garotos propaganda e a força das marcas

escrito por Felipe Senise em 30/05/2007 | Sem comentários
categorias: Ad, Brand

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Esses dois casos para mim são bem emblemáticos. Dois garotos propaganda que fizeram muito sucesso nas décadas de 80 e 90 voltando para a comunicação das marcas em que brilharam. Aparentemente pode parecer uma coisa normal. Se os caras faziam tanto sucesso, por que não trazê-los de volta? Tá, ok, mas para mim não é só isso não. Eu acho que esse “revival” dos garotos propaganda diz muito sobre a força dessas marcas.

Não vejo nenhum mal em uma marca ter a ajuda de um garoto propaganda para construir parte de seus significados, mas isso é muito diferente de praticamente ser a marca, como parece que é o caso do Baixinho e do Carlos Moreno com a Bombril e com a Kaiser. Durante o período que ficaram sem seus porta-vozes, essas marcas bateram muita cabeça, até que pediram socorro aos velhos parceiros para não afundarem de vez.

Não é possível que duas marcas tão grandes como essas sejam reféns de garotos propaganda da década de 80. A comunicação já evoluiu tanto de lá pra cá que fica até meio ridículo apoiar-se nesses caras, por mais sucesso que eles ainda possam fazer. Em vez disso, essas marcas deveriam ter pensado em se reposicionar de uma forma consistente e relevante para as pessoas. Nenhuma delas buscou um pensamento que as recolocasse ou apostou num posicionamento que guiasse todas as suas campanhas e ações. Fizeram coisas pontuais e aleatórias, agindo de forma exageradamente tática, sem nada de estratégia.

E aqui eu estou falando de planejamento MESMO. É difícil alguém me convencer que apenas com boas criações, comunicação em mídias digítais, web 2.0, guerrilha, entre outras modernices, esses caras teriam vencido o fantasma do garoto-propaganda.

Bom, mas agora Inês é morta, como diria meu avô. Vamos ver quanto tempo esses caras ainda duram e quais vão ser os efeitos colaterais que vão dar de presente para suas marcas.

 

No Responses to “garotos propaganda e a força das marcas”

  1. estalo.org » Blog Archive » Ao persistirem os sintomas… Says:

    [...] distante ano de 2007, escrevi um post falando sobre a aparente debilidade de marcas que se apoiam em fórmulas de sucesso e não [...]

     

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