Nizan tem um ponto!

escrito por Caio DelManto em 11/03/2008 | 25 comentários
categorias: Ad, Atitude, Brand

Conheço um monte de publicitários que metem o pau no Nizan. Os criativos acham que o cara perdeu a mão ao criar campanhas ‘popularescas’, que se baseiam só num jingle fantástico. Os planejadores acham que não existe ‘inteligência de marca’ no que ele faz. Os atendimentos e mídias acham o cara um carrasco simplesmente. Talvez todos tenham motivos fortes para falar tudo isso (inclusive, eu já tive os meus) mas o que não dá pra negar é o sucesso do cara. Talvez um pouco desse sucesso se deva a um ponto muito importante e que, na minha opinião, todos nós devíamos aprender. Assista o vídeo abaixo e confira qual o ponto do Nizan (vá direto entre 04:35 – 06:00).

Lógico que isso não serve pra tudo mas concordo com ele. Acho que nós publicitários queremos ser ‘inteligentes’ demais, o tempo todo. As pessoas não esperam inteligência das marcas. Elas esperam um benefício, esperam ganhar alguma coisa (experiência, preço, sabor, brinde etc etc etc). Querer ser inteligente para uma pessoa que tem que trabalhar 15 horas por dia, mal tem tempo de assistir televisão ou ’se divertir’ na web, pode fazer todo o investimento ir por água abaixo. Isso só reforça uma sensação minha que a maioria dos ‘publicitários moderninhos’ só sabem criar para classe A e outros publicitários. Talvez, nós precisemos de um pouco de Brahmeiro no nosso dia a dia.Assista as outras duas partes da entrevista.

 

25 Responses to “Nizan tem um ponto!”

  1. Paulo Macari Says:

    Acho isso um jeito muito velho de pensar. Tanto como estratégia de negócios (remuneração dependendo exclusivamente o BV) como estratégia de comunicação mesmo. Não concordo mesmo que as pessoas esperem ver coisas burras sobre as marcas na TV (a partir desse ponto não consegui mais acompanhar a entrevista).

     

  2. Caio DelManto Says:

    Concordo plenamente em relação à remuneração. Acho BV a pior coisa desse mercado. É a principal razão para o Brasil estar na merda em relação à publicidade. Mas acho que o cara tem o ponto muito mais em relação à conteúdo, não formato. As vezes, acho sim que publicitários criam para publicitários. Toda vez que pergunto pra alguém de classe C e D o que ele gosta de ver em propaganda, sempre vem um exemplo estilo jingle bacana. Essas pessoas estão cagando pra se uma marca criou uma mecânica fantástica na web e isso gerou um puta ‘viral’. Essa é a realidade. Agora, se a realidade é uma merda, é outra história. Precisamos saber fazer coisas que conseguem ser populares em formatos novos e menos pretensiosos.

     

  3. Mastropietro Luiz Says:

    Nizan faz o que o povo gosta. Ele está cagando para o que publicitário vai achar de suas campanhas. Tá certo ele.

    Tenho quase certeza que se tivesse um Effie Awards no Brasil, as campanhas do Nizan seriam as favoritas.

    Tem um monte de propaganda engraçadinha de ninguém lembra a marca. As do Nizan, todo mundo lembra – até quem não é ‘target’. Posso citar seis agora mesmo. Mas não posso citar seis marcas da DPZ, por exemplo.

    Nizan = Awareness, enjoyment e likeability.

    Precisa de mais?

    Pergunte para a Millard Brown.

     

  4. Paulo Macari Says:

    Vocês são uns fanfarrões.
    Dizem que não é uma questão de formato e só dão exemplos de formas. Também não concordo que tudo isso é reflexo do Brasil. Esse modelo continua enfiando mensagens comerciais guela abaixo às custas de muito grp e isso não pode ser bom pra ninguém – nem pra quem faz, nem pra quem assiste. Deve ser bom só pra Millward Brown.

     

  5. Felipe Senise Says:

    Oh, Luiz, perguntar para a Millar Brown acho que é o único jeito mesmo de comprovar essa teoria ;-)

    Mas falando sério, tô com o Maca. Acho que é um jeito muito velho de pensar achar que as pessoas são acéfalas e só querem ver fanfarronices das marcas na TV.

    Poderíamos lembrar várias marcas (populares inclusive) que não foram construídas na base da acefalia e vão muito bem, seja em Cannes, seja no Effie.

    Fora que outra coisa completamente velha é achar que recall, awareness e coisas do tipo determinam o sucesso de uma marca, né? Foi-se o tempo… ainda bem!

     

  6. DDT Says:

    Meu, eu vou quebrar a cara, seus imbecis. Vão engolir tampinha de água Crystal até cagar azul.

     

  7. DDT Says:

    Cara de vocês, Luiz e Caio… na raiva saiu pela metade.

     

  8. Bernardo Says:

    Nizan é o Fidel Castro da publicidade brasileira. Em todos os aspectos.

    Que muitos publicitários fazem campanha para si mesmos e para a classe A de SP, concordo plenamente.

    Que pobre gosta de música, concordo.

    Que pobre é burro, não concordo. Não ter escolaridade não é ser burro. Ser burro é viver na redoma de vidro da vila olímpia.

    Nizan faz publicidade á moda antiga sim. Sem embasamento. Só entretenimento.

    Colocar conteúdo e ser inteligente não é ser chato. É ser relevante. E ser inteligente não é ser chato. Ser chato é ser chato. Burro pode ser muito chato.
    E ser relevante é a principal coisa que vai ajudar a marca a manter seu sucesso lá na gôndola do Wal-Mart.

    A chance de um burro ser relevante para as pessoas é bem menor. Só serve pra dar risada na hora. E depois na hora da gôndola o que manda é o preço – e a relevância que faz valer o preço.

     

  9. Camila Massari Says:

    No meu dia-a-dia não costumo achar tanta graça nas sacadinhas, jingles ou formatos diferentes nas campanhas encabeçadas pelo Nizan. Acho que estas coisas ja foram mais novidade, fizeram mais sentido pra pessoas, sendo elas pobres ou bem de vida. A ‘filosofia’ Nizan parece ter como fundamento aparecer, o negócio é subir na mesa do casamento e dizer alguma coisa que todos lembrem e comentem amanhã. Nossa que vergonha! É assim que muitas vezes me sinto, quando vejo uma de suas campanhas. Mas se ele mesmo diz que é virtude não ter vergonha nem medo de nada, quem sou eu pra discordar dele, corajoso ele é. Sem maiores julgamentos precisa ser extremamente corajoso pra subir numa mesa de casamento e falar, eu por exemplo, neste caso só subiria pra gritar: FOGO!

    Mas numa coisa eu o admiro o Nizan, pra mim não se trata de um homem que entende o povo, mas um cara de negócios, um excelente vendedor. Ele abraça seu produto com unhas e dentes, naquele momento não existe coisa melhor no mundo. O grande diferencial do Nizan não está no que faz, mas no jeito que ele trata e vende sua obra.

     

  10. Caio DelManto Says:

    Acho que vocês estão sendo muito literais em relação ao termo ‘propaganda burra’. Pra mim, não é uma questão de ser burro ou inteligente, é uma questão de fazer algo direto, objetivo e que dê um benefício direto para as pessoas (nem que seja um jingle chiclete, se esse for o caso). Ser ‘burro’ aí é não ficar punhetando para o consumidor.

    Em relação a formato, acho propaganda uma merda. Pra mim, isso é passado. Temos que pensar diferente realmente. Já coloquei isso aqui. Dê uma olhada: http://estalo.org/?p=511

    A questão não é essa. A questão é que eu acho que ´publicitários de vez em quando não podem ter medo do ‘brega’ e do pop (na nossa concepção, pelo menos). E isso é conteúdo, independe de formato. Segundo fontes confidenciais, o site do Brahmeiro teve milhares de acessos depois que a campanha entrou no ar. Isso é ruim? Tenho minhas dúvidas.

    Mas o que importa é que sim, o cara sabe vender. E isso é o que todo mundo quer, certo? Se esse modelo é uma bosta, qual o modelo capaz de substitui-lo?

     

  11. DDT Says:

    mimimimimimimimi

     

  12. Bernardo Says:

    Brahmeiro não é uma campanha burra ou brega.

    É um approach legal para a Brahma. Bem melhor que Zeca-hora (que é uma campanha burra).

    Tem tudo a ver com a participação da Brahma na formação da identidade masculina do brasileiro.

    É só lembrar da expressão “paga uma brahma que tá tudo certo”.

     

  13. Paulo Macari Says:

    Eu queria agradecer a Antarctica pelas Brahmas que eles mandaram pra gente

     

  14. Paulo Macari Says:

    Eu sou brahmeiro e não desisto nunca. Se bem que a Skol de latinha feita em Agudos é melhor.

     

  15. Rodolfo Says:

    Concordo com o Caio, o termo propaganda burra não deve ser levado para o lado literal. O burro, o qual o Nizan se refere é algo simples e direto, como falaram aí em cima, e com uma mistura de entretenimento.
    Eu também não acho a classe burra, já fiz muita entrevista com classe c e de burro eles não têm nada. São brasileiros que trabalham 15 horas por dia, que não tiveram a chance de educação que poucos tiveram e não desenvolveram um lado crítico maior.
    E todo ser humano tem hora que quer simplesmente sentar e desligar, isso não é ser burro, assistir novela não é algo burro, mas uma forma, talvez, de se desligar. E por que não propagandas que te façam desligar?
    Todos precisam de entretenimento e temos produtos e públicos diferentes, logo temos diferentes saídas e uma saída clara, simples, direta e com entretenimento é possível.

     

  16. Alexandre Rei Says:

    Burro, é ficar criticando sem mostrar resultado,
    o cara sabe o que esta falando e pode falar por que é um dos publicitários de maior sucesso, se alguém ai que reclamou tiver um índice de acerto maior do que o dele, sensacional!

    Por favor faça um livro com suas visões que eu vou ler.

     

  17. Camila Massari Says:

    É bem por ai mesmo, o Nizan está pra propaganda assim como o Paulo coelho está para os livros.

     

  18. Paulo Macari Says:

    Viva a burrice!

     

  19. DDT Says:

    Rodolfo, seu careca, vou quebrar a sua cara assim que vc sentar na sua cadeira. E Alexandre, meu Rei, se eu fosse você, nem dava as caras por aqui… vais levar umas bifas no meio da fuça.

     

  20. DDT Says:

    Amigos,

    Apaziguando os ânimos. É evidente que eu estou brincando, espero que vocês saibam. Mas pra não deixar dúvidas, vou colocar legendas nas piadas.

    Toda essa “revolta”, não tem nada a ver com o Nizan. Ele é o que é, todo mundo sabe, não tem mais o que se comentar discutir, escrever sobre ele. E minha opinião pessoal não importa — não se assustem, já trabalhei numa empresa dele e meu conceito sobre o cara é mais alto do que o da maioria das pessoas que eu conheço.

    Mas enfim, como eu disse, o Nizan não é o assunto. O assunto é o Caio e o Luiz :) Brincadeira, a opinião deles.

    Opinião que eu não compartilho, deu pra perceber. Porque eu acho que essa discussão rico/pobre, inteligente/burro, publicitário/povo é uma não discussão, um não assunto, uma não premissa.

    Pra mim a questão é só uma: bom/ruim. Que pode ser lido como legal/chato. Ou, eficiente/ideficiente.

    Se, pra mim, a questão é essa, toda essa coisa de rico/pobre/inteligente/burro simplesmente não importa. Não é esse tipo de conversa que vai fazer as pessoas imaginarem coisas mais bacanas.

    Aí, o tom de revolta e violência é só pra traduzir isso: acho que essa discussão não vai fazer ninguém aqui produzir idéias mais bacanas.

    E isso sim me parece burrice.

     

  21. Bernardo Says:

    Alexandre, o Rei, viva o cérebro desligado!

    Quem sabe se dançar o créu o cérebro pega no tranco?

    Joelma e o Chimbinha deveriam ser os maiores publicitários do Brasil. Afinal, Assolan é um case de sucesso, não é mesmo?

    Publicidade burra é burra. Dá pra ser popular sem ser burro.

    Super Casas Bahia, por exemplo, não é burrice. É uma sacada magnífica de levar grandeza e extravagância para o povão.
    C&A é popular e não é burro. É inteligente mostrar pra quem é analfabeto que a moda do mundo inteiro está lá em 5 X sem juros. E o povão não precisa saber falar o nome da Bundchen pra entender que “gisele = linda = moda = eu mais bonita”.

    É uma pena que você se deixe levar pelo barulho que o Nizan faz.

     

  22. DDT Says:

    Caio, Luiz e Alexandre Rei: isso tudo não quer dizer que vocês não vão levar muita porrada.

     

  23. Ken Says:

    Em tempo, Luiz, sobre o comentário que você fez aqui:

    http://estalo.org/?p=531#comment-1306

    Nenhum case, de nenhuma das agências do homem, ganhou Effie na primeira edição brasileira.

    Só pra não deixar passar em branco…

    :-)

     

  24. DDT Says:

    Luiz,

    Só pra não deixar passar em branco: tu é muito burro.

    :-)

     

  25. estalo.org » Blog Archive » nizan não tem mais um ponto Says:

    [...] Estalo relacionado: Nizan tem um ponto [...]

     

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