luz no fim do túnel?

escrito por Felipe Senise em 10/11/2008 | Sem comentários
categorias: Crônicas, Pensamento

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Em 1971, Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica para o JB que entre outras coisas dizia:


“Confesso que um de meus prazeres é saborear os bons anúncios jornalísticos de coisas que não pretendo, não preciso ou não posso comprar, mas que me atraem pela novidade da concepção, utilizando ´macetes` psicológicos sutis e muito refinamento de arte. É admirável a criatividade presente nessas obras de consumo rápido, logo substituídas por outras. São anúncios que muitas vezes nos prestam serviço, pela imaginação e pelo bom humor que contém. E se nos ´vendem` pelo menos um sorriso, ajudam a construir um dia saudável de trabalho”.

Quando mostrei esse quote para um pessoal, surgiu uma discussão que abro aqui para vocês: será que um simples anúncio ainda pode causar esse tipo de reação na sociedade ou será que isso ficou nos anos 70 e não tem mais espaço em um mundo com tantas opções de entretenimento e tantas coisas mais interessantes para se investir tempo?

 

No Responses to “luz no fim do túnel?”

  1. Macari Says:

    Sei lá, vivem roubando o óculos dele.
    Acho que ele não leu direito ; )

     

  2. Vini Zanatta Says:

    Acho que propaganda consegue fazer isso, mas o problema é que muita, muita propaganda só faz isso: é engraçada. Quando chega a hora da pessoa comprar alguma coisa, ela não consegue lembrar-se de quem a fez sentir diferente, abrir o tal sorriso. Resultado: compra pelo preço, embalagem, cheiro ou o que a criança que tá junto pegou e pôs no carrinho. Atitude de marca? O que é isso?

     

  3. franciso Says:

    Hoje as pessoas não possuem tanto tempo assim para ver, ler, um anuncio e terem diversas senssações como esta.
    Elas só querem levar logo o produto para o caixa antes que a fila fique maior e não de tempo de fazer alguma outra coisa.

     

  4. Mastropietro Luiz Says:

    Boa, Francisco.

    “A vida é mais legal do que ver propaganda” e o “tempo é a nova moeda”.

    Pelo visto não há luz no fim do túnel :D , a não ser fazer alguma coisa muito legal, mas tão legal, que as pessoas vão querer gastar 5 minutos com ela.

    O tempo custa caro.

     

  5. Rafael Amaral Says:

    Isso faz pensar. Vou fazer um post-resposta.

    Só gostaria de acrescentar uma opinião ao raciocínio do Francisco:

    “Elas só querem levar logo o produto para o caixa antes que a fila fique maior e não de tempo de fazer alguma outra coisa.”

    Acho que esse tipo de comportamento só vale quando o que se está comprando não tem tanto valor para a pessoa. Como quando dizem “passa lá no supermercado comprar umas cervejas pro churrasco”.

    O Mastropietro disse bem. O tempo custa caro.

    E pensando assim é que acredito que as pessoas não estão se apressando no supermercado, por exemplo. Estão é planejamento melhor a ida ao mesmo.

    E é aí que entra o aumento na importância da comunicação fora do pdv. Presente e útil para a pessoa. Seja oferecendo um sorriso, seja oferecendo wifi ou audiobooks.

    Parabéns pelo post!

     

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