ah, a criatividade old school

escrito por Felipe Senise em 16/11/2009 | 8 comentários
categorias: Inspiring

Integração entre as áreas? Co-criatividade? Planejamento? Channel planning?

Não, meus amigos, não é assim que Dan Wieden trabalha ;-)

Dica do Caio Delmanto

 

8 Responses to “ah, a criatividade old school”

  1. Just Do It « Run, Motherfucker, run Says:

    [...] bem colocou o pessoal do Estalo, isso aí é “criatividade old school”. « [...]

     

  2. rapha barreto Says:

    Não acho old school. Acho que antes de existirem planejadores, existia gente que pensava sobre como encontrar um conceito que fale com toda uma audiência – seja ela ampla ou restrita. O próprio cara diz que era algo que amarrasse esportistas e pessoas que estavam ali, começando a fazer alguma coisa.
    Acho que esses caras da velha guarda são ótimos planners, só não são chamados assim. Aliás, são mais do que planners.
    O que quero dizer é: olhe de novo, se seu diretor de criação é realmente muito bom, é porque ele provavelmente é um bom planner também.

     

  3. Felipe Senise Says:

    não pós-racionalize o “impós-racionalizável” ;-)

    a gente não trabalha assim. a gente não vê um cara sendo executado e tem uma idéia genial.

    a gente faz racional, defesa, ppt, pesquisa… uns puta mala do caceta :D

     

  4. rapha barreto Says:

    Isso sim é uma boa crítica. A gente não trabalha assim. Ou será que trabalha? Na verdade, só trabalha-se pouco assim. Caso contrário você nem seria publicitário. De algum lugar você deve tirar a idéia. Das suas lembranças, de uma tira de jornal, de um ditado que só o seu pai conhece, do slide 183b de um report obscuro da Ipsos. Ou ainda das últimas palavras de um condenado.

    Que atire a primeira pedra o fulano que nunca teve uma idéia no banheiro.

    Eu não acho que somos diferentes de Dan Wieden. Só acho que planejadores se acham mais inteligentes e complexos do que ele (e que todo mundo) – e que isso é bom. E, pra mim, essa é a merda toda.
    Dessa forma, concordo. O risco de ser um mala do caceta é bem alto.

     

  5. Bárbara Bufrem Says:

    Concordo com o Rapha Barreto.

    E discordo do Felipe: fazemos racional, defesa, ppt e pesquisa, sim. Mas o problema é nos limitarmos a isso na expectativa de ter uma idéia genial.

    Aí depende do planner.

     

  6. Felipe Senise Says:

    Foi uma brincadeira, queridos. A gente não é chato não, a gente é incrível :)

    Mas falando sério, acho que com esse jeito “planner” de ser a gente complica demais as coisas. As idéias surgem no banheiro, mas a gente não admite isso. Aí tem que ficar inventando, floreando, punhetando, até chegar numa coisa super mega clever. E pior. Pior do que aquela que a gente tinha tido no banheiro uns dias atrás.

    A criação tem um zilhão e meio de defeitos, mas isso a gente deveria aprender com eles. As vezes as coisas não precisam de punhetação nenhuma. Elas já são boas do jeito que vieram do banheiro. Ou da execução de um condenado.

     

  7. Juliano Says:

    Lembrando que: A Canção do Carrasco, de Normam Mayler, sobre a execução de Gary Gilmore é contemporâneo ao slogan da Nike. E ganhou o Pulitzer no ano da sua publicação. O caso foi amplamente divulgado também por ser a primeira execução nos EUA após um hiáto de praticamente 10 anos.

    Não existia planejamento, mas o diretor de criação era o cara que absorvia a informação “da hora” que vinha de todos os cantos e tranformava em material criativo. Menos focus group, menos pesquisa (e talvez em muitos casos, nem tanto sucesso), mas eles iam lá e just do it.
    Como diz o meu pai, era enormemente mais fácil criar quando você podia criar sobre algo que ainda não existia. Duro é criar para o 9645498 ésimo produto da mesma categoria.

     

  8. Alberto Bina Says:

    Acredito que todos temos ideias no banheiro e quem nunca as pós-racionalizou…? As verdadeiras boas ideias vêm de fora e cabe a nós tentarmos conectá-la para interferirmos positivamente na cultura da marca. Não se vende ideia somente pela criatividade, principalmente para os criativos. A nossa credibilidade vem de pesquisa, ppt e raciocinio, por isso que a gente tem que ser chato, por isso que o nosso trabalho muitas vezes é uma punheta e, como disse o Felipe, a gente acaba estragando a ideia. Só que é um mal necessário na linha de produção da nossa indústria, infelizmente.

    E, Juliano, acho difícil A Canção do Carrasco ser contemporânea ao Just do It. Ou eu não entendi nada e o Wieden é realmente muito fodalhão!

    Abraços.

     

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