que medo do futuro
escrito por Werner Iucksch em 05/03/2010 | 2 comentários
categorias: Cool, Design, Experience
(do repositorio do @ricaa)
banco imobiliário da vida real
escrito por Werner Iucksch em 28/12/2008 | Sem comentários
categorias: Design
Muito louco: em Hong Kong a maior parte do dinheiro que circula nas ruas é produzido por bancos comerciais, inclusive bancos privados. Me lembrou o banco imobiliário. É como se o Itaú desse um tipo de cédulas nos caixas e o Bradesco emitisse outro tipo, com outros gráficos, em seus ATMs. No final tudo vale a mesma coisa, mas é o banco que garante o valor daquela cédula. Se o HSBC quebra, por exemplo, quem tem dinheiro do HSBC pode perder tudo se o governo não intervir. Saquem só:
Bank of China
HSBC
Standard Chartered Bank
Governo de Hong Kong
Imagino se foi a JWT que desenhou as cédulas do HSBC, job muito louco… alguém aí se arrisca a desenhar o real do Itaú, Bradesco ou afins?
converse century
escrito por Werner Iucksch em 21/09/2008 | Sem comentários
categorias: Arte, Cool, Design, Inspiring
Ontem eu estava assistindo um canal de música desses qualquer, quando lá pelas 2 da matina passou o clipe abaixo. Achei o formato muito louco. Recortes animados, cenários minimalistas e ritmo pegajoso, uma cooperação entre Julian Casablancas, Santogold, NERD e Pharrell Williams. Pensei em coloca-lo como referência aqui no Estalo.
Minha surpresa foi quando achei o clipe no YouTube e li que ele, na verdade, é parte da campanha Converse Century (também conhecida como “Conectivity”), que celebra os 100 anos da marca. Esse clip na verdade foi idealizado pela Anomaly em parceria com a Cornerstone Promotion e quer transmitir a mensagem que todos estão conectados de alguma forma (como os bonecos de papel do vídeo).

Evidentemente fui atrás para ver o que mais eles estão fazendo neste ano tão especial para a marca e achei legal a diversidade de ações, não só nos EUA.
Aliás, a campanha roda em 75 países, então tem muita coisa. +Leia o texto na íntegra
descomoditizando a hp
escrito por Werner Iucksch em 06/09/2008 | Sem comentários
categorias: Atitude, Brand, Design
A categoria de computadores pessoais, embora tenha tudo para ser diferente, provavelente é uma das mais comoditizadas que há entre os bens de consumo duráveis. Muitas coisas sobre processadores, bytes, RAM e poucas sobre coisas que alguém realmente entende ou se interessa.
A Apple talvez seja a única que tem algum apelo para quem vai além de specs e preço. Recentemente, porém, tenho visto umas coisas interessantes da HP mundo afora. Parece que eles realmente estão empenhados em mostrar que não são “fazedores de computador”. Pelo que vejo, estão tentando trabalhar com as pessoas e com outras marcas para virar sinônimo de criatividade top e quem sabe tornar-se a “Apple dos PCs”.
Para isso, evidentemente não apostam apenas em propaganda. A “comunicação” da HP atualmente está bem diversificada.
Um exemplo recente é a parceria com a MTV global para fazer o “Engine Room“, que estréia dia 15. A idéia é simples: 4 times de designers que competem para ver quem melhor responde a briefs dados pelo programa, utilizando equipamento da HP. Tem time da Asia/Pacífico, Europa, América do Norte e América Latina. Inclusive tem um designer brasileiro no meio, que aparentemente trabalha nos EUA.
Além de ser interessante ver um programa sobre criatividade no ar com a marca deles, ainda tem um “plus a mais”. Qualquer um pode fazer o upload de seu portfólio e toda semana o conjunto mais bem avaliado leva um prêmio, como um laptop ou coisa parecida.
Falando em upload de conteúdo e laptops, lembrei de outra ação deles, a “Take Action.Make Art.“, do ano passado, na qual pediram para usuários fazer skins para seus laptops. O vencedor (abaixo) teve seu trabalho cristalizado em uma série limitada de laptops.

E o resto dos skins, foi jogado fora? Não. A HP criou uma ferramenta muito legal chamado SkinIt, através da qual é possível fazer skins para praticamente qualquer produto deles (câmeras fotograficas, laptops, PDAs, etc) e muita coisa de outras empresas (iPhone, por exemplo), utilizando designs do “Take Action…”, com suas próprias imagens, cliparte do site ou até mesmo buscar algo no Flickr e afins. Eles imprimem em adesivos de alta qualidade e te mandam.
Esses três exemplos já são muito bons, mas eles também estão conseguindo inovar nos computadores. Recentemente lançaram o HP TouchSmart, que tem tela sensível ao toque. Tem gente que acha que é um iPhone grande, mas ao menos eu achei interessante. A tela talvez fique um grude, mas a brincadeira deve ser legal.
Aqui e aqui você encontra outros dois filmes de lançamento.
Somando tudo isso à parceria com a News Corp. para viabilizar o filme da Bruxa de PortoBello, como mostramos esses dias, acho que dá para falar sem medo: a HP está em um bom caminho para sair do atoleiro da comoditização.
Daqui uns tempos quem sabe não estaremos falando da HP juntamente com cases de Honda, Nike e Innocent?
green is the new black
escrito por Felipe Senise em 26/08/2008 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, Design, Inspiring
Há uns dois meses o Fernand Alphen da F/Nazca escreveu um post muito bom no Blog do GP, chamado Propaganda e Sustentabildiade. A idéia – reduzindo grosseiramente o que ele escreveu – é que a indústria da propaganda prega sustentabilidade pelos quatro cantos por meio de suas marcas, mas ela própria não atua de forma sustentável, já que ela não compensa o grande impacto cultural que suas mensagens causam na sociedade.
Incontestável. Não fazem e dificilmente o farão. Essa provavelmente é uma daquelas contradições internas do sistema que Marx teorizou a exaustão em seus estudos. Quando você estimula e incentiva comportamentos entra em um caminho de mão única, sem retorno a vista.
Porém, notem que a idéia não é anular o impacto, mas sim compensá-lo de alguma maneira. As indústrias de bens de consumo entram por caminhos já conhecidos (e até desgastados apesar de necessários) para equilibrar a balança. Mas e a indústria da propaganda, das idéias comerciais, o que tem feito?
Em geral a resposta é “pouco, muito pouco”, para não dizer nada. Porém, vi uma coisa muito legal que aconteceu recentemente em Porto Rico.
A Heineken tirou o foco da sustentabilidade de suas garrafas e resolveu reciclar a sua propaganda (!). Explico: a comunicação dos caras sempre usou e abusou de outdoors de lona, que depois do tempo de veiculação iam para o lixo. A idéia foi contratar um estudiozinho de costura e utilizar o material dos outdoors para fazer bolsas. Bolsas de material reciclado de propaganda.

Como a marca é muito querida em Porto Rico, se tornou um objeto fashion, vendido nas butiques mais famosas da região, sob a chancela “Heineken: Vive verde”.

Dá uma olhadinha no video-case.
Idéia simples, mas que partiu de um pensamento novo: o que a propaganda pode fazer para compensar o impacto cultural que causa nas pessoas? Como disse o Fernand no fim de seu post: “Quando a propaganda reconhece seu compromisso com o nosso futuro, ela vira cultura. E quando ela vira cultura, ela é melhor”.
marcas em primeira pessoa
escrito por Mastropietro Luiz em 02/07/2008 | Sem comentários
categorias: Design, Pensamento
“Faço o que eu digo, faço o que eu faço”.



Algo de interessante ocorre no mundo das embalagens. Splahs, adornos, contrastes e luzes brilhantes estão dando lugar a embalagens mais simples, suaves e minimalistas. Tão simples que algumas marcas chegam até a desistir do usual “reason why”, e raramente possuem uma cartela cromática com mais de três cores.
Ao invés de ter um nome, um princípio ativo, ainda explicar todos os benefícios do produto, essas embalagens já falam tudo por si só de uma forma extremamente simples e direta. Em meio as gôndolas lotadas e consumidores com o Paradoxo da Escolha, essas marcas “Falam logo porque veio.”
Direto ao ponto. Afinal de contas, as pessoas não demoram mais do que 10 segundos para decidir o que vão comprar na gôndola do supermercado. Nessas horas, menos pode ser mais.
criatividade para a sociedade
escrito por Werner Iucksch em 30/06/2008 | Sem comentários
categorias: Apresentações, Design, Inspiring
Quem acompanha o blog já deve ter reparado que existe uma tensão entre os autores, sobre a falta de impacto da profissão na vida das pessoas… não importa o quão criativo sejamos, no final vai vender sabonete, cartão de crédito ou telefone celular. Nesses momentos eu gosto de passar pelo TED para checar como a criatividade e a inteligência humana estão se desenvolvendo em áreas menos marketeiras, por assim dizer. Estava dando uma olhada no dito site (para quem não conhece, vá por lá com tempo para explorar, pois é um site com palestras brilhantes de pessoas sensacionais) e me perguntei, será que nunca nenhum brasileiro foi dar uma palestra por lá?
Comecei a procurar e achei um cara. Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, foi pra lá para falar sobre sobre cidades. Ele dá alguns exemplos do que fez em Curitiba, mas na verdade o lance é sobre criatividade, sobre como chutar o senso comum pra escanteio, pensar lateralmente e resolver problemas. Vale a pena:
(O Update or Die fez um post sobre essa palestra no começo do ano, mas achei que vale a pena repetir a dose, já que comecei a pensar demais sobre a carreira)
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