E o que veremos em 2008?

escrito por Luiz Yassuda em 03/01/2008 | Sem comentários
categorias: Ad, Pensamento

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Que ano interessante de discussões e novidades vivemos em 2007. Chegamos agora a 2008 e, diante de tanta coisa que inspira e nos faz pensar, deparo-me com o post da ex-chefia sobre previsões para o ano, comentando as opiniões de Nizan Guanaes e Roberto Justus para o mercado de comunicação.

Só para resumir, os dois managers, ainda que com opiniões diferentes, defendem a manutenção do modelo de negócio das agências. TV, BV e Ivete estão inclusos na lista do que “não deve acabar”. Já a ex-chefia desdenha estas opiniões e aponta o seu modelo mais inovador como o certo.

Acho que vale a pena parar para pensar um pouco: é certo que o mercado de comunicação está mudando e mudará radicalmente em alguns anos e aquelas agências que apenas mudarem um pouco a fachada de seus negócios tendem a perder espaço. Em contrapartida, as audiências de televisão (que será tratada como o exemplo para mídia tradicional) do Brasil de hoje se assemelham as lembradas com saudosismo por quem fez TV nos anos 70 e 80 na gringa.

Contra números, o que se pode fazer? Pouca gente mesmo pensa sobre números expostos por aí. O CPM da TV é quase imbatível porque se quase metade da população brasileira assistir o meu comercial na novela das 8, meu custo será muito próximo ao de uma campanha utilizando só Adsense em meses de inserção. Este é o número vendido, não importando o rotineiro costume de se zapear a TV no intervalo ou mesmo aproveitá-lo para ir ao banheiro ou fazer um pipoca enquanto a TV continua ligada.

Assim como pouca gente parou para se questionar sobre os 33 milhões de brasileiros que “acessam” a Internet. A mesma pesquisa que aponta o número absoluto interessante para as agências de web venderem o seu peixe também mostra que o costume de uso de Internet no Brasil é pífio e que a penetração de computadores na população é menor que a de freezers e pouco maior que a de videogames.

Enquanto tenta se mensurar a Internet com números fantasiosos tais quais os das outras mídias, podemos começar a falar das mídias não-mensuráveis, que representarão 70% do investimento da Nike em comunicação nos próximos anos. Mas há quanto tempo a Nike investe em ações diferenciadas? Será que você convence um cliente varejista que o negócio é investir somente a longo prazo?

Não me entendam aqui como um pessimista. Só entendo que os modelos de agência que sobreviverão num futuro não muito distante serão selecionados de maneira um pouco mais cruel do que pintam as mudanças. Todo mundo vende que está mudando, se transformando, ou então que está nascendo pronto para uma nova era. Não sei, não. Na época em que os dinossauros habitavam a Terra e uma brutal mudança climática os extinguiu, morreu junto quem se fantasiou de galinha ou de sapo. Assim como o Big One, o terremoto que arrasará a Califórnia e transformará sua parte mexicana em ilha, mais dia ou menos dia, ainda não aconteceu.

Quando ele acontecer, será bom que existam ABCs, Newcomms e Espalhes para ver quem estava certo. Até lá, vamos curtir o que 2008 pode nos oferecer de oportunidades e de inspirações. Boas estaladas a todos neste ano que começa!

 

No Responses to “E o que veremos em 2008?”

  1. Marcel Maineri Says:

    Boa Yassuda!!

    Adorei o texto cara! Eu olhei o feed do blog de guerrilha mas resolvi marcar este texto para ler depois com mais calma devido seu tamanho hehehe muito boa tua reflexão, feliz 2008 pra ti cara!

    E muitos estalos pra nós!

    Abraço!

     

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