Relógios de rua e o que mais?

escrito por Mastropietro Luiz em 21/08/2007 | Sem comentários
categorias: Atitude, Pensamento, Projeto Cidade Linda

Está rolando uma discussão no Bluebus a respeito do aumento do número de relógios de rua em São Paulo.

“Seria delírio da minha parte – em parte provocado pela completa extinçao da publicidade externa na cidade de Sao Paulo – ou os relógios-totem do mobiliário urbano estão se reproduzindo assutadoramente em algumas áreas da cidade? Outro dia cheguei a contar ao menos 5 deles em uma distância de 1 km nos Jardins. Deu pra conferir a hora certa a cada 15 segundos…” – disse o leitor Marcelo Junqueira.

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Parece que finalmente a publicidade descobriu que para interromper as pessoas, precisa dar algo em troca. E isso é ótimo – você me dá a sua atenção, eu te dou algo em troca. Mas será que não tem nada mais útil e produtivo do que só dizer que horas são?

Será que os “serviços de marca” precisam ficar restritos a esses pacotes pré-fabricados pelas empresas de mídia exterior?

Seria ótimo se as marcas se inspirassem em iniciativas como a Rádio Sul América Trânsito, que criou um canal de conteúdo exclusivo e relevante para aqueles que circulam pelas ruas de São Paulo. Já estava na hora de olhar para algo mais do que a hora…

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Jornais gratuítos distribuidos pelos faróis, relógios de rua, e até uma rádio foram algumas alternativas que as marcas inventaram para aparecer pelas ruas com alguma relevância maior do que aquelas imagens gigantes com slogans irrelevantes. É por essas e por outras que sou fã da lei Cidade Limpa, que está fazendo a publicidade sair da inércia e buscar novas alternativas. Dá-lhe Cidade Limpa e Linda!

 

No Responses to “Relógios de rua e o que mais?”

  1. Vini Zanatta Says:

    Essa é a prova de que as agências de propaganda são ultra-acomodadas. Falam que clientes são cuzões e que não colocam o deles na reta, mas ao mesmo tempo só saem da inércia quando a água bate na bunda, só vão realmente atrás do novo quando um fator externo obriga.

    Como um brother falou, sobre Cannes: Publicitário brasileiro é criativo, mas também é bunda mole, prefere fazer fantasma para Logística XPTO do que putas anúncios para Coca-Cola. Eu completo: prefere fazer colocar uma placa estática e que bloqueia a vista do que pensar em um serviço no qual cabe propaganda e as pessoas queiram por perto.

     

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