Mais estratégia e menos mídia

escrito por Werner Iucksch em 30/06/2010 | 1 comentário
categorias: Ad, Inspiring

Não é porque um negócio é pequeno que ele precisa ter comunicação capenga. Aliás, é nessas horas que inventividade pode fazer maior diferença. Numa viagem recente esbarrei nuns exemplos bacanas”

Essa é a melhor: queria escolher uma empresa para ir mergulhar e fiz o que todo viajante faz, entrei no Trip Advisor. Dezenas de comments positivos referentes a uma tal de “Poseidon”. Acabei comprando pacote deles e ao final do passeio descobri como é que eles conseguiram toda essa moral.

Um segundo caso legal é esse de uma cafeteria. Basicamente de graça, esse quadro negro é muito mais eficiente do que falar que eles tem Capuccino e Expresso (até pq todo lugar tem isso). Volta e meia aparecia uma velhinha para corrigir o número, sensacional…

Por último uma coisa super simples, mas que também dá um caldo. Na marina do lugar onde eu passavam centenas de pessoas por dia. A maioria fazia passeios com empresas grandes, mas diversas empresas menores vendiam passeios complementares logo ali, na boca. Era sair de um barco e comprar pacote com outra aventura para o dia seguinte, sem nem pisar em terra firme.

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Esses são apenas alguns exemplos, lógico, mas me fez pensar em um negócio que eu ouvi esses dias. “Quem investe mais em estratégia não precisa investir tanto em mídia e produção”. Dito e feito.

 

 

 

tour de planner, o intercâmbio do bem

escrito por Mastropietro Luiz em 10/03/2010 | 1 comentário
categorias: Atitude, Experience, Inspiring, Planejamento

“Trazer pessoas, culturas e idéias do mundo inteiro para fazer o bem para as pessoas, transformando as organizações e a sociedade.”

A frase que parece um clichê socialista é a proposta da TIE, uma rede de global de planejadores dispostos a desenvolver soluções para ONG´s e projetos sociais ao redor do mundo.

A idéia é simples: usar os skills de comunicação para fazer o bem, resolvendo problemas de comunidades em vários lugares do mundo, mesmo com um budget pequeno. São treinamentos direto no campo de um mês, que envolvem missões, produção áudio-visual e geração de conteúdo em meio a um “choque de realidades”.

Um planejador de uma marca de sabonete, por exemplo, poderia exercitar uma solução em como reduzir o desperdício de água em uma árida cidade do sertão nordestino. Para quem está acostumado a fazer milagres com briefings corporativos, ser desafiado a responder a briefings sociais em outras culturas pode ser bem inspirador. No final da viagem, ao invés de trazer apenas um álbum de fotos, cada participante um deve trazer um case.

Os projetos são patrocinados por agências como a BBH, JWT e W&K, que incentivam a experiência de seus planners para desenvolver suas habilidades criativas e interpessoais em um contexto global. E mais do que isso, encoraja os planejadores a FAZER alguma coisa, de forma a mudar um comportamento:

O TIE é uma alternativa legal àquelas viagens que algumas pessoas fazem à África para prestar serviços sociais – é mais a cara de um publicitário do que de um médico.

E quem sabe um dia o “tour dos planners” não entra no portfólio da CVC, ou ao menos na C.I – Central do Intercâmbio?

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Estalos Relacionados:
Planejamento útil na cannes dos planners
Leão que serve para alguma coisa

 

 

 

arte viva, inspiração aquática

escrito por Werner Iucksch em 02/03/2010 | Sem comentários
categorias: Arte, Inspiring

Poucas coisas são tão intrigantes quanto o mar. Bem debaixo de nossos narizes, na costa, está um outro mundo belo e poético.

Como se percebe, já mudou meu humor só pensar a respeito. Então fico realmente empolgado com idéias como da autoridade turistica da Isla Mujeres, no México, que está criando o maior museu aquático do mundo, com 400 esculturas, para que atraia turistas. O conceito é belíssimo, já que as esculturas estão sendo feitas com material que facilita o crescimento de algas e corais. As obras de arte irão se modificar, evoluir, ganhar vida com o tempo.

Parabéns a quem põe a cabeça para pensar.

 

 

 

ah, a criatividade old school

escrito por Felipe Senise em 16/11/2009 | 8 comentários
categorias: Inspiring

Integração entre as áreas? Co-criatividade? Planejamento? Channel planning?

Não, meus amigos, não é assim que Dan Wieden trabalha ;-)

Dica do Caio Delmanto

 

 

 

wii do futuro

escrito por Mastropietro Luiz em 01/06/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Inspiring

Já imaginou jogar Wii sem o uso de nenhum controle? A Microsoft imaginou, e fez:

Estalo relacionado:
O que a magia do Wii é capaz

 

 

 

deriva criativa

escrito por Werner Iucksch em 14/05/2009 | Sem comentários
categorias: Experience, Inspiring, Pensamento

Sem entender cultura popular e mostrar ângulos novos e inspiradores para as pessoas, comunicação tem tudo para ser genérica e chata ou entao “criativa”, porém irrelevante. Perdemos a capacidade de surpreender e vender. Por essas e outras sempre fico feliz quando esbarro em artigos e livros que questionam como esse nosso mundinho funciona. É o caso de “Culture Jam” (2000), que basicamente detona a publicidade de cabo a rabo com argumentos muito interessantes.

Uma passagem do livro cita uns franceses das décadas de 50 e 60 chamados “Situacionistas”. Eles basicamente achavam que a estrutura capitalista da sociedade aliena as pessoas, reduz as pessoas a massas, robos com cartões de crédito. Eles citam diversas maneiras de virar o jogo, mas uma delas em específico pode ajudar muito o lado de cá, eles chamam isso de “deriva”. É muito interessante, dê uma lida:

clique para ampliar

Para mim isso se traduz da seguinte forma: seja um TRIALIST. Bunda na cadeira lendo pesquisa o dia inteiro não ajuda muito. Experimente coisas novas, vá na feira de vez em quando, sente no banco da praça para ouvir as pessoas conversarem, vá num restaurante diferente a cada dia, ande por bairros que voce nunca foi antes, se force a ouvir um estilo de música que você normalmente não ouve… Sinta o ambiente ao invés de ler sobre ele.

Pelo menos no meu caso isso sempre ajudou. Acho que isso melhora o repertório, nos tornando mais interessantes e com uma visão mais abrangente. Me parece o tipo de coisa que pode melhorar a qualidade do trabalho de qualquer um. E de quebra pode te trazer boas surpresas.



Estalo relacionado:

Como ser interessante

 

 

 

kit kat mail

escrito por Mastropietro Luiz em 13/05/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Inspiring

Era só para ser mais uma campanha de Kit Kat no Japão.

Mas virou um novo produto, distribuido em um novo canal, com um nova proposta de valor. Um nova olhar para o “Have a Break”, totalmente coerente com o contexto do Japão:

 

 

 

a diferença entre fazer e falar (em números)

escrito por Werner Iucksch em 22/04/2009 | Sem comentários
categorias: Atitude, Brand, Experience, Inspiring, Pensamento, Web

A Fallon é uma agência com alguns dos melhores trabalhos criativos e estratégicos que existem. Sua filial britânica foi a agência do ano por lá em 2007; o blog da sede, em Minneapolis, é ótimo; e suas apresentações no slideshare possuem dezenas de milhares de view, ou seja, é uma agência que entende muito bem do negócio de comunicar através de palavras, idéias, filmes.

Por conta disso acho muito bom o case que eles mesmo fizeram sobre o que aconteceu quando lançaram um programinha de computador chamado Skimmer, há umas 3 semanas. Para mim isso ilustra a diferença entre falar e fazer e dá a magnitude dessa diferença.

O Skimmer funciona como uma espécie de “central social” de onde dá para atualizar status no facebook e twitter, subir fotos e videos no flickr e youtbe, bem como posts no blogger, além de ver os updates de todos os seus amigos em cada uma dessas plataformas. O programa, porém, resolve um problema concreto na vida das pessoas: muitas plataformas sociais em locais diferentes = perda de tempo. Passe pelo case e repare no impacto que isso teve na marca “Fallon Worldwide” e no site “We are Fallon”, reparando na diferença entre os número “pré-Skimmer” e “pós-Skimmer”:

É interessante que a Fallon não tem nenhuma fama como software maker, mas mesmo assim gerou muito mais engajamento do que com uma grande campanha de marca ou sobre gerenciamento de tempo. Por que?

Parte por conta do inusitado de uma agência entregar um software, mas acho que isso não explica. Para mim a razão é que ações comunicam mais do que palavras em uma escala que a gente (no mundo da propaganda) não consegue visualizar simplesmente porque estamos muito dentro deste mundo. Há vida fora da agência de propaganda e as pessoas acham que fazer a lancheira do filho é mais importante do que jingle, elas acham que a previsão do tempo infinitamente mais relevante do que logomarca, eles acham que um programinha que facilita a visualização de diversas plataformas dá muito mais moral para alguém do que um prêmio de agência do ano, um blog fodido e apresentações geniais JUNTOS.

E é por isso que eu acredito que a Zeus Jones e Anomaly são os modelos mais viáveis de agências de propaganda do futuro.

 

 

 

the hub, são paulo

escrito por Mastropietro Luiz em 23/03/2009 | Sem comentários
categorias: Atitude, Inspiring

Quem nunca sonhou em trabalhar em uma empresa como essa? Está logo ali, no centro de São Paulo.

Mais uma do Delicious da Paula Rizzo.

 

 

 

wii + iphone + autorama

escrito por Mastropietro Luiz em 12/03/2009 | Sem comentários
categorias: Inspiring, Mobile

A pista de autorama dos sonhos de qualquer criança potencializados com um toque de magia do Wii e do iPhone (embora o celular retratado não seja bem um iPhone).

Estalo relacionado:
O que a magia do Wii é capaz

 

 

 

earth hour 3 – a eleição

escrito por Werner Iucksch em 09/02/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Atitude, Inspiring

Um dos cases mais fantásticos de todos os tempos chega a sua versão 2009, maior do que nunca, mais envolto em cultura popular do que nunca.

A “Earth Hour” consiste basicamente em convencer as pessoas de todo o mundo a desligar as luzes durante uma hora, começando às 20h30 do dia 28 de março de maneira a chamar atenção para o aquecimento global. Idéia simples, escalável, que chama a atenção e gera envolvimento. Veja o vídeo abaixo para ter uma idéia, caso não conheça o case:

Neste ano, porém, a Leo Burnett decidiu que não bastava apenas repetir o apelo “vamos nos unir contra o aquecimento global” para que as pessoas participem, resolveram colocar isso dentro de um contexto mais próximo, pegando carona com o grande assunto do final do ano passado e início deste ano, eleições americanas. Inclusive, os posteres da campanha foram desenhado pelo mesmo artista que fez as imagens mais famosas de Obama, Shepard Fairey:

Creio que o approach é certeiro. Centenas de milhões de pessoas acompanharam Obama vs McCainn, pensando “Ah se eu pudesse votar”. A campanha da Leo para WWF aproveita isso, dando vazão a esse sentimento: a possibilidade de agir em prol do planeta na votaçao “Terra” vs “Aquecimento Global”. Colocando a “eleição” no meio, eles atacam aquele velho problema do “sozinho não faço diferença nenhuma” e asso, criam uma noção de comunidade que incentiva a participação.

Como na eleição dos EUA, os meios eletrônicos também estão presentes e têm tudo a ver com política. Tem flickr, you tube, facebook, twitter, etc… e pelo menos no site americano do evento se encontra um canal para entrar em contato com congressistas e pedir mais ação governamental sobre esse assunto.

Mais de 350 cidades em mais de 70 países já estão se programando para o evento. A Torre Eiffel, a Golden Gate, a Sydney Opera House, o Cristo Rendentor vão apagar as luzes na hora do evento. Pense bem, numa dessas vale a pena sair da internet e ir para a calçada olhar a cidade mais calma, bater papo com os vizinhos e tal. Imagine-se em uma situação como essa e aproveite.

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Como ganhar um prêmio Nobel
Titanium e Integrated Lions

 

 

 

Um resumo das ações de Obama na Internet

escrito por Luiz Yassuda em 26/01/2009 | 6 comentários
categorias: Ad, Apresentações, Inspiring, Twitter

O pessoal da agência fez esta apresentação sobre todas as ações da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Vale a pena dar uma olhada para conhecer um pouco mais dos pequenos detalhes que fizeram desta campanha um benchmark para aqueles que trabalham com comunicação na Internê:

Trata-se de um complemento aos posts já feitos sobre o Obama. Um resumo interessante feito pelos colegas e agora prestigiado por este que vos escreve.

 

 

 

estalo do lançamento da nokia store

escrito por Mastropietro Luiz em 17/10/2008 | Sem comentários
categorias: Brand, Inspiring

Aqui no Estalo a gente vive falando o quanto é interessante quando as marcas conseguem oferecer algo útil para as pessoas, algo que vá além dos lindos discursos emocionais que invadem a televisão, os banners, as revistas.

Recentemente a JWT teve a chance de fazer acontecer todo esse discurso que apoiamos aqui no Estalo com o lançamento da Nokia Store na cidade de São Paulo, e que eu e Caio tivemos orgulho em participar.

Aproveitando a época das eleições, a idéia foi transformar a loja em um palco para uma transformação na cidade: um lugar onde os paulistanos poderiam votar em um “presente” relacionado à tecnologia para São Paulo. Em meio ao blá blá blá das eleições, a Nokia faria uma promessa que esta sim, seria cumprida. E para isso criamos três canditados a essas eleições:

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São três presentes que você pode escolher: Connect Book , um serviço gratuito de audiobooks para serem baixados e ouvidos pelo celular, Connect Art, um serviço de visitação dentro de museus de São Paulo usando o celular como guia, ou Connect USP, uma rede Wi-Fi gratuita cobrindo todo o campus da USP na Cidade Universitária de São Paulo.

As votações começam em 19 de novembro, dia em que a loja será inaugurada com um show na Oscar Freire. Para quem estiver interessado no show, na loja e nas eleições, basta acessar o site Nokia Store São Paulo para saber mais.

Eu vou votar no Connect Art – talvez assim eu não fique tão perdido durante as minhas visitas aos museus. E você?

 

 

 

converse century

escrito por Werner Iucksch em 21/09/2008 | Sem comentários
categorias: Arte, Cool, Design, Inspiring

Ontem eu estava assistindo um canal de música desses qualquer, quando lá pelas 2 da matina passou o clipe abaixo. Achei o formato muito louco. Recortes animados, cenários minimalistas e ritmo pegajoso, uma cooperação entre Julian Casablancas, Santogold, NERD e Pharrell Williams. Pensei em coloca-lo como referência aqui no Estalo.

Minha surpresa foi quando achei o clipe no YouTube e li que ele, na verdade, é parte da campanha Converse Century (também conhecida como “Conectivity”), que celebra os 100 anos da marca. Esse clip na verdade foi idealizado pela Anomaly em parceria com a Cornerstone Promotion e quer transmitir a mensagem que todos estão conectados de alguma forma (como os bonecos de papel do vídeo).

estalo

Evidentemente fui atrás para ver o que mais eles estão fazendo neste ano tão especial para a marca e achei legal a diversidade de ações, não só nos EUA.

Aliás, a campanha roda em 75 países, então tem muita coisa. +Leia o texto na íntegra

 

 

 

green is the new black

escrito por Felipe Senise em 26/08/2008 | Sem comentários
categorias: Cultura Pop, Design, Inspiring

Há uns dois meses o Fernand Alphen da F/Nazca escreveu um post muito bom no Blog do GP, chamado Propaganda e Sustentabildiade. A idéia – reduzindo grosseiramente o que ele escreveu – é que a indústria da propaganda prega sustentabilidade pelos quatro cantos por meio de suas marcas, mas ela própria não atua de forma sustentável, já que ela não compensa o grande impacto cultural que suas mensagens causam na sociedade.

Incontestável. Não fazem e dificilmente o farão. Essa provavelmente é uma daquelas contradições internas do sistema que Marx teorizou a exaustão em seus estudos. Quando você estimula e incentiva comportamentos entra em um caminho de mão única, sem retorno a vista.

Porém, notem que a idéia não é anular o impacto, mas sim compensá-lo de alguma maneira. As indústrias de bens de consumo entram por caminhos já conhecidos (e até desgastados apesar de necessários) para equilibrar a balança. Mas e a indústria da propaganda, das idéias comerciais, o que tem feito?

Em geral a resposta é “pouco, muito pouco”, para não dizer nada. Porém, vi uma coisa muito legal que aconteceu recentemente em Porto Rico.

A Heineken tirou o foco da sustentabilidade de suas garrafas e resolveu reciclar a sua propaganda (!). Explico: a comunicação dos caras sempre usou e abusou de outdoors de lona, que depois do tempo de veiculação iam para o lixo. A idéia foi contratar um estudiozinho de costura e utilizar o material dos outdoors para fazer bolsas. Bolsas de material reciclado de propaganda.

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Como a marca é muito querida em Porto Rico, se tornou um objeto fashion, vendido nas butiques mais famosas da região, sob a chancela “Heineken: Vive verde”.

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Dá uma olhadinha no video-case.

Idéia simples, mas que partiu de um pensamento novo: o que a propaganda pode fazer para compensar o impacto cultural que causa nas pessoas? Como disse o Fernand no fim de seu post: “Quando a propaganda reconhece seu compromisso com o nosso futuro, ela vira cultura. E quando ela vira cultura, ela é melhor”.

 

 

 

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