Why don´t you play the game?
escrito por estalo.org em 07/12/2009 | 2 comentários
categorias: Estalo do leitor
Mais um estalo do leitor – desta vez do Alexandre Azeredo, planner da DPZ:
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Gosto de observar o quanto uma nova tecnologia pode redesenhar a estrutura (social, cultural, política e econômica). Depois da roda, o sistema integrado, que possibilitou a criação do chip e do processamento de dados, é o motor desse novo desenho, em que o “linear” começa a perder sentido. Vivemos no fade in/fade out entre linha de produção/rede.
Para interpretar essa transição prefiro uma visão mais parecida com a de Marshall Mcluhan de que um meio novo vem para mudar o jeito como usamos os outros. Nesse contexto o meio digital vem para criar maior interação e conversa entre todos os meios.O jeito como a informação está disposta hoje (buscar, navegar, pesquisar, conectar) tem muito mais a ver com a dinâmica do game do que com a história de cinema. E o videogame conseguiu aliar experiência e interação, que são inerentes ao game, com tecnologia e narrativa.

Para uma marca como a Coca-Cola faz muito sentido falar em contar histórias. Eles sempre fizeram isso, construíram uma identidade fortíssima em cima desse modelo, aquele que está em decadência. Os exemplos não me deixam mentir: A indústria do videogame só perde para a automobilística e bélica e o sucesso dos social games (ex: farmville, máfia wars).
O que o professor Henry Jenkis caracteriza como Transmídia Storytelling é mais um reflexo da forma como a tecnologia está reorganizando a estrutura e como a cultura se reorganiza com a sociedade, do que um grande media insight. Lost é um belo exemplo: um game sobre pessoas que vivem em uma ilha que também joga com o público (mais do que contar uma história). A narrativa é o cenário propício para que o jogo aconteça.
Creio que muito do papel do planner hoje é entender essa dinâmica e ajudar uma marca a fazer esse fade in/fade out. Jogar o jogo da marca não é se tele transportar para o mundo virtual, é entender que jogar com as forças faz mais sentido do que chegar em um resultado. A marca que joga desenha contextos ao invés de revelar produtos.
2 Responses to “Why don´t you play the game?”
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Dezembro 8th, 2009 at 12:55 pm
Complementando o raciocínio:
A narrativa no último século teve sua base na mídia audiovisual e, dentro dessa lógica tecnológica, ela era linear, passava uma mensagem com o intuito de chegar à um fim e não tinha espaço para o espectador. Hoje, o meio digital fez tudo se confrontar. Marcas, produtos e serviços não caminham mais de forma paralela, agora estão no meio de um bate-cabeça (de um show de rock pesado).
As marcas ainda tem um porto seguro na base narrativa/audiovisual e tem medo de se lançar num jogo, uma aventura onde não sabemos o que está atrás da próxima porta. Creio que o consumidor percebe quem mergulha de cabeça e quem só fica molhando o pé e assim ele pode decidir com quem ele quer se associar (imagino que uma marca que “play”, ao invés de “tell” é muito mais desejada).
Não estou falando para ninguém parar de contar histórias, só acho que a dinâmica seja diferente, pois o jogo já é uma realidade e só tem chance de ganhar quem diz: Topo, topo, por que não? E vai mesmo!
Dezembro 26th, 2009 at 2:41 am
Boa Alexandre.
Obs: Acho que a questão não é parar de contar histórias, mas sim fazer o bom uso destas novas tecnologias, que amplificaram o poder de interação social, e tornar as pessoas parte da história que as marcas contam. Um belo exemplo disso: http://www.refresheverything.com
Abs!!