a bibliografia do Brasil no google
escrito por Mastropietro Luiz em 01/07/2010 | 1 comentário
categorias: Mídia, Pesquisa
Nos arquivos históricos sobre tudo o que o Google lê sobre o Brasil, existem apenas quatro grandes eventos que fogem da curva: tudo começa com o descobrimento em 1500. Depois vêm a Independência, em 1822 e a abolição dos escravos em 1888. O último pico vêm com a Copa do Mundo de 2002 e o Pentacampeonato do Brasil.

São fatos históricos que surgiram muito antes da era da conversação massiva digital. Em tempos em que um narrador brasileiro vira notícia global da noite para o dia, dá a impressão de que a Copa de 2010 ou 2014 tenham mais potencial de serem falados do que a própria descoberta do país.
Ao mesmo tempo, esses eventos raramente serão tão marcantes e perenes como os fatos do milênio passado. Nesse novo cenário, tudo é mais falado, discutido e remixado, tudo fica gigante mais rápido, mas ao mesmo tempo some com mais rapidez. Tudo pode virar um hit em 15 minutos, mas geralmente cai no esquecimento 15 dias depois.
Em tempos voláteis de assuntos fugazes, como manter uma conversa mais consistente sobre seja lá o que for?
O espírito das apresentações de 2009
escrito por Mastropietro Luiz em 13/01/2010 | 5 comentários
categorias: Apresentações, Pesquisa

O SlideShare realizou um censo com todas as apresentações hospedadas em seu acervo durante o ano de 2009. E com base no resultado desse mapeamento das apresentações, extraímos algumas hipóteses:
Presentwitter:
Em uma época onde 140 caracteres podem dizer mil palavras, as apresentações tendem a ser mais simples objetivas. Metade de toda a amostra tinha menos de 10 slides – e provavelmente são estas as apresentações que têm mais audiência.

Peculiaridades regionais:
Os franceses, adeptos do movimento “slow food” também parecem ter bastante tempo para se relacionar com os PPT´s. Para se ter uma idéia, os powerpoints franceses tem em média 38 slides – mais do que o dobro do que os práticos americanos, que precisam de apenas 18 slides para “fazer a função”.

As palavras gastas:
Um tagcloud de assuntos que rolam nas apresentações pode ser encarado como um bom “mapa das palavras gastas” de powerpoint. As mulheres falam mais em social media e twitter: coisas sociais, relacionamento. Já os homens, falam mais em business e management: dinheiro e poder. Pelo mapa, de modo geral dá a impressão de que boa parte dos usuários do Slideshare trabalham com marketing ou comunicação.

Tipografias predominantes:
As clássicas Arial e Times New Roman lideram com folga o uso de fontes. Por conta dos bullets em excesso, a Wingdings surpreende e figura em terceiro colocado.
Destaque para o aparecimento da novata e moderna Calibri, que ultrapassou a já tão fagimerada e cômica Comic Sans:

Veja o SlideShare Zeitgeist completo aqui.
Estalo relacionado:
Aprendendo com Steve
Planner Survey 2009
escrito por Werner Iucksch em 14/08/2009 | 1 comentário
categorias: Pesquisa
finalmente ficou pronto o survey que a Heather LeFevre faz todos os anos sobre o mercado de trabalho de planejadores. Neste ano tivemos 220 brasileiros respondendo e, pela primeira vez, deu para abrir resultados de salário médio em nossas terras. Vale a pena ler tudo, mas se está curioso para saber se ganha bem ou bem mal, vá para o slide 25.
Publicitários Miss Simpatia
escrito por Werner Iucksch em 20/07/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Pesquisa
Saiu por aí o ranking anual da GfK elencando as profissões mais confiáveis em cada país, de acordo com a população. Sempre que vejo isso não sei direito o que pensar, pois publicitários normalmente estão razoavelmente bem colocados no Brasil, enquanto no resto do mundo a vida é mais dura.
Neste último levantamento ficamos num 9º lugar por aqui, com 65% das pessoas confiando em publicitários. No mundo ficamos em 16º, com apenas 28% de taxa de confiança. Algumas hipóteses para todo esse disparate:
1) As pessoas sabem que o Conar e Procon (principalmente) funcionam quando o assunto é propaganda enganosa (e no exterior não seria assim)
2) Estamos fazendo apenas propaganda bunda e genérica, portanto ninguém fica incomodado e sendo assim vamos bem no Miss Simpatia de cada ano

Provocação: Seria esse índice de confiança um sinal indireto de que estamos errando a mão? Afinal, segundo outra pesquisa, da Seleções, as pessoas estão cada vez menos fiéis às marcas líderes (novidade…). Talvez fosse o caso de incomodar algumas pessoas para construir relacionamentos mais fortes com outras.
a intersecção da TV com o google
escrito por Mastropietro Luiz em 09/06/2009 | Sem comentários
categorias: Mídia, Pensamento, Pesquisa
O que você faz enquanto assiste televisão?
Uma pesquisa da Deloitte revelou que cerca de 63% dos brasileiros costumam desenvolver outras atividades enquanto estão em frente da TV. Desses, 44% navegam na internet ao mesmo tempo em que passivamente assistem televisão.
E se boa parte da audiência da TV está navegando na internet ao mesmo tempo, fica cada vez mais evidente a necessidade de um meio conversar com o outro, reforçando ainda mais o ponto do Gareth Kay – “It´s not about social media. It´s about social ideas”.
Dentro desse contexto de consumo multi-tarefas, é interessante notar a interação cada vez mais fluida entre o que rola na televisão e o que as pessoas buscam no google. Enquanto veículo de massa, a TV sempre acaba pautando a agenda das pessoas também no mundo on-line. E uma boa maneira de medir isso é pelo google trends, que mostra infográficos sobre o que as pessoas estão procurando ativamente na internet.
Em tempo real é possível ver o nível de engajamento das pessoas em resposta aos estímulos da TV. O Fantástico, da Globo, toda semana tem picos que começam na quinta feira e vão até a segunda feira. As buscas no google aumentam quando começam as chamadas do programa ao longo da semana, e termina com o reprise da Globonews do domingo. Dá pra reparar, por exemplo, que as chamadas do Fantástico do dia 24 de maio foram mais efetivas. E certamente esse é um jeito mais “2.0″ de medir a qualidade do conteúdo dos programas:

E se nos domingos o Fantástico domina, na segunda feira quem reina é o CQC, com picos mais agudos e um gráfico com linhas mais triangulares. Isso provavelmente porque (erroneamente) a Band não trabalha com a estratégia de realizar chamadas antecipadas para o CQC ao longo da semana:

Outra coisa legal de notar é como o nível de engajamento on-line do CQC é relativamente maior que o do Fantástico. Para se ter uma idéia, a média de audiência na televisão do Fantástico é de 23,9 pontos, enquanto o CQC fica com 4,5 (aud. domiciliar). Mas em termos de pessoas que buscam pelos programas no google, durante várias semanas do mês de maio os números do CQC foram relativamente maiores do que o dominical da Globo.
E independente da qualidade dos programas ou da qualificação da audiência, o que dá pra constatar é que de fato não existe uma separação entre o mundo on e off line, mas sim uma natural fusão das interfaces de informação.
E aí, o que você vai fazer para o seu comercial da TV conversar um pouco mais com a internet?
Estalo relacionado:
Google e mais nada? Bullshit.
mapas do pecado
escrito por Werner Iucksch em 12/05/2009 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, Pesquisa
Parece nome de novela da Record, mas é isso mesmo que um pessoal da Universidade de Kansas fez: pegou um montão de dados e plotou no mapa dos EUA para mostrar a propensão de cada localidade executar algum dos 7 pecados capitais. Visualização criativa de informação. Demais.
Como não podia deixar de ser, vermelho significa que tem mais gente pecando e azul quer dizer que tem mais santinhos no local… Reparem que pode-se falar de tudo, menos que americano é preguiçoso. Como disse um: “executar os outros pecados deve dar trabalho”.
Inveja

Ganância

Preguiça

A metodologia é muito louca, da para criticar de mil maneiras, mas prefiro ver o lado bom do trabalho. Clique aqui para ler a respeito. Vendo isso só tenho medo de pensar em como seria um mapinha desses no Brasil ;-)
Veja o restante dos mapas clicando abaixo
+Leia o texto na íntegra
futuro do pretérito
escrito por Mastropietro Luiz em 08/05/2009 | Sem comentários
categorias: Pesquisa, Quotes

“Trying to predict the future based on research is like trying to drive a car by looking in the rear-view mirror.”
Marshall McLuhan
Mais um great quote for planners do Meme Huffer
google e mais nada? bullshit
escrito por Werner Iucksch em 04/05/2009 | 3 comentários
categorias: Mídia, Pesquisa, Web
Quem se interessa por comunicação eficiente certamente já parou para estudar um pouco o search marketing. Não é muito glamuroso, mas pode dar resultados fantásticos em pouco tempo. Search faz a internet ter algum sentido, senão seria praticamente impossível achar qualquer coisa, de maneira que muitos falam que o Google é a sua homepage de fato (a Dell até criou uma homepage co-branded com o Google, que está em todos os seus computadores)
O interessante é que muitos usam essa informação para argumentar que uma estratégia baseada apenas em search é mais eficiente. Comprar links no Google seria uma forma de vender pra chuchu. Nunca comprei muito essa teoria, mas não tinha dados objetivos para rebater. Eis que essa semana vi uma apresentação do próprio Google batendo nessa premissa… segundo eles, nada mais errado do que acreditar que só search pode fazer uma campanha de sucesso.
O Google cita uma pesquisa da Jupiter Research sobre o assunto, que entre muitas coisas perguntou:
“Nos últimos 6 meses, quais das seguintes coisas te motivaram a entrar num search engine e procurar informação sobre uma empresa, produto, serviço ou slogan?”

Esse resultado é relativo ao público americano, mas não vejo razão para que a mensagem final seja diferente no Brasil: campanha off-line dá vida para campanha on-line, criar um argumento no qual uma coisa é boa e a outra ruim é uma tremenda bullshitagem para vender mídia. Se mesmo o Google fala sobre o assunto, acho que dá para pensar nisso na sua próxima campanha.
Planner Survey 2009
escrito por Felipe Senise em 30/04/2009 | Sem comentários
categorias: Pesquisa

Faz 5 anos que a Heather LeFevre, da CP+B, organiza uma pesquisa para saber quanto está pingando debaixo do colchão dos planejadores ao redor do mundo. O Werner já tinha falado disso ano passado.
Participem – anonimante, claro – clicando aqui. Quem sabe a gente não consegue juntar gente suficiente para ela conseguir abrir os dados brazucas.
Para receber a pesquisa finalizada, clique aqui.
“age of monologues”
escrito por Werner Iucksch em 28/03/2009 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Pesquisa
Pesquisa engraçada. Quais as vantagens de se usar a internet como meio de comunicação?
As quatro primeiras razões são comerciais (que podem ser temporárias) ou são coisas que poderiam ser realizadas com facilidade por outras mídias. A possibilidade de interagir com as pessoas, ou seja falar COM elas, ao invés de PARA elas – que ao menos para mim é o grande diferencial – fica num triste quinto lugar.
Quero acreditar que a amostra não é representativa, mas me parece que a anunciada “Age of Conversation” por enquanto é algo que está apenas na cabeça de quem lê blogs como o Estalo. Para os anunciantes tanto faz.
você sabia?
escrito por Mastropietro Luiz em 17/12/2008 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, Pesquisa
e não é que teve pré-teste?
escrito por Felipe Senise em 20/10/2008 | Sem comentários
categorias: Pesquisa

Todo mundo está careca de saber da polêmica em cima da propaganda da campanha da ex-prefeita Marta Suplicy perguntando se o prefeito Gilberto Kassab é casado e tem filhos. Ela inclusive perdeu valiosos minutos de veiculação por conta da condenação na justiça, que entendeu preconceito sugerido no comercial. Se algum ser humano ainda não viu filme, veja aqui.
Quando eu achava que essa história já tinha rendido tudo o que podia, aconteceu algo no mínimo curioso no debate de ontem, realizado pela Rede Record.
Uma das jornalistas da emissora – como não poderia ser diferente – questionou Marta sobre as intenções da famigerada propaganda, se ela concordava com aquilo e como encarava a condenação na justiça. Enfim, disparou um “explique-se”. E a candidata foi seca na resposta: “Essas perguntas foram testadas por marqueteiros e ninguém viu aquelas perguntas como malícia. O que aconteceu depois que influenciou”.
Ih, rapaz, que será que aconteceu com o pré-teste? Deu água? Culpa do instituto meia boca? Da moderadora tiazinha? Do roteiro truncado? Das coxinhas muito oleosas?
Tenho a hipótese de que valia mais a pena ter gastado neurônios de bom senso do que grana nesse pré-teste. Mas enfim, só uma hipótese, né? Acho bom fazer uns dois grupos com leitores do Estalo para ver se se confirma. Quem topa? :D
mais opções, menos audiência.
escrito por Mastropietro Luiz em 06/10/2008 | Sem comentários
categorias: Pesquisa
Embora a base de assinantes da TV paga tenha crescido 16% no último ano, a sua audiência vem caindo.
Segundo o Ibope, a média nacional de audiência dos canais pagos no horário entre 7h e 24h teve uma queda de 17% ao compararmos o período de maio de 2007 com maio de 2008. Dos cinco canais pagos mais vistos, só um cresceu no último ano. Enquanto isso, neste mesmo período, com exceção do SBT, todas as TVs abertas cresceram entre os assinantes,

Mas porque será que mesmo com mais opções, a audiência da TV paga está diminuindo?
Tenho aqui três hipóteses, mas outras são bem vindas nos comentários:
1) A TV aberta está trabalhando melhor o seu conteúdo do que a TV Paga.
2) As pessoas (em especial os novos assinantes) simplesmente não têm o hábito de ver TV Paga.
3) Os assinantes de TV Paga estão passando mais tempo na internet, jogando video games e assistindo DVD’s.
Talvez não seja possível eleger um só motivo. Provavelmente é uma combinação destes três e mais alguns fatores extras (se você enxerga algum além destes, deixe um comentário).
Na minha televisão tem 75 canais diferentes, mas geralmente transito entre menos de dez. Em relação a programação, sei de cabeça o que está passando em 3 ou 4 destes canais. O resto da programação é aleatória, e depende do “Zapping” para chamar a minha atenção. Conquistar a audiência enquanto estão zapeando não é uma tarefa das mais fáceis.
Outro fator que dificulta a vida da TV Paga é que a sua base de assinantes pertence às classes sociais mais elevadas e que por consequência também têm mais acesso a internet, DVD e video games. Para se ter uma idéia, o tempo que os assinantes de TV paga ficam na internet subiu 20 minutos nos últimos três anos, enquanto o tempo assistindo aos canais pagos teve um descréscimo de dez minutos.
Apesar desta crise, em épocas de eleições a TV Paga tem uma boa oportunidade para veicular conteúdo de qualidade e gerar retenção entre aquelas muitas pessoas que fogem do horário político para os canais por assinatura. Para se ter uma idéia, durante o primeiro mês do horário eleitoral gratuito na TV aberta, a audiência da TV Paga subiu 104%.
Independente do motivo pelo qual a base de assinantes da TV Paga aumenta e a sua audiência diminui, este fato gera um desafio interessante: como fazer com que estas pessoas que têm cada vez mais escolhas saírem da inércia do Zapping dentre os canais 15 a 25, e fazer com que elas passem mais tempo no Zapping 25 a 75?
connectors pra quê?
escrito por Werner Iucksch em 01/10/2008 | Sem comentários
categorias: Pensamento, Pesquisa
Pode não parecer, mas um dos conceitos mais controversos ao redor de redes sociais é a real importância dos sujeitos que Malcolm Gladwell chama de “Connectors”.

— E tem muito estudo sério argumentando sobre isso, então este post é mais longo e acadêmico do que de costume, mas vale a pena para quem gosta do assunto —
Net ‘95 vs Net ‘08
escrito por Werner Iucksch em 16/09/2008 | Sem comentários
categorias: Pesquisa, Web
Quais oportunidades estão aguardando para serem convertida em sucessos na Internet? O futuro ainda não temos como ter certeza, mas olhando para o passado podemos ver onde muitos casos de sucesso se ancoraram.
Estava aqui enfurnado lendo uns artigos quando me deparei com a tabela abaixo. Ela fala sobre das possibilidades e ameaças que a Internet representa em diversas áreas. O que me chamou muito a atenção é que ela foi escrita há 13 anos. Ou seja, muito do que foi teorizado na época já deveria estar visível hoje. (por exemplo: o ponto 4 foi resolvido pelo Google, que nem existia quando a tabela foi escrita)
Portanto achei que seria uma boa idéia fazer as seguintes perguntas a todos:
Em sua opinião, o que está correto e o que não se concretizou? Você vê oportunidades dentro desses pontos?
E aí?


