CHMKT – Dicas para não deixar uma ideia morrer
escrito por Caio DelManto em 13/11/2009 | Sem comentários
categorias: Ad, Atitude
O Carlos Henrique Vilela, do blog CHMKT, está provocando uma discussão interessante sobre ‘como não deixar uma idéia morrer’. Eu não poderia estar fora dessa. Acompanhe lá a discussão. Segue abaixo a reprodução do post.
Agradecimentos especiais ao Carlos Henrique por incitar a discussão.
Dicas para não deixar uma ideia morrer.
Esse é um tema amplo, mas vou terntar escrever algumas premissas para ajudar. Não vejo diferença entre ser para cliente e para equipe interna. Valem pros dois.
1) Focar menos no conceito e mais nas possibilidades de fazer a ideia ficar de pé: planejadores são conhecidos por seus briefs maravilhosos e conceitos criativos, mas muito poucos têm conhecimento e experiência de colocar uma idéia de pé de verdade. Por isso, acho que planejadores devem colocar mais a mão na massa, gastar mais tempo pensando como fazer aquela ideia realmente acontecer, quais as barreiras de grana, possibilidades de mídias e oportunidades para fazer acontecer. Na real, é conhecer de verdade o rock’n'roll que atendimento, mídia e criação passam para implementar uma ideia de verdade e saber criar argumentos tangiveis na hora de apresentar uma ideia.
2) Trazer racional de canais para mostrar como a ideia pode crescer de acordo com o contexto em que ela for explorada: tem a ver com o primeiro ponto, mas essa é uma forma de vender uma ideia com maior embasamento do que simplesmente relacionado ao consumidor. E não falo apenas em trazer informações sobre efetividade de canais etc., que a mídia pode ajudar a construir, mas sim a relação de canais com a ideia que está vendendo. Por exemplo: se o conceito do brief é “o celular que traz um novo jeito de escrever histórias”, por que não ir buscar canais que possibilitam que as pessoas parem para realmente ‘escrever histórias’. Nesse sentido, poderíamos escolher dois canais que tem afinidade com o target: cafés (existem muitos aqui em sp) e lojas de roupa feminina (aqui lojas mais de classe A têm lounges com sofás em que as mulheres gostam de passar tempo). O mais importante aqui é o planejamento mostrar não só essa escolha, mas responder “Que tipo de histórias poderiam ser escritas a partir de um café?” Talvez histórias sobre livros (já que as pessoas vão muito a cafés para ler livros, jornais etc.) ou reviews pessoais sobre livros. Ou em lojas de roupa, “Que tipo de histórias as mulheres gostariam de compartilhar a partir de uma loja de roupas?”. Com isso tudo, o conceito “Um novo jeito de escrever histórias” passa a ficar grande e com uma perspectiva mais rica para o trabalho do planejador.
3) Ter espírito (realmente) colaborativo e saber desafiar as pessoas: acho que planners ainda ficam muito presos ao seus conceitos, a forma como se escreve no brief. Acho que muito mais importante do que a forma como se está escrito é saber deixar claro o Desafio de um job e a Estratégia para resolver esse desafio. Conseguir trazer todo mundo para ajudar a materializar essa estratégia é o trabalho real de um planejador. Planejadores tendem a querer mostrar criatividade dentro e fora da agência. A questão é que ainda acho que eles estão querendo mostrar o mesmo tipo de criatividade que a criação traz. Para mim, isso é errado. Não sabemos e não temos que saber fazer um belo slogan. Se tentarmos fazer isso, sempre vamos perder. Nosso job é ser criativo na solução de business, na estratégia de comunicação e na implementação dessa estratégia pensando em canais.
4) Aqui é mais uma provocação do que uma definição. Acho que planejadores têm que aprender a ser mais empreendedores. Acho que planejadores são muito low profile. Precisamos inovar mais na forma de apresentar, sair um pouco do ppt e criar mais referencias reais na hora de apresentar. Quando as pessoas olham pra planejadores, já pensam em ppts. Acho isso ruim. Elas devem olhar a gente e enxergar os caras que criam soluções para problemas.
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