pandemia criativa
escrito por Mastropietro Luiz em 21/07/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Prêmios
Uma das maiores vítimas da crise da gripe Aviária no México é a sua própria indústria do turismo, visivelmente “doente” em locais como sites e revistas de turismo:

Mas além de conceder descontos em hotéis e créditos para consumo, o que mais eles poderiam fazer para que as pessoas percam o medo e voltem a viajar para o México?
Além das tímidas iniciativas em Cannes que premiam as causas sociais como YoungLions e categorias de film e print como “Fundraising and Appeals” e “Public Awareness Messages”, esse tipo de problema social poderia ser um bom briefing para agências criarem os seus “fantasmas de RP”, a nova categoria coqueluche de Cannes.
O resultado poderia ser interessante, não só para agências e criativos envolvidos mas principalmente para fazer a criatividade do festival mais relevante para o mundo:
Imagine ver o que a CumminsNitro, que criou o “The Best Job in The World” para promover o turismo em Queensland faria para promover o turismo no México em meio à gripe? E a agência que criou o Hyundai Assurance, que tipo de solução traria para eliminar o medo da gripe por parte de turistas estrangeiros no México?
E a equipe de Obama, que ganhou o prêmio máximo em Cannes com o Titanium “Change” seria capaz de fazer para ajudar aos hermanos mexicanos?
Um bom “fantasma de RP” nunca pode ser um “fantasma de RP”. Por que se ele for bom, naturalmente vai virar verdade.
leões guerreiros
escrito por Mastropietro Luiz em 07/07/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento, Prêmios
Uma rápida análise pelos Leões de PR, Titanium & Integrated revela um aspecto interessante entre os premiados da categoria: a ausência de um produto como herói, um “reason why” ou até mesmo o velho “unique selling proposition” baseado em um benefício funcional.

O fato é que a grande maioria dos Leões dessas categorias são relacionados à experiências, serviços ou mensagens de interesse público. Alguém há de concordar que vender uma ilha paradisíaca na Austrália, um novo álbum do Oasis na Inglaterra, ou vender “esperança” como fez a Cruz Vermelha, são iniciativas que nascem de categorias com níveis de envolvimento bem distintos daqueles que estamos acostumados a trabalhar em nosso dia dia.
É preciso levar em consideração que o nível de engajamento desses clientes é outro, não apenas pela campanha em si, mas sim pelo “produto” ou “causa” que elas exploram. O próprio GP de Titanium & Integrated é um caso típico: quer uma “causa” melhor e mais engajadora do que eleger o Obama e tirar o Bush do poder dos EUA? É natural que as pessoas lutariam por essa causa.
O ponto é que vender idéias como “Obama”, “Earth Hour”, “Mil Casmurros” ou o “Batman Begins” é bem diferente do que vender sabão em pó, carros ou celulares. E sem desmerecer todas estas idéias premiadas, o fato é que eu senti falta daquelas “idéias comerciais de verdade” na lista dos leões de Cannes.
Onde estão os cases geniais para vender carro? Onde estão as idéias inovadoras para vender sabão em pó? Se considerarmos o nível de investimento dessas categorias vs o número de iniciativas premiadas, esse número ainda é muito baixo.
Baseado nesta angústia, este post tenta celebrar alguns “Leões de verdade”: cases de produtos banais que acabaram gerando um valor inestimável ao business de seus clientes.
Cases que além de Cannes, seguramente ganhariam prêmios como o Effie Awards, I.P.A, A.P.G e Jay Chiat. Dentre estes, se eu fosse escolher três, seriam eles: “Hyundai – Assurance“, “Doritos – Volven Los Lentos”, e “Kit Kat Mail” .
Boa parte da indústria toma Cannes como referência, mas muitas vezes as pessoas acabam se esquecendo que a grande maioria desses leões estão vendendo causas humanitárias, turismo, cinema e video-game. Mas a verdade é que em nosso dia dia, em 90% do tempo não estamos vendendo “causas” ou “entretenimento”, mas sim produtos – assim como faziam nossos bisavós.
Talvez seja essa a mudança que os clientes destas categorias mais banais estão precisando: parar de vender produtos e vender mais causas ou experiências.
Ou senão, talvez fosse o caso de Cannes reconhecer os mais valentes “Leões Guerreiros” em meio à orgia criativa que os cerca.
Todos os leões de Titanium & Integrated
escrito por Werner Iucksch em 28/06/2009 | 3 comentários
categorias: Prêmios
Reunimos todos os 15 vídeo-cases que foram premiados nas duas categorias, que é a que mais curtimos por aqui. Algumas delas me parecem ter um alcance minúsculo, mas ok… de qualquer jeito é um ótimo programa para curtir e aprender um pouco.
Só para reforçar o ponto do último post, vários dos cases premiados criaram coisas mais palpáveis do que as campanhas padrão do dia-a-dia. Acho que isso dá caldo.
GP TITANIUM & INTEGRATED
Obama/Biden Presidential Campaign
Obama/Biden 2008 (Obama for America, Washington)
TITANIUM LIONS
Whopper Sacrifice
Burger King (Crisping, Porter + Bogusky, Boulder)
The Great Schlep
Jewish Council for Education and Research (Droga5, Nova Iorque)
Oasis Dig Out Our Souls
NYC & Co. and Warner Brothers (BBH, Nova Iorque)
Clique abaixo e veja os outros 11 premiados, tem coisa muito legal.
+Leia o texto na íntegra
aprendendo com os GP’s de Cannes
escrito por Werner Iucksch em 26/06/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Prêmios
O Festival de Cannes está acabando e os GPs de algumas categorias mostram bem como o pensamento sobre comunicação está mudando. Eu definiria isso com um conceito:
“Comunicação Palpável”
Diversos dos GPs não se limitaram a fazer anúncios. Eles se preocuparam ao extremo em reduzir a chance de rejeição ao blá-blá-blá típico e manjado da propaganda, se propondo a ajudar a resolver problemas ou realizar sonhos na prática, ou seja FAZER coisas de verdade de maneira inspiradora, trabalhando em conjunto com o produto para oferecer algo relevante e inesperado. Vejam só:
Direct, RP, Cyber/Site
Queensland Tourism – Best Job in the World (CumminsNitro Brisbane): aproveita o poder do imaginário coletivo, e entrega a real possibilidade de executá-lo, para comunicar.
Mídia
Nestlé – Kit Kat Mail (JWT Tóquio): criar um novo produto, cujo uso (mandar pelo correio) comunica o emocional
Promo
Yubari Resort (Beacom Tóquio): aproveitou um “feature” real da cidade para criar uma maneira de “abençoar” casamentos que pôde ser desdobrada de maneira a gerar receitas para uma cidade inteira.
Cyber/Publicidade
Fiat – Eco:Drive (AKQA Londres): entrega a mensagem ao ajudar as pessoas a economizarem combustível
Logicamente não é simples de fazer isso, mas me parece fato que aqui no Brasil ainda estamos meio fracos na maior parte dessas categorias (que talvez devessemos começar a chamar de “fundamentos”). Saem coisas legais com print, mas é basicamente isso. É “criatividade de nicho” (não vou nem entrar no mérito dos fantasmas).
Como chegamos nesta?
O Alexandre Gama (no M&M desta semana) tirou as palavras da minha boca: no passado os brasileiros descobriram um jeito de ganhar leão em press e ficaram fazendo isso, esquecendo do resto. Síndrome do olhar para o umbigo somado à bunda pregada na cadeira. Publicitários concorrendo entre si, pensando em aparecer no “Anuário”, reclamando que cliente não entende nada de comunicação (pois não aprova idéias “brilhantes”) e não pondo o pé em ponto de venda NEM À PAU. Exceções existem, mas o dia a dia funciona assim.
Mas tem solução…
Não é fácil, passa por como a gente é premiado dentro das agências, como jurados dos festivais nacionais analisam os cases, por como os projetos são conduzidos dentros das agências, pelos recursos humanos disponíveis, etc. Porém, talvez a coisa mais importante seja pensar um pouco no tipo de desafio que nos colocamos.
Acho que as premiações internacionais voltarão ao Brasil na medida em que a gente consiga ir um pouco além de responder à pergunta “Que vantagem Maria leva?” com mais frequência, passando a responder o seguinte: “Como eu vou ajudar Maria a levar vantagem?”.
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Estalos relacionados:
- Anatomia de uma pequena idéia
- Deriva Criativa
- Relevância sozinha é irrelevante
15 minutos de Titanium
escrito por Mastropietro Luiz em 23/06/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Prêmios
Direto de Cannes, o Marcelo Tripoli flagrou alguns cases que na visão dele foram destaque no Long List de Titanium. Tem muita coisa legal, vale os 15 minutos:
young lions: Case Vencedor (do Caio)
escrito por estalo.org em 10/06/2009 | Sem comentários
categorias: Case, Prêmios
Como alguns sabem, o Caio foi um dos vencedores do Young Lions Brasil, na categoria Planejamento. Ele inscreveu sua experiência no projeto N Jornadas, da Nokia.
Acho que é prova que algumas das coisas que a gente prega por aqui funcionam ou pelo menos têm potencial na prática. Aproveitem, é material do bom.
Um pequeno vídeo para complementar:
Além do Caio, o case vencedor também contou com a participação do Mastropietro, ambos autores do estalo.
mais sobre o effie
escrito por Felipe Senise em 09/06/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Prêmios
Outra marca que me chamou atenção nesse Effie foi o US Army. Exatamente, o exército americano submeteu um case no Effie e levou ouro em brand experience.
A idéia é muito simples: “ministrar” treinamentos do popular game Halo 3 para ganhar novos recrutas. É a marca Us Army se relacionando com os jovens em um lugar que eles já estão e oferecendo o que ela tem de melhor: expertise em estratégia militar.
effie awards e propaganda comparativa
escrito por Felipe Senise em 05/06/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Prêmios

Todo mundo sabe que o Effie Awards não é exatamente “científico” para medir a efiiciência das campanhas que avalia. É apenas um prêmio criativo, que leva a parte “resultados” dos cases um pouco mais a sério. Mas também não vai muito mais além disso.
Cascudo mesmo é o IPA. Esse ou você prova que a comunicação gastou X e gerou X + Y só pelo seu próprio mérito ou volta pra casa sem nenhum bronzezinho.
O grande vencedor desse ano do Effie foi o Burger King, com o Whopper Freakout. Até aí, sem novidade. Campanha muito legal, deve ter tido algum resultado. Bem típico do Effie.
Agora, legal mesmo foi ver o vencedor da curiosa categoria “David VS Goliath”, que premia uma marca challenger. Em uma campanha bem pouco criativa e bem racional, a Nortel chutou o peito da sua concorrente Cisco, acusando suas altas taxas e prometendo até 40% de redução em custos com energia. Veja o filme abaixo e o site aqui.
Infelizmente, o Effie não nos dá acesso gratuito aos papers completos, mas para ter sido ouro deve ter dado um resultado expressivo.
Já devo ter falado isso aqui no Estalo em algum momento, mas vou repetir. Acho uma burrice federal essa rejeição do nosso mercado – com o endosso do CONAR – pela propaganda comparativa. Se cai um brief pra gente, essa não é sequer uma opção. Nem pode ser considerada.
E tem mais. Pensando além do nosso umbigo, é isso o que a sociedade deveria esperar da propaganda: ser informada da maneira mais clara possível a respeito das vantagens de tal produto ou serviço. Chega de viver nesse mundinho hipócrita de falso respeito.
Por fim, vale lembrar que o mesmo Effie no ano passado premiou com o Gran Effie uma das melhores campanhas dos últimos anos: Mac vs PC. Quer alguma coisa mais legal e mais comparativa que isso?
o prêmio mais importante de Cannes
escrito por Werner Iucksch em 03/02/2009 | Sem comentários
categorias: Prêmios
O que você imagina lendo a notícia abaixo, publicada no blog mUmbrella, hoje de manhã?
David Droga vai presidir o júri de filmes, certo? Errado. Trata-se do Titanium and Integrated Lions. Não seria uma forçação de barra do blog, escrito por um planner wannabe ou coisa parecida? A resposta vem da boca do próprio David:
“Essa categorias representam as duas mais empolgantes e importantes dimensões da indústria”
Se o cara de criação mais premiado em Cannes em todos os tempo tem essa noção, creio que dá para concluir o seguinte: podemos querer nos enganar com as manchetes do Blue Bus ou afins, mas enquanto perdermos tempo criando fantasmas, estaremos na segunda divisão da publicidade.
Para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho dele, clique aqui, para ver um rolo do sujeito. E se você estiver na vibe, veja alguns cases que deram merecidos prêmios para o mesmo: Tap Water, Still Free, Million Project.
Cannes | GP’s | Alguma Lição?
escrito por Werner Iucksch em 22/06/2008 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Prêmios
Uniqlock e Halo 3, dois GPs para cada um. Interactive e Titanium no caso do primeiro e Filme para web e Integrated Campaign no caso do segundo, de qualquer forma, se fossemos reduzir tudo a poucas palavras, um é uma utilidade artística (e “voyeurística”) e a outra é entretenimento de primeiríssima, quase um filme no qual a gente pode ser o protagonista.
Veja o case de Uniqlock aqui e o de Halo 3 abaixo:
O que isso diz para nós?
Sei que esse festival não é baseado em eficácia, mas talvez a mensagem seja: Todo mundo sabe que somos pagos para contar só o lado bom da história, portanto não venha com “lições”, não venha com “verdades humanas” para vender fralda a menos que realmente venha do coração, que faça sentir coisas que as pessoas nunca sentiram antes ou que seja útil de alguma forma… então, se for para ficar no meio do caminho, numa dessas é melhor simplesmente fazer alguma coisa legalzinha com um bom demo bom (à lá Activia) e pronto.
Deveria ser óbvio e simples, mas no dia a dia é muito complicado convencer os donos das marcas a fazer com que suas marcas comportem-se como seres que têm emoções que transparecem. A maior parte das marcas parecem atores ruins, que falam o texto inteiro, até colocam alguma entonação, mas tem rigidez facial e movimentos mais duros do que o R2-D2. Por isso existem tão poucos Innocent, Honda, Method. É mais fácil fazer um filme e tal… uma marca feminina fazer o museu da mulher, “nãããã… muito caro”, uma marca de sabão em pó criar parques para crianças brincarem “hmmmmm…. não tem abrangência”. Então vamos fazer propaganda. Viva.
O problema é que consumidores estão mais do que ligeiros em perceber enrolação. Os gringos chamam isso de “ad savvy consumers”, eu chamo simplesmente de pessoas normais. É lógico que é legal ver um filme bem feito, um print bonito, mas me parece que inúmeras vezes falta perceber que, a priore, propaganda só é importante para publicitários e marketeiros. Para 99% da população (ao menos) é MUITO mais importante olhar pro céu e pensar se vai chover, pensar se vai colocar blusa amarela ou azul, se faz um chá ou bebe água mesmo.
Isso muda? Muda sim, mas leva tempo. Infelizmente o modelo de remuneração das agências (e de reconhecimento aos profissionais) ainda faz chover dinheiro com 30 segundos de filme e página dupla na Veja. Já soube de criativo poderoso ficando indignado com idéia da agência se concentrar em fazer cases ao invés de ganhar premiozinho em print ou film. Projeto digital interativo sendo barrado para argumentar que 1 filme e 3 prints resolvem, então…
Fazer coisas sobre as quais as pessoas QUEREM falar e interagir… bom, fica pra próxima.
(Leia mais sobre o case de Halo aqui e aqui. Thanks ao Brainstorm9 pelo embed do vídeo case)
Cannes | GP Film | Gorilla
escrito por Werner Iucksch em 21/06/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento, Prêmios
Gorilla levou um dos o GP de filmes (o outro foi Halo 3, o Senise fez um ótimo post sobre ele). Voltando para Gorilla, o filme é misterioso, mas deu um resultado tremendo. A Cadbury diz que esse filme foi a peça central para fazer a empresa bater suas metas ano passado. Se alguém ainda não viu, veja:
Interessante pensar que isso é tão louco que com certeza absoluta nunca seria veiculado se tivesse passado por pesquisa, certo? Tal não é a surpresa de muita gente quando descobre que na verdade esse filme foi testado sim. E pela Millward Brown (MwB), no mesmo Link Test pelo qual passam filmes de Johnson’s Baby, Doriana e diversas outras marcas que não são exatamente conhecidas pelo seu arrojo.
E não é que o filme ficou entre os 20% melhores do banco de dados da Millward da Inglaterra?
No blog do Nigel Hollis, chief global analyst da MwB, rolaram duas discussões muito interessantes que em certo ponto acabaram neste filme. A primeira falava especificamente sobre a validade de pré-testar material como 1984 (lembram-se disto?) e Gorilla, que têm linguagens muito novas, portanto existiria uma predisposição ao clássico “não conheço/entendo, portanto não gosto”, vale a pena ler tudo, mas o argumento é que acertando metodologia, perfil dos entrevistados e o que observar nos resultados, certamente 1984 passaria.
Na discussão do segundo post, mais especifico sobre “Gorilla”, Nigel destacou que a taxa de Enjoyment (Divertimento) causado pelo comercial é altíssima. Seguindo o raciocínio, chocolate, de maneira geral, é divertimento, é endorfina, é puro prazer. Aí o negócio começa a fazer sentido. A campanha lembra as pessoas como chocolate faz elas se sentirem (tem outro filme da Cadbury com a mesma linha). Ou seja, definiu-se o que se deveria esperar do filme.
O desafio final seria fazer o link com a marca. O ponto tricky para converter isso em resultado de vendas não pode ser desprezado e me lembra os tempo que eu planejava para Unilever: a campanha vende a categoria e, na Inglaterra, Chocolate = Cadbury. Ou seja, levar em consideração a situação de mercado da marca e não apenas o pré-teste em si.
Grande filme, brilhante, mas que não foi destroçado pois ficou claro o que ele tinha que fazer. Parte do mérito é para as pessoas responsáveis pelo pré-teste e para o cliente. Ao contrário do que muita gente prega por aí, o cara não foi dar a cara para bater, botou o seu na reta, colocou a faca entre os dentes… o cara arriscou sim, lógico, mas muito menos do que a muita gente por aqui acha que nossos clientes deveriam fazer. E conseguiu o GP.
Último pensamento, aqui no Brasil a campanha venderia Nestlé?
Cannes | Dá até pena do GP de Press
escrito por Werner Iucksch em 18/06/2008 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Prêmios
Serei apenas eu, ou ao ver o GP de Press muita gente ficou pensando “Que tosquera…” ?
Na verdade talvez nem seja ruim como posso estar fazendo parecer, talvez seja só uma peça publicitária das antigas. O que me espantou mesmo foi o contraste destas peças – supostamente o melhor raciocínio posto em print em todo o mundo nos últimos 12 meses – com os outros GPs já divulgados…
Sei lá, seria o caso das melhores mentes estarem deixando de se fixar tanto em print? (da mesma forma que Steven Spielberg não se contenta em fazer apenas filmes, que a Nike não faz apenas tênis de corrida e assim por diante). Se for isso, graças à Deus, se não for, então estamos assistindo a uma maturidade enorme de outras mídias e de clientes, pois me parece que as coisas mais consistentes estão vindo de outras áreas. Se vermos o que foi apresentado pela Projector (abaixo), dá até pena da equipe de DDB de Joanesburgo e seu anunciozinho de Energizer. Da mesma forma, se pegarmos o case de Burger King Games (Titanium 2007), dá pena do GP de Press que Tide ganhou no ano passado (mesmo sendo muito mais interessante do que Energizer, em minha opinião).
Certamente tem um componente do poder do movimento e interatividade, de termos várias mídias trabalhando com um único objetivo (que é o caso de Integrated), de termos mídias completamente novas (como Titanium) que acabam diminuindo o impacto de press. Seria essa a razão do meu pseudo-deboche de Press?
Não tenho certeza, provavelmente as duas coisas juntas estão fazendo com que Press perca destaque, então não sei porque o Brasil continua se pautando tanto em criar anúncios fantasma (criação pára para fazer fantasma, todos sabem), se isso está deixando de ser o TOP de criatividade. Quer fazer fantasma, por que não faz de cyber? Certamente dá para fazer coisas muito mais legais do que um anúncio tosco publicado na “Simples” ou coisa parecida, com custo quase zero. Se eu fosse redator, diretor de arte, pararia para pensar nisso, da mesma forma em que penso em como planejar algo digno de Titanium, Effies, Jay Chiat Awards e paro para pensar em como deixar tudo que faço cada vez mais digital, interativo e integrado.
O sarrafo subiu, mas muita gente ainda acha que dá para saltar com vara de bambu.
Cannes | GP Interactive/Titanium| Uniqlock
escrito por Werner Iucksch em 18/06/2008 | Sem comentários
categorias: Prêmios
O GP de Interactive Campaign deve ir para a Projector, do Japão, para um projeto desenvolvido para a Uniqlo, aparentemente uma espécie de C&A jovem do Japão.
A idéia é maravilhosa, mistura propaganda e arte de maneira digna de (ou, na minha opinião, superando) um filme de Stella Artois.
O lance é foi misturar dança, música e o tempo, daí o nome da ação, UNIQLOCK. Unindo tudo, o resultado eram performances artísticas na qual pessoas dançam, interpretam e fazem pequenos espetáculos em 5 segundos, intercalados por outros 5 segundos no qual um relógio domina a tela, dando a impressão que tudo aquilo estava acontecendo em sequência, tempo real… aguçando também, é claro, o instinto voyeur das pessoas enquanto mostra as coleções de verão e inverno, ao longo do ano. Genial.
Cliquem abaixo para terem um sabor e ficarem com inveja.
Assim que eu tiver acesso aos resultados, colocamos. Eis os detalhes:
Description:
UNIQLO was seeking an innovative way to build its brand awareness internationally, and promote its business expansion into the global market. We recognized the 70 million blogs worldwide as a powerful buzz-building media, and created a functional and entertaining blog widget for the bloggers to spread the brand globally. The campaign concept we developed was the fusion of a CLOCK which functions as a blog utility, time signaling MUSIC, and DANCE performance videos with UNIQLO clothing. We named it UNIQLOCK. As a 100% UNIQLO branded widget, this automatically became a tool to connect UNIQLO and the world’s bloggers.
Launch And Execution:
As a teaser, we uploaded 16 audition videos onto Youtube. Then we launched the UNIQLOCK site to start distributing the blog widget. The numerous dance videos and the clock counter appearing seamlessly one after another makes the viewers eager to see more. Since the widget plays all-year round, 24/7, the dancers change their outfits according to the season. The bloggers were motivated by seeing the website’s world map which visualized the expansion of all of the users. Screensavers and shop installations were also released to enhance the UNIQLOCK experience, from personal desktops to the UNIQLO stores.
Results:
Over 27000 widgets from 76 countries Over 68 million views from 209 countries (widgets + website) Over 500 thousand views on You Tube (the audition videos) Over 175 thousand downloads (screensavers) Over 619 thousand web pages (google) (To Date: 10th January, 2008 )
Cannes | GP Promo | HBO Voyeur
escrito por Werner Iucksch em 17/06/2008 | Sem comentários
categorias: Prêmios
Isso está saindo em todos os lugares, é verdade, mas acho que vale a pena mostrar por aqui também, principalmente porque resolvi colocar o case com toda a descrição, conforme foi veiculado em Cannes (inclusive resultados). O trabalho é da BBDO NY, juntamente com a Big Spaceship, para HBO. Comecemos com uma olhada no videocase.
Objective:
The campaign goal was to fortify HBO against increasing competition by strengthening the brand’s relationship with super-fans. Incredibly engaged in all forms of media, they seek intelligent, cutting-edge entertainment experiences. Super-fans recognize HBO as one of the few brands that respects their intelligence. They don’t just watch HBO programs – they’re completely involved and engaged before, during and after a show.The creative task was to ignite this same level of passion around the HBO brand itself. Success would be determined by positive shifts in brand perception metrics, improved bonding levels among super-fans and increases in online brand buzz.
Development:
In order to impact perceptions among an already positive audience, it wouldn’t be enough to tell super-fans that we are the leaders at cutting-edge, innovative storytelling – we needed to show them.HBO Voyeur took the act of watching, already an integral part of the HBO experience, and intensified it. The viewers became essential players within the story – their gaze the very essence of the concept for HBO Voyeur:sometimes the best stories are the ones we were not meant to see. It encouraged viewers to seek more, become a part of the story and engage with the content.
Relevance:
In order to encourage the participation beyond passive viewing that is so critical to super-fans’ experience with the brand, HBO Voyeur was expressed as a multi-media, multi-platform program, each touch-point acting as an invitation to engage with the project as a whole.It began with a life-size projection on the side of an apartment building in downtown Manhattan, creating the illusion that the wall had been cut away and allowing viewers to experience the story by seeing the lives inside.The campaign extended to HBOVoyeur.com, HBO On Demand and HBO Mobile, with each content experience uniquely tailored to its platform.
Outcome/Results:
HBO Voyeur strengthened super-fans’ perception of the HBO brand: 74% said Voyeur set the HBO brand apart. 72% claimed it made them think HBO is better than other networks. 60% said it made them more interested in the HBO brand.The campaign led to improved feelings towards programming, even though Voyeur was not linked to any specific shows. (Hall and Partners)Additionally:3,200+ people visited the Manhattan event. Over 1 million users visited HBOvoyeur.com within the first 3 weeks (Google Analytics). The campaign was mentioned in 500+ blogs, prompting conversations and debate (Nielsen BuzzMetrics).
Nelka: rent a car
escrito por Felipe Senise em 17/06/2008 | Sem comentários
categorias: Prêmios
Vou inaugurar nossas postagens sobre Cannes 2008 com um case da JWT Costa Rica que eu tinha visto há uns cinco meses. Gostei bastante, mas passou batido e hoje vi que levou um leão de prata em Direct. Aliás, o primeiro leão da história da América Central (!).
O case é de Nelka, uma “rent a car” da vida. Os caras tiveram a manha de convencer mais pessoas a alugarem carros dando uma detonada no turismo nacional. Afinal, as estradas costa-riquenhas têm tantos buracos que se alguem for viajar pela Costa Rica, é melhor que não vá com seu próprio carro. Saca só o video-case:






