenvolver suas habilidades criativas e interpessoais em um contexto global. E mais do que isso, encoraja os planejadores a FAZER alguma coisa, de forma a mudar um comportamento:
O TIE é uma alternativa legal àquelas viagens que algumas pessoas fazem à África para prestar serviços sociais – é mais a cara de um publicitário do que de um médico.
E quem sabe um dia o “tour dos planners” não entra no portfólio da CVC, ou ao menos na C.I – Central do Intercâmbio?
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que medo do futuro
escrito por Werner Iucksch em 05/03/2010 | 2 comentários
categorias: Cool, Design, Experience
(do repositorio do @ricaa)
cannes: tecnologia é a alma do negócio
escrito por Caio DelManto em 21/06/2009 | Sem comentários
categorias: Cannes, Experience
Que a propaganda tradicional já está acabando, todos já sabem. Já falamos sobre isso muitas vezes aqui no blog. E também falamos que o que mais cresce cada vez mais são as estratégias digitais. De blogs para incitar conversas e marcas até empresas se colocando à prova no Twitter. O mundo digital é a nova onda do mercado da comunicação. Não seria diferente em Cannes.
A edição de 2009 tem mais palestras que abordam o digital do que qualquer outro tipo. Todas empresas digitais estão aqui. Todas contando cases e novas tecnologias. O festival promete muito neste sentido. Mas o que mais me chamou atenção nisso não foi a presença dessa galera aqui, e sim a forma como elas parecem estar enxergando o mundo online, não mais como um nicho virtual mas sim como um business capaz de revolucionar modos antigos de fazer negócio.
A prova disso veio cedo, já na segunda palestra do festival com a equipe digital da Coca-Cola. Os caras vem sabendo usar a tecnologia não só para ter mais views na web, mas para impulsionar seu negócio através de experiência de marca. Para isso estão buscando parcerias não com agências online mas sim de engenheiros techy, como os da empresa Sapient (aquela que comprou a Nitro na semana passada). Essa parceria vem fazendo os caras disseminarem o pensamento digital para todo lado de seu business, sempre criando serviços de entrenimento e experiência de marca. O exemplo mais legal está sendo a forma como eles estão continuando a história do Happiness Factory através de games no MSN, criando widgets dentro de comunidades virtuais até (o mais revolucionário) criando uma nova forma de comprar as as latinhas com vending machines interativas. Para quem chega aqui no Palais, este o primeiro grande impacto de Cannes. O festival nem começou direito e a fila para fazer a inscrição no festival é do mesmo tamanho para a fila para pegar Coca-Cola de graça.

Segundo o gerente global de Consumer Marketing Innovation da Coca-Cola, Anthony J Phillips, este foi um esforço conjunto entre a empresa, a Sapient e a Samsung para criar uma experiência inesquecível de compra da marca. As vending machines com botões emperrados deram lugar para telas LCD touch screen em que o consumidor pode escolher qual o sabor e o design de sua garrafinha. Toda interface foi feita para entreter o usuário, que tem a sensação de estar dentro da Happiness Factory. Além disso, a máquina também dá conteúdo de jogos, wallpaper e música através de uma simples conexão Bluetooth. A experiência de compra está sendo tratada como uma experiência fantástica de marca.

Um brinde à tecnologia.
Quem quiser, me siga no Twitter @caiodelmanto.
comer: conveniência ou experiência?
escrito por Mastropietro Luiz em 16/06/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Pensamento
Dizem por aí que a hora da refeição é uma hora sagrada.
Mas nos últimos tempos a maior preocupação da indústria de alimentos têm sido relacionada à conveniência. Só que essa obsessão pela conveniência é tamanha que estão surgindo novos produtos como o Hot Pocket, da Sadia, um snack que fica pronto em apenas 30 segundos no microondas.

Mas ao mesmo tempo em que buscamos soluções cada vez mais convenientes, acabamos nos distanciando daquelas experiências mais envolventes. Afinal, que tipo de vivência interessante o Hot Pocket dentro de um microondas acrescenta em nosso dia a dia?
Mudando da água para o vinho, tente lembrar da mágica tarefa de se preparar um algodão doce em uma festa de criança. Como uma fantasia juvenil, o algodão doce brotava do nada, encantando todos à sua volta.

É por isso que certamente muitos de nós lembramos dessas cenas, que estranhamente ocorreram uma ou duas vezes em nossa infância. E isso pode fazer toda a diferença.
Pensar na experiência completa de interação com uma marca, desde o seu preparo até a ingestão pode abrir novas possibilidades de criação que agreguem valor à experiência do usuário.
A Heinz, por exemplo, lançou o BeanzWave, uma espécie de forno que funciona via USB produzido especialmente para esquentar as porções de feijão dos geeks ingleses.
Mais do que pura e simples conveniência, uma pitada de experiência pra deixar a refeição um pouco mais sagrada:

Nem precisa ir tão longe: o simples ato de colocar um sachê de Nespresso dentro de uma cafeteira, não faz alguma diferença na maneira em que as pessoas apreciam o seu café?
Agora viajando para a China, dá pra encontrar um jeito diferente de comer caranguejos: ao invés de simplesmente pedir por um caranguejo, por quê não pescá-lo como quem pesca ursinhos de pelúcia?

O simples fato de se pensar no antes, no durante e no depois podem transformar algo banal em algo sensacional.
E se no futuro os tempos de conveniência se tornassem tempos de experiência?
Dependendo da experiência, as pessoas “pagariam” um pouco mais de tempo. E se tempo é dinheiro, logo, experiência também é.
mais sobre o effie
escrito por Felipe Senise em 09/06/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Prêmios
Outra marca que me chamou atenção nesse Effie foi o US Army. Exatamente, o exército americano submeteu um case no Effie e levou ouro em brand experience.
A idéia é muito simples: “ministrar” treinamentos do popular game Halo 3 para ganhar novos recrutas. É a marca Us Army se relacionando com os jovens em um lugar que eles já estão e oferecendo o que ela tem de melhor: expertise em estratégia militar.
wii do futuro
escrito por Mastropietro Luiz em 01/06/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Inspiring
Já imaginou jogar Wii sem o uso de nenhum controle? A Microsoft imaginou, e fez:
Estalo relacionado:
O que a magia do Wii é capaz
deriva criativa
escrito por Werner Iucksch em 14/05/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Inspiring, Pensamento
Sem entender cultura popular e mostrar ângulos novos e inspiradores para as pessoas, comunicação tem tudo para ser genérica e chata ou entao “criativa”, porém irrelevante. Perdemos a capacidade de surpreender e vender. Por essas e outras sempre fico feliz quando esbarro em artigos e livros que questionam como esse nosso mundinho funciona. É o caso de “Culture Jam” (2000), que basicamente detona a publicidade de cabo a rabo com argumentos muito interessantes.
Uma passagem do livro cita uns franceses das décadas de 50 e 60 chamados “Situacionistas”. Eles basicamente achavam que a estrutura capitalista da sociedade aliena as pessoas, reduz as pessoas a massas, robos com cartões de crédito. Eles citam diversas maneiras de virar o jogo, mas uma delas em específico pode ajudar muito o lado de cá, eles chamam isso de “deriva”. É muito interessante, dê uma lida:
Para mim isso se traduz da seguinte forma: seja um TRIALIST. Bunda na cadeira lendo pesquisa o dia inteiro não ajuda muito. Experimente coisas novas, vá na feira de vez em quando, sente no banco da praça para ouvir as pessoas conversarem, vá num restaurante diferente a cada dia, ande por bairros que voce nunca foi antes, se force a ouvir um estilo de música que você normalmente não ouve… Sinta o ambiente ao invés de ler sobre ele.
Pelo menos no meu caso isso sempre ajudou. Acho que isso melhora o repertório, nos tornando mais interessantes e com uma visão mais abrangente. Me parece o tipo de coisa que pode melhorar a qualidade do trabalho de qualquer um. E de quebra pode te trazer boas surpresas.
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Estalo relacionado:
Como ser interessante
a diferença entre fazer e falar (em números)
escrito por Werner Iucksch em 22/04/2009 | Sem comentários
categorias: Atitude, Brand, Experience, Inspiring, Pensamento, Web
A Fallon é uma agência com alguns dos melhores trabalhos criativos e estratégicos que existem. Sua filial britânica foi a agência do ano por lá em 2007; o blog da sede, em Minneapolis, é ótimo; e suas apresentações no slideshare possuem dezenas de milhares de view, ou seja, é uma agência que entende muito bem do negócio de comunicar através de palavras, idéias, filmes.
Por conta disso acho muito bom o case que eles mesmo fizeram sobre o que aconteceu quando lançaram um programinha de computador chamado Skimmer, há umas 3 semanas. Para mim isso ilustra a diferença entre falar e fazer e dá a magnitude dessa diferença.
O Skimmer funciona como uma espécie de “central social” de onde dá para atualizar status no facebook e twitter, subir fotos e videos no flickr e youtbe, bem como posts no blogger, além de ver os updates de todos os seus amigos em cada uma dessas plataformas. O programa, porém, resolve um problema concreto na vida das pessoas: muitas plataformas sociais em locais diferentes = perda de tempo. Passe pelo case e repare no impacto que isso teve na marca “Fallon Worldwide” e no site “We are Fallon”, reparando na diferença entre os número “pré-Skimmer” e “pós-Skimmer”:
É interessante que a Fallon não tem nenhuma fama como software maker, mas mesmo assim gerou muito mais engajamento do que com uma grande campanha de marca ou sobre gerenciamento de tempo. Por que?
Parte por conta do inusitado de uma agência entregar um software, mas acho que isso não explica. Para mim a razão é que ações comunicam mais do que palavras em uma escala que a gente (no mundo da propaganda) não consegue visualizar simplesmente porque estamos muito dentro deste mundo. Há vida fora da agência de propaganda e as pessoas acham que fazer a lancheira do filho é mais importante do que jingle, elas acham que a previsão do tempo infinitamente mais relevante do que logomarca, eles acham que um programinha que facilita a visualização de diversas plataformas dá muito mais moral para alguém do que um prêmio de agência do ano, um blog fodido e apresentações geniais JUNTOS.
E é por isso que eu acredito que a Zeus Jones e Anomaly são os modelos mais viáveis de agências de propaganda do futuro.
a incrível bazooka hot dog
escrito por Mastropietro Luiz em 26/11/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Experience
“We thought, how tremendous would it be for fans to actually be able to catch a hot dog?”
É o tipo de idéia que desperta aquele sentimento de “Eu não acredito que eles fizeram isso”. É o tipo de idéia que gera conversas. E é o tipo de idéia que talvez possa levar um Leão em Titanium.
o que a magia do wii é capaz?
escrito por Mastropietro Luiz em 25/11/2008 | Sem comentários
categorias: Experience
Transformações fantásticas, deslumbramento, encanto, fascinação.
Essa é a definição de “mágica”. E cá entre nós: foi isso que eu (e você) sentirem quando viram pela primeira vez um Wii, ou um iPhone.
Inovação hoje não está tão ligada a features mais potentes, mas sim a experiências diferentes.
O que tem mais a ver com inovaçáo hoje: potência ou mágica? Wii ou Xbox? iPhone ou N95?

O Wii e o iPhone são bons exemplos de inovação que transformam todo o “resto” em “resto”. São inovações que transformam totalmente a maneira como as pessoas lidam com um video-game ou um celular. Inovações que fazem o sarrafo da categoria subir e o melhor: mobilizam uma comunidade de pessoas apaixonadas com a “causa” do produto. Pessoas que dedicam o seu tempo para criar e enriquecer ainda mais essas interfaces.
Talvez o exemplo mais impressionante de uma pessoa apaixonada por esta magia e que foi capaz de criar ainda mais magia é o Johnny Lee, um geek que começou a inventar novas aplicações para o controle do Nintendo Wii. É difícil acreditar no que ele faz, e por isso a reação frente às invenções dele não poderia ser outra: deslumbramento, encanto, fascinação.
A mágica de Johnny Lee com o Wii foi capaz de transformar uma tradicional projeção de um retro-projetor em uma interface multitouch sensível aos dedos ao estilo Minority Report. Ele também conseguiu criar um whiteboard e um mecanismo de headtracking, que projeta imagens de acordo com a sua posição em relação a tela, passando a sensação de 3D. É difícil explicar, mas em 5 minutos Johnny Lee deu um show no TED fez o queixo da platéia cair. Assista ao talk dele com legendas em português:
E o mais legal de tudo isso é que para usufruir destas invenções você só precisa de um controle de Wii, que custa U$40 e os softwares que Johnny disponibiliza gratuitamente em seu site.
Estalo relacionado:
Powerpoint com um toque de iPhone
Distraindo os dedos
Product placement. O quanto vale a pena?
escrito por Caio DelManto em 16/07/2008 | Sem comentários
categorias: Brand, Experience, Pensamento

No último final de semana fui ao cinema assistir Hancock. Pra quem gosta de filmes de super heróis, recomendo fortemente. Com um ótimo roteiro e atuação mais uma vez muito boa de Will Smith, o filme tenta fazer um pouco do que Truman Show trouxe há 10 anos: unir comédia, drama, aventura etc. Muito bom!
Mas, não vim aqui dar uma de Rubens Edwald Filho. Uma coisa que me impressionou não ao assistir ao filme, mas depois vendo este artigo do Brand Channel, foi o número de marcas que estavam lá presentes. Ter muitas marcas não é nenhuma novidade. O que caiu minha ficha é que, na verdade, não percebi nenhuma dessas marcas durante o filme. Não porque não são marcas importantes. Tinha BMW, Nike, FedEx, Sony… Acho que não percebi simplesmente porque elas já estão tanto na cultura popular que viraram paisagem. Até mesmo esse trecho do filme em que Youtube está no contexto. Já to tão acostumado a entrar no Youtube todo dia que nem percebi na hora. E, com certeza, essa ação não me fez entrar mais Youtube.
Podemos ficar teorizando, alguns podem falar que é justamente isso que queremos, traduzir a cultura popular com o product placement… blá, blá blá…. Mas a pergunta que quero jogar aqui é: O quanto vale a pena investir milhões nisso? Será que justifica o investimento? Será que ajuda a construir hábito nas pessoas ou simplesmente só reflete os hábitos que elas já têm? Se essa última for válida, vale muito mais usar a grana pra criar algo totalmente diferente, não?
o lado molhado da lei seca
escrito por Mastropietro Luiz em 07/07/2008 | Sem comentários
categorias: Atitude, Experience, Pensamento
E a “Lei Seca” virou o assunto do momento. Criticada por muitos, amada por poucos, quase toda a população está se sentindo indignada com tamanha restrição ao consumo de álcool na hora de dirigir.
Enquanto os taxistas, médicos e os dirigentes dos cofres públicos estão sorridentes com a nova medida, dizem que os donos de bares estão putos da vida em razão da queda do número de clientes e do consumo de álcool em seus estabelecimentos.

Mas nem todos os bares estão se sentido prejudicados pela “Lei Seca”.
Enquanto os bares de regiões famosas por sua vida noturna (Vila Olímpia, Vila Madalena, etc) tiveram uma queda substancial em seu movimento, dizem que em outras regiões da cidade o movimento nos bares aumentou.
É o caso de um amigo próximo que é proprietário de um bar na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo. Segundo ele, depois da nova “Lei Seca” o movimento em seu bar teve um aumento considerável, causado especialmente pelo aumento de clientes da vizinhança, que estão deixando de se deslocar até a Vila Madalena (com medo dos bafômetros) para aproveitar a vida noturna em seu próprio bairro.
Talvez este seja um indício de que com a nova lei as pessoas vão passar a frequentar aqueles bares mais próximos às suas residências, evitando a necessidade de se deslocar aos já consagrados centros de entretenimento da vida noturna. Em linhas gerais, a nova lei poderia causar uma democratização dos bares e drinks em meio aos diferentes bairros da Paulicéia.
Então fica aqui a imaginação: estaria a nova “Lei Seca” encorajando São Paulo a promover uma “Vila Madalenização” de outros bairros?
Chevrolet em campanha 100% online
escrito por Luiz Yassuda em 06/06/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Experience, Web

Cheguei a comentar no meu outro blog sobre eventos para os quais os blogueiros são chamados e graças à performance deste blog, além do meu pessoal já citado e de outros sites com temas específicos, vez ou outra me enviam convites também. Hoje, recebi um convite para um evento da Chevrolet que acontecerá daqui a alguns dias, mas uma coisa me chamou a atenção foi a chamada do e-mail, que promete uma campanha 100% digital para o modelo em questão.
O e-mail levava a um site (uma espécie de release em vídeo) em que o diretor de marketing da empresa explicava sobre a decisão de se fazer uma campanha 100% online. Não significa que será um hotsite, mas a coisa toda gira em torno do que eu e a ex-chefia começamos a argumentar nos tempos de análise de tendências como inteligência digital, ou seja, fazer ações on ou offline que pressuponham a existência e a força do online, principalmente pela troca de informação que as pessoas tem em serviços da web. De certa forma, ações de guerrilha, ações em mídias sociais e umas ações mais modernas de RP podem ser enquadradas neste quesito. Parece pouco, mas há aqui um deslocamento grande de status do online, que passa a ser o carro-chefe em vez de ser tratada como mídia de suporte.
Quando uma empresa grande como a Chevrolet envia um comunicado afirmando que a campanha não utilizará a dita mídia tradicional em prol da divulgação do modelo de automóvel, ainda que o “100% digital” seja mais pelo destaque e pioneirismo do que pela própria crença na força desta mudança, bate neste peito marqueteiro a esperança por dias de glória para quem acompanha estes novos modos de operação da comunicação. Valerá a pena para nós dar uma olhada no desenrolar desta campanha.
Uma Concorrência Benéfica
escrito por Mastropietro Luiz em 07/03/2008 | Sem comentários
categorias: Brand, Experience, Inspiring
Se houvesse um ranking dos mercados que geram as competições mais benéficas para as pessoas, o mercado de seguradoras estaria entre os primeiros. É um segmento bem diferente do mercado de varejo, por exemplo, que gasta milhões de reais em malas diretas inúteis e panfletos que só servem para poluir a cidade.
No mercado de segurados não existe guerra de preços, skimming e nem baixarias. O que existe são iniciativas que tentam ser relevantes para as pessoas, oferecendo um serviço como um diferencial. Tudo começou a alguns anos atrás, quando a Porto Seguro passou a oferecer alguns serviços gratuitos para os seus segurados, como manutenção da parte elétrica da casa. A disputa se acirrou em meados de 2007, quando a Sul América lançou a Radio Sul América – uma estação dedicada as informações sobre o transito da cidade de São Paulo – 24 horas por dia.

A Porto Seguro reagiu e lançou um serviço de informações de trânsito via WAP, um serviço interativo em que o usuário poderia saber sobre o transito de uma determinada avenida de forma mais direta e objetiva – sem ter que ouvir a rádio (que no fundo deve ser uma coisa bem chata).

Depois de criar esses dois serviços relevantes para os cidadãos paulistanos, as seguradoras expandiram a sua briga benéfica para o Rio de Janeiro. E se em São Paulo a Sul America criou uma rádio sobre o trânsito caótico da cidade, no Rio de Janeiro eles resolveram patrocinar e revitalizar as ciclovias cariocas – deixando o lado bom do trânsito do Rio ainda melhor. Quem diria, uma seguradora de automóveis incentivando as pessoas a usar biciletas…
A reação da Porto Seguros não poderia ser mais nobre, criando bicicletarios dentro de uma rede de estacionamentos de São Paulo e disponibilizando bicicletas e vagas gratuitas para os seus associados.

De uma hora para outra, posso saber como está o trânsito de minha cidade, e ainda alugar uma bicicleta para fugir dele.
Quem dera toda as empresas pensassem como a Sul America e a Porto Seguro. Já imaginou se os bancos, que juntos gastam mais de R$300 milhões de reais por ano em publicidade resolvessem se inspirar nessas empresas para oferecer algo mais útil para as pessoas?
O mundo com certeza seria mais legal.
a experiência é a mensagem, mano!
escrito por Werner Iucksch em 04/03/2008 | Sem comentários
categorias: Apresentações, Brand, Experience, Inspiring, Web
Uma das coisas que mais tem chamado minha atenção ultimamente é o cuidado que algumas marcas estão dando à experiência do consumidor quando utilizam seu produto. Isso já rendeu vários posts em diversos lugares, inclusive aqui, como fatídico post do Caio sobre Experiências e também argumentações sobre coisas tais como o Nintendo Fan Network -no estádio dos Mariners-, Nike+, Ford Office Kit e mesmo aquele post sobre as cafeterias do banco ING.
Outro dia mesmo li num post do Umair Haque, diretor do Havas Media Lab, uma argumentação muito interessante de que o Google hoje é marca mais valiosa do mundo (segundo a Millward Brown), porém não investe quase nada em propaganda. Na verdade ela deixa de ganhar MUITO dinheiro para proporcionar uma experiência melhor (sem banners da P&G na home, por exemplo) e assim torna o seu produto muito mais agradável. O que isso quer dizer para as agências de propaganda?
Como Seth Godin diz nesta entrevista, as agências poderiam estar agregando mais valor do que estão, ajudando os clientes a fazer produtos sobre os quais as pessoas querem falar a respeito, por exemplo, e quem sabe serem remuneradas sobre propriedade intelectual, como a Anomaly propõe, para citar uma.
Ou seja, existe um movimento ENORME em torno da construção de experiências relevantes para as pessoas, seja com produtos, seja com websites, eventos, etc. Isso vale muito dinheiro e é bem mais interessante do que fazer filme de trinta segundos. Todavia, não é nem um pouco fácil. Não existe escola para isso e a mudança de mindset das empresas para que isso ocorra não é nada simples.
Então fica a pergunta: COMO DIABOS FAZER ISSO???
Aí entra o vídeo abaixo. É uma palestra de um cara chamado David Armano, do Logic+Emotion e VP de Experience Design da Critical Mass, de Chicago. O Luiz já falou um pouco dele neste post, mas o lance é o seguinte: o sujeito dá um banho, pois destrincha as habilidades e processos necessarios para inovar neste sentido, para criar experiências que façam alguma diferença na vida das pessoas. Resumindo: obrigatório!
(talvez demore um pouco para carregar e até pareça travar o browser, mas rola)
O que acham?

