menos interrupção ou contextualização?
escrito por Mastropietro Luiz em 05/05/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Mídia, TV
Tem gente que aproveita a hora do comercial para ir ao banheiro. Mas aqueles que não se levantam do sofá, raramente aguentam assistir a um break comercial completo.
Os programas criam conteúdo que as pessoas querem ver e por consequência atraem a audiência, mas muitas vezes o break comercial chega apavorando e espanta todo mundo. Dependendo da qualidade do break comercial, ele pode reter ou espantar a audiência que o programa havia captado.
Desse fenômeno nasce o zapping de canais, um grave problema para as emissoras que sofrem com a queda da audiência na hora do comercial.
Veículos, agências e anunciantes estão criando maneiras preventivas para segurar a audiência durante os breaks. Deste, dois modelos se destacam
1) Menos interrupção
A Rede Globo está restringindo em 2 minutos o tempo do break comercial de programas como o Jornal Nacional e Globo Esporte. A horário do plim plim ficou mais rápido.

Desta forma ela pretende reter a audiência de seus programas, sem deixar que aqueles comerciais a “atrapalhem”. Perde um pouco de receita, mas ganha em ibope (que talvez permita aumentar o custo da inserção dali um tempo). É uma solução, mas talvez estejam abordando o problema da maneira errada. Pelo menos é o que acreditam os embaixadores do modelo a seguir.
2) Mais contextualização
Se os três minutos habituais de `propaganda` fossem tão interessantes e relevantes quanto o jornal, o risco de haver vazão de audiência e zapping diminuiria bastante. Se a Globo lutasse pela qualidade e contextualização dos comerciais veiculados em sua programação, ela poderia continuar com intervalos de 3 minutos, gerando mais dinheiro de anunciantes, além de manter um ibope melhor.
Por outro lado, tal modelo traria implicações complexas para a criação tradicional das agências (também) tradicionais, já que estas teriam que criar diversas peças levando em consideração o contexto de onde seriam veiculadas (comercial versão telejornal, versão novela 3, versão futebol, etc). Mas se as agências ainda não se movem tanto este sentido, os próprios veículos começam a se proteger do zapping, criando o comercial de seus anunciantes com o mesmo contexto e linguagem do programa.
É o caso do CQC, que durante o programa exibidos diversos “comerciais” criados pelos própios integrantes do CQC (em conjunto com as agências). E tem vezes que o pessoal do CQC acerta a mão mais do que as agências (não é o caso de Skol).
A MTV é outro exemplo que se preocupa com o contexto e a retenção da audiência em seus breaks comerciais. Além de várias marcas criarem peças com uma linguagem específica para ser veiculada na MTV, a emissora infesta os breaks com comerciais com sua própria linguagem da programação (geralmente aqueles visuais freaks que surgem durante o comercial).
Você decide
No final, de duas uma: contextualização ou menos interrupção.
Qual será a solução?
o show da propaganda
escrito por Werner Iucksch em 21/02/2009 | Sem comentários
categorias: TV
Se ouve muita coisa sobre a necessidade da propaganda criar conteúdo interessante e não apenas mensagens que interrompem, certo? Ao mesmo tempo, uma conversa que aparece com frequência é que muita publicidade é engraçadinha, mas vender que é bom, nada.
Na Austrália e Nova Zelândia uns caras resolveram combinar isso e criaram o Gruen Transfer, um programa de auditório que passa na TV aberta com uma veia humorística bem aberta, usando publicitários de agências grandes como os convidados especiais. Deu tão certo que já estão na segunda temporada.
Por exemplo, além de Maggi, o que poderia ser adequado para se falar em uma favela mais ou menos como essa:

Respostas como “Absolut Poverty”, para a marca de vodka ou quem sabe “Pelo menos não é o Tibet”, para o Ministério do Turismo, são algumas das resposta que extraem boas risadas.
Em uma das melhores partes, a show faz um pitch do tipo “vendam gelo para esquimó”. E algumas agências criam para o brief. Ao mesmo tempo, consumidores tem sua oportunidade de criar o que quiserem para alguns briefs como Cerveja Gruen, Banco Gruen e por aí vai. Na primeira temporada, mais de 10 mil clips foram criados para os jobs dados.
Felizmente no YouTube há bastante coisa disso. Vale a pena. Abaixo estão as quatro partes do primeiro episódio. Divirta-se.
o preço da mesmice
escrito por Werner Iucksch em 04/10/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, TV
Tá ficando caro não inovar. Ou pior, perguntar para Globo/Abril se eles têm algum “pacote diferenciado” para nossas queridas marcas.
Leia a matéria completa no UOL.
Que tal o multitouch da Globo?
escrito por Werner Iucksch em 05/08/2008 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, TV
Neste domingo a Globo lançou um gadget novo na sua programação, uma telona que responde ao toque, veja só:
O brinquedo me parece legal. Os caras que inventaram o dispositivo falam da possibilidade de duas pessoas usarem o negócio ao mesmo tempo, tipo, acabar com termo “PC” (personal computer). Sei lá, já imagino o Galvão Bueno brigando com o Falcão para ver quem manda na telona.
Uma equipe do G1 entrevistou um dos caras que desenvolveram o produto:
Então, o que você acha? Quer um para trabalhar em conjunto com sua equipe? Que tal um brainstorm com isso?
(para saber mais vale a pena dar uma lida no artigo do G1, bem como colar no site da empresa que faz a tela, que tem uns videos legais com mais usos para o produto)
|

