Ao persistirem os sintomas…
escrito por Felipe Senise em 03/11/2009 | 5 comentários
categorias: Brand, Pensamento

No distante ano de 2007, escrevi um post falando sobre a aparente debilidade de marcas que se apoiam em fórmulas de sucesso e não conseguem sair mais delas, como naquele tempo era o caso da Kaiser, que retomou o Baixinho, e de Bombril, que trouxe o Moreno de volta.
Lembrei desse post assim que vi a nova campanha do Guaraná Antártica, que deu uma repaginada no histórico jingle “Pipoca na panela”.
Guaraná Antártica é uma marca que está claramente perdida. Há muitos anos não consegue estabelecer uma comunicação que explore todo o potencial da marca e crie significados importantes para as pessoas. E agora, em pleno 2009, eles chegam com uma campanha nova que retoma um filme de 15 anos atrás.
Não vou entrar no mérito da qualidade do filme. Não é o que importa. O fato relevante é o quão sintomático é esse filme para a marca. Ele é um flagrante da situação de Guaraná e só reafirma essa minha tese de 2007: uma marca que não consegue se desvencilhar dos seus sucessos de comunicação para evoluir é uma marca que dá claros sinais de fraqueza.
5 Responses to “Ao persistirem os sintomas…”
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Novembro 3rd, 2009 at 3:15 pm
bem legal esse post ! concordo []´s
Novembro 3rd, 2009 at 6:50 pm
Impossível discordar desse texto.
Novembro 4th, 2009 at 4:14 pm
Não acho que seja necessariamente verdade. Acho que, na pressão de inovar, muitas marcas acabam se afastando da própria essência e deixam de trazer significados relevantes para as pessoas.
Para se recuperarem precisam resgatar a essência e aprender a inovar sem perdê-la novamente.
Novembro 6th, 2009 at 3:21 am
Verdade.
#Barbara – não concordo. Essencia não é e nunca foi sinonimo de um video antigo. A marca guaraná é muito mais que um jingle de 15 anos atrás, ou pelo menos deveria acreditar que é. Apesar de eu adorar esta música, não acho que ela precisaria apelar para isso.
Não há outra forma de fazer isso? Não é mole, lógico, mas com certeza deve ter. Comodismo puro…
Novembro 9th, 2009 at 4:13 pm
Eu não acho que puxar uma lembrança (boníssima) na cabeça das pessoas seja uma estratégia ruim. Quando, claro, ela está em contexto e tem sentido. O baixinho da Kaiser, por exemplo. O erro, talvez, precisaria estudar antes, seja que o baixinho por si só não é a solução para o problema da Kaiser. O problema mudou – se tornou mais crônico e imagino que este seja um dos melhores e mais difíceis briefs de enfrentar – eu adoraria, inclusive.
Sobre Guaraná: como era boa a versão original, né? Eu, você, minha mãe canta essa música logo de primeira. Agora, qual o problema de Guaraná? Eu não sei, mas fico me perguntando se resolver a sede (tony, aqui tem sede?) ou ser original ou ainda natural não sejam questões que me empolgam a consumir guaraná.