wii + iphone + autorama

escrito por Mastropietro Luiz em 12/03/2009 | Sem comentários
categorias: Inspiring, Mobile

A pista de autorama dos sonhos de qualquer criança potencializados com um toque de magia do Wii e do iPhone (embora o celular retratado não seja bem um iPhone).

Estalo relacionado:
O que a magia do Wii é capaz

 

 

 

hieróglifos contemporâneos

escrito por Mastropietro Luiz em 21/08/2008 | Sem comentários
categorias: Mobile, Pensamento, Web

Este post fala um pouco sobre linguagem, e como a sociedade digital está criando novas formas e jeitos de se comunicar – jeitos que apesar de serem novos, guardam uma forte semelhança com a linguagem usada pelo homem nos primórdios de sua evolução.

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A história da linguagem e da comunicação humana começa pelos sons, passa pelos gestos (mímica), até chegar nos símbolos e na escrita. Uma das primeiras formas de escrita foram os Hieróglifos, nome dado para as inscrições formais nas paredes de templos e túmulos da era Egípcia.

Hieróglifos são símbolos que contam histórias. Uma imagem que vale por mil palavras. E que depois de algum tempo, acabou dando origem às letras, que deu origem às palavras. Que juntas, assim como os hieróglifos, também contam histórias.

A diferença entre um hieróglifo e uma letra está na riqueza de seus significados.

Mas a história não pára por aí. Depois que o homem se habitou a contar histórias através de letras e palavras, chegou a revolução digital. E mais do que nunca, as pessoas passaram a usar cada vez mais as letras e palavras para se comunicar.

Há quem diga que prefere mandar um SMS do que ouvir a voz de alguém. Há quem diga que conversa com 30 pessoas por dia, sem abrir a boca – apenas digitando.

Dentro deste contexto, quanto mais o homem escreve, mais ele economiza palavras. Desta forma, ele economiza tempo, economiza esforço e dígitos para não estourar os 160 caracteres permitidos em um SMS ou os 400 permitidos em uma mensagem do MSN.

SMS, MSN, WEB – no mundo digital, vivemos na era das abreviações, da simplificação. Não me surpreenderia encontrar o termo “vc” no Aurélio.

Mas além das abreviações, o homo digitalis começou a ganhar um novo aliado que está se tornando cada vez mais presente como uma forma de linguagem interpessoal: os ícones.

Eles invadiram as nossas vidas, eles estão em todos os lugares: no celular, no MSN, no desktop, nos sites, no controle remoto e até na etiqueta das roupas.

Existem palavras ou sentimentos que podem ser expressadas de forma mais lúdica, rica e divertida através de um ícone do que escrevendo-a. Em Israel, por exemplo, existe uma febre entre os adolescentes de se comunicar com os celulares apenas através de ícones. E muitas vezes esses ícones usados são ininteligíveis para quem não faz parte da comunidade e não conhece os significados dos símbolos. É a mais pura tradução de um hieróglifo contemporâneo.

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Já em Portugal, a operadora TMN lançou o Zlango – um serviço de mensagens instantâneas baseado em ícones, veja só:

Interessante imaginar que as pessoas estão (re)aprendendo um novo jeito de contar histórias através desses “hieróglifos contemporâneos”. Um jeito mais símbólico e cheio significados que podem equivaler por uma frase, ou por mais de mil palavras.

Assim como eu não duvido que a palavra “vc” entre no Aurélio, não duvido que daqui a alguns anos as pessoas passem a contar histórias totalmente baseadas em ícones.

Depois de pensar que os hieroglifos voltaram depois de 8932392 anos, só nos resta imaginar: estaria o alfabeto com os séculos contados?

 

 

 

QR Codes estão invadindo a praia

escrito por Werner Iucksch em 30/07/2008 | Sem comentários
categorias: Inspiring, Mobile, Web

Ontem estive num evento bem interessante que falava de novas tecnologias de mídia. O que eu achei mais legal era sobre Quick Response Codes (ou QR codes/2D Barcodes/Smart Codes), que são aqueles quadrados muito loucos, mais ou menos assim:

QR Code

O que dá para fazer

Usando a camera de um celular habilitado, o código pode te mostrar um filme, te transmitir um ringtone, te levar para uma página da internet, basicamente tudo que um celular 3G pode fazer, mas com muito mais facilidade do que digitar uma URL no celular ou mandar um SMS para neumero X. As possibilidades são muitas. Veja um exemplo:

Lançamento na Austrália

Tinha um cara falando sobre as ações que a Telstra, uma das maiores operadoras de telecomunicações e mídia da Austrália, está fazendo para promover os QR Codes (e gerar demanda por conteúdo, vender mídia, etc). Eles estão investindo para ver se a coisa pega por aqui. Começaram fazendo teasers um tempo atrás, com coisas como essa:

E agora estão pegando carona nas Olimpíadas para que as pessoas entrem na onda:

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Como dá para ver, as ações ainda são primárias, o fim disso é ser educativo mais do qualquer outra coisa, pois é coisa bem nova em escala comercial. A empresa garante que o pais é o segundo em número de aparelhos habilitados a ler os QR Codes, mais ou menos 500 mil, só perdendo para o Japão, onde 40% dos aparelhos têm a capacidade de ler esses códigos.

No Japão a parada já pega fogo

No terra do sol nascente têm umas ações muito loucas baseadas em QR Codes que estão saindo do papel. Uma delas, feita pela Dentsu, ganhou alguns prêmios desde que foi lançada em 2007 e realmente integra tecnologia, com psicologia e o potencial das mídias sociais.

Um dos clientes da Dentsu, Tohato, possui duas marcas de salgadinhos apimentados, uma chamada Habanero e outra chamada Satan Jorquia, que têm apelos bem dark. Comprando uma marca, você poderia pegar seu celular, scanear o QR Code da embalagem e entrar num jogo. O World’s Worst War era uma batalha entre os que gostavam de Habanero contra aqueles que preferem Satan Jorquia. O legal é que na medida em que as pessoas convidavam novos “soldados” eles subiam de patente no “exercito”, havia updates constantes via sms e também territórios a serem conquistados. O resultado foi um tremendo sucesso.

Dê uma olhada no video:


O que mais?

Isso tem um potencial enorme. Sugiro que você dê uma olhada por aí para ver o que já estão fazendo com isso em mente. Para comecar, pode ser esse clipe dos Pet Shop Boys que tem vários QR Codes no meio, que levam a conteudo sobre o tema da música, e também para esse site, onde é possivel gerar QR Codes com links para conteúdo que você mesmo produza.

(ah, sabe aquele QR Code que tá no começo do post? Então, é de uma parada que coloquei na net… se você ainda não tem um celular desses e ficou curioso, clique aqui)

 

 

 

Distraindo os dedos

escrito por Mastropietro Luiz em 22/01/2008 | Sem comentários
categorias: Experience, Inspiring, Mobile

Houve um tempo em que para jogar um game no celular você precisava apertar teclas. Mas de repente, os botões não existem mais. Eles foram extintos, sobrando apenas uma tela, a imaginação, e os seus dedos.

Na era do touchscreen, surgem coisas assim, como o Vans Finger Fracture. Um lúdico jogo de skate produzido pela Vans, que imita os movimentos dos dedos das manobras radicais feitas com os mini skates. Apesar de ainda ser um protótipo, dá uma ter uma idéia do que vêm por aí.

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Além de andar de skate, dá pra fazer um som de guitarra com a Pocketguitar – uma guitarra virtual que você pode tocar junto com as músicas do seu iPod/iPhone. Uma espécie de Karaokê virtual, onde ao invés de intervir na música com a sua voz, você faz intervenções com o som de uma guitarra.

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Depois do jogo da guitarra, poderiam inventar o jogo da bateria, da percussão e linkar tudo isso por bluetoorh. Jam sessions surgiriam como flash mobs por toda a cidade.

No final, fico imaginando: o que será que os caras de Axe fariam com essa plataforma?

Assim como o Wii revolucionou a forma como as pessoas jogam video game, os aplicativos com interface touchscreen prometem transformar a maneira como as pessoas se divertem com qualquer pedaço tela.

 

 

 

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